Brasil

11 de Maio de 2018 01:15

Testemunha chega à reconstituição de mortes de Marielle e Anderson

Trechos de três ruas no bairro em que a vereadora e o motorista foram mortos, no Estácio, foram fechadas

↑ Rua fechada para a reconstituição da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes (Foto: Reprodução)

As ruas do bairro do Estácio, na região central do Rio, foram fechadas por volta das 20h desta quinta-feira (10) para a reconstituição do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Por volta das 20h30, uma das quatro testemunhas que vão participar da reprodução do caso já havia chegado.

Agentes das polícias Civil e Militar, Guarda Municipal e Forças Armadas estarão na ação dando apoio aos peritos. Por volta das 20h40 o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, chegou ao local onde será feita a reconstituição, mas não quis falar com a imprensa.

O crime aconteceu na rua João Paulo I, no dia 14 de março. Para evitar o acesso de pedestres e curiosos, além desta via, foram fechados trechos da rua Estácio de Sá, rua Joaquim Palhares, e da rua onde a vereadora foi morta.

O QG da operação é na Policlínica da Polícia Civil, que fica atrás de onde Marielle foi assassinada.

O titular da Delegacia de Homicídios da Capital, Giniton Lages, falou com jornalistas minutos antes do início da reconstituição do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. O delegado reforçou o sigilo das investigações, mesmo com o vazamento do depoimento de uma testemunha que envolveu o vereador Marcello Siciliano e o miliciano Orlando Oliveira Araújo no crime.

— A Delegacia de Homicídios vai manter o protocolo que é não confirmar nenhuma informação apresentada por qualquer mídia. Essa investigação não pode abrir mão de absoluto sigilo.

De acordo com o delegado, a reprodução simulada será realizada apenas no ponto onde Marielle foi assassinada, já que a ausência de câmeras no local dificultou a interpretação da dinâmica do crime. Lages disse que o objetivo é entender como ocorreu o caso a partir do relato das tesmunhas que foram convocadas.

Durante a reconstituição, serão efetuados disparos com armas e munições de verdade para que as tesmunhas possam identificar pelo som a arma que foi utilizada.

— Elas voltam no cenário do crime e é importante, através das percepções auditivas e visuais delas, reconstuir toda a dinâmica do crime. É preciso ter a percepção exata da movimentação dos veículos, buscar a percepção auditiva e a partir dela levantarmos qual armamento empregado, se há perícia ou não do atirador para o manuseio desta arma.

A reprodução simulada estava marcada para as 22h, mas a região onde o crime ocorreu foi fechada para o trabalho das equipes. Homens das polícias Civil, Militar e do Exército, além da Guarda Municipal, dão apoio ao trabalho da perícia. O efetivo não foi informado.

Fonte: R7

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