Brasil

12 de Abril de 2018 18:56

Força-tarefa da Lava Jato rebate acusações de Gilmar Mendes

Ministro do STF disse que procurador Diogo Castor de Mattos tem um irmão que advoga para investigados da operação e comete ilegalidades

↑ Gilmar Mendes (Foto: Reprodução)

A força-tarefa da Lava Jato do MPF/PR (Ministério Público Federal) rebateu as acusações feitas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, na sessão de quarta-feira (11), que começou a julgar o habeas corpus do ex-ministro Antônio Palocci. O Ministério Público também alfinetou o comportamento do ministro.

Gilmar Mendes disse que o procurador da República Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa no Paraná, tem um irmão que advoga para investigados da operação e comete ilegalidades.

De acordo com o MPF, Gilmar Mendes “lançou contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos notícias antigas e falsas a respeito do comportamento deste na Operação Lava Jato”.

“A força-tarefa Lava Jato do MPF em Curitiba informa que o procurador da República Diogo Castor de Mattos não atuou e não atua em nenhum dos casos ou processos envolvendo o empresário João Santana de Cerqueira Filho. Além disso, o acordo de colaboração foi celebrado por Santana com a Procuradoria Geral da República (PGR) em 8 de março de 2017, antes do escritório Delivar de Mattos e Castor Advogados (que tem como um dos sócios Rodrigo Castor de Mattos, irmão do procurador) assumir a defesa do empresário em 17 de abril de 2017. O procurador atua na operação Lava Jato desde abril de 2014, enquanto o escritório ingressou na representação do réu em abril de 2017. Por fim, acrescenta-se que Rodrigo Castor de Mattos, embora permaneça como sócio do escritório citado, deixou a defesa de Santana em maio do ano passado”.

Ainda segundo o Ministério Público Federal, Castor de Mattos não atuou no caso do irmão por decisão própria “indo além das exigências éticas e legais da magistratura, comportamento esse que o próprio ministro Gilmar Mendes não observou quanto ao seu impedimento em medidas judiciais relativas ao investigado Jacob Barata Filho”.

“A corrupção já entrou na Lava Jato”

Além de mencionar o procurador da República Diogo Castor de Mattos, Gilmar Mendes citou a atuação da advogada Fernanda Tórtima e do ex-procurador da República Marcelo Miller no caso relacionado ao acordo de delação premiada firmado pelos executivos da JBS.

— É notório que houve corrupção evidente e que essa dupla carioca, Miller e Fernanda, já estavam operando há muito tempo.

Ao final da sessão na Suprema Corte, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a palavra para esclarecer a questão.

— Nesses episódios em que houve envolvimento dos procuradores da República em casos de delação premiada, já existem inquéritos instaurados e a investigação já está avançada. As investigações estão sob sigilo, mas os fatos estão sendo, inclusive, periciados.

Fonte: R7

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