As propostas para ampliar a cobertura dos programas da Saúde no município de Maceió são também ponto de pauta dos candidatos à Prefeitura Municipal de Maceió. Todos - inclusive o que representa a situação, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) - são uníssonos ao falar da necessidade da construção de novas unidades, além de intensificar a participação da administração municipal nos programas do governo federal, como por exemplo, o Programa Saúde da Família (PSF).
De acordo com dados recentes do próprio Ministério da Saúde, a cobertura do PSF em Maceió não chega a atingir 30%, o que representa apenas mais um desafio entre tantos envolvendo uma das principais pastas do governo municipal.
A Tribuna Independente buscou - nos programas de governo dos candidatos - quais são as principais propostas para a área, assim como fez com a segurança pública e o transporte público. “O que os candidatos pensam fazer para melhorar a saúde pública do maceioense?”. Esta foi a indagação levantada.
O candidato Rui Palmeira (PSDB) apresenta uma série de medidas em seu plano de governo.
De acordo com o tucano, as propostas para a saúde têm que ter como visão a ampliação da rede municipal. Ele ressalta a necessidade de maior investimentos com recursos próprios e busca por ampliação de parcerias com a União. Neste ponto, entra inclusive a proposta de aumento da cobertura do PSF e a reestruturação da rede física e da atenção básica. Além disto, o programa de governo do PSDB trata do aumento de distribuição de medicamentos.
Na lista de prioridades para a Saúde, Rui Palmeira também se compromete com a construção de um novo hospital e uma maternidade.
Propostas
Lessa quer sistema integrado e Morais defende PSF 100%
Ronaldo Lessa (PDT) também fala da necessidade de ampliação dos serviços ofertados pela atual administração. Para Lessa, as propostas devem compor um sistema integrado de saúde municipal, com implantação de uma política de saneamento básico, integrada à proteção do meio-ambiente e a própria Saúde.
Em termos práticos, Lessa destaca a implantação de laboratórios em todas as unidades de saúde do município, descentralizando o atendimento básico. Assim como ressaltado por Galba Novaes, o pedetista lembra da importância dos Caps, especializados em tratamento de dependentes químicos e que estes possam atuar em conjunto com pastas da Assistência Social e Educação.
Ronaldo Lessa enxerga a necessidade de aumentar o atendimento da Farmácia Popular e qualificar a rede pública hospitalar, sobretudo na atenção à gestantes e nos serviços de urgência e emergência, ampliando leitos.
Pelo Democratas, Jeferson Morais é enfático. Maceió precisa atingir de forma rápida os 100% de cobertura do PSF. Paralelo a este trabalho, Morais ainda promete a reforma e recuperação de todos os postos de saúde municipal e a implantação de um programa que dê prioridade a assistência pré-natal.
Pelo PPS, Nadja Baia estabelece metas para o aumento da cobertura do PSF. De acordo com ela, dá para se chegar a cobertura plena de 100% - falada por Morais - em quatro anos. Ela estabelece uma meta de 50% para os primeiros dois anos.
Para além do PSF, Baia também coloca que é necessário garantir infraestrutura para o funcionamento dos consultórios médicos e dos postos de saúde que compõem a rede municipal.
Claro que deve haver o amparo de um sistema de saneamento básico no que se refere a saúde, mas esta é uma alternativa a longo prazo, é válida, mas neste caso, precisa-se de alternativas imediatas, exatamente pelo sistema de saúde de Maceió necessitar de cuidados urgentes, não pode esperar por grandes obras.
Priscila em 04/08/2012 as 14:29NÃO ADIANTA COLOCAR 100% SE OS FUNCIONARIOS Q ALI ESTÃO NÃO QUEREM TRABALHAR , SE EM MUITAS UNIDADES NÃO TEM SE QUER UM TENSIOMETRO ..... TODOS AS UNIDADES EXISTEM FOLGAS PARA OS FUNCIONARIOS ..... MEDICOS PELO AMOR DE DEUS ESSES SÓ VÃO QUANDO QUER .... ENFERMEIRA , MEDICOS COM MAIS DE 3 EMPREGOS NÃO EXISTE 40 HORAS NO POSTO E TRABALHAR NO HU , NA SAMU KKK
flavio em 04/08/2012 as 10:27O Tribuna Hoje coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.
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