Apenas 17,42% dos usuários de internet podem acessar a rede de sua própria casa. A informação é proveniente do Mapa de Inclusão Digital, disponibilizado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa é fomentada com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IGBE) pelo Censo 2010.
Com essa média, Alagoas é o 22ª no ranking brasileiro no quesito inclusão digital ligado à internet. Em primeiro lugar se destaca o Distrito Federal com 58,68% dos usuários de microcomputador com acesso à internet no domicílio. Na última colocação está o Estado do Maranhão, com 10,98%.
Com relação ao ranking de acesso à Tecnologia de Informação e Comunicação, Alagoas aparece no 24º lugar, com 34,17%. Essa pesquisa refere-se ao acesso da população à telefonia móvel, fixa e à internet.
Nesse mesmo estudo, aparece como primeiro colocado mais uma vez o Distrito Federal, com 71,21% da população usando essas tecnologias. Lá atrás, mais uma vez, o Maranhão aparece com 26,87%.
O site do Centro de Políticas Especiais da FGV permite a visualização do panorama geral de inclusão digital referente à internet em nível nacional.
Analisando uma população de 1,4 milhão de brasileiros, uma das tabelas mostra que 29,74% da população já teve acesso à internet de alguma forma. Desses, 3,35% ainda utilizava a internet discada no período da pesquisa, enquanto 13,98% utilizavam internet domiciliar por banda larga; 9,24% utilizavam a internet no trabalho; 11,23% utilizavam a internet em algum centro público de acesso pago ou gratuito.
O estudo, além de informar o percentual de inclusão digital de 150 países e 5.550 municípios brasileiros, relaciona o acesso à internet como diretamente proporcional à felicidade.
Empreendimento
Itec aposta na capacitação de lan houses para a inclusão digital
Ainda na pesquisa que está no site do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, do total de usuários de internet no Brasil, 5,21% têm acesso em estabelecimentos onde é oferecido algum tipo de curso.
Apesar da percentagem não ser o grande trunfo dos que fomentam a inclusão digital pelo país, ainda existe crença nas lan houses com o propósito de oferta ao conhecimento.
Defende a tese o Instituto de Tecnologia em Informática e Informação de Alagoas (Itec). O coordenador do Programa de Inclusão Digital do instituto, Robson Paffer, acredita que as lan houses tendem a se reformular, se adequando às novas perspectivas do mercado.
Isso acontece no programa Digitalagoas que recebe o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
A intenção é profissionalizar cada vez mais quem atua nesses espaços, uma vez que novas demandas estão surgindo para fortalecer o laço empreendedor.
“Com esse trabalho, as lan houses não estão sendo apenas locais para jogos voltados ao entretenimento dos jovens. São locais onde cursos podem ser oferecidos, principalmente de educação a distância. Ao mesmo tempo as lan houses continuam sendo procuradas para a realização de festas de aniversário, onde os convidados se reúnem para jogar”, explica Robson.
Para fechar as lacunas da acessibilidade à informática em Alagoas, o coordenador mantém a proposta de implantar 50 telecentros nas comunidades mais carentes do Estado. Robson afirma que 38 telecentros já foram implantados, a exemplo do Conjunto Virgem dos Pobres, bairro do Vergel do Lago, em Maceió.
“Com a criação dos cursos nesses telecentros, há pessoas que já conseguiram certificado e agora estão no mercado. No Vergel mesmo, nós temos 200 pessoas cursando, incluindo jovens e adultos”, afirma Robson.
Usar dados do censo de 2010 para quantificar coisas relacionadas à internet é como querer controlar um brinquedo radiocontrolado por telegrama.... Em dois anos, muita coisa mudou em relação à acesso de banda larga...
Jose Faria em 01/08/2012 as 12:56O Tribuna Hoje coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.
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