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Política

21 Abril de 2017 - 10:02

Cortes no orçamento preocupam reitor do Ifal

Sérgio Teixeira, dirigente da instituição de ensino, ressalta que mais de 20 mil alunos podem ser afetados este ano
Carlos Victor / Tribuna Independente
Sérgio Teixeira vai a Brasília buscar soluções para a falta de recursos no Ifal e defende mobilização. (Foto: Sandro Lima) Sérgio Teixeira vai a Brasília buscar soluções para a falta de recursos no Ifal e defende mobilização. (Foto: Sandro Lima)

Com 16 campus em todo o Estado, um custeio geral em torno de R$ 64 milhões e mais de 20 mil alunos afetados, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal) vem passando por diversas dificuldades para conseguir fechar o ano letivo por conta dos cortes do Governo Federal.

Em entrevista à Tribuna Independente, o reitor da instituição, Sérgio Teixeira fala sobre o assunto e diz também que vai a Brasília para tentar resolver esses problemas junto ao Ministério da Educação.

Tribuna Independente - Mais um ano de gestão à frente do Instituto Federal de Alagoas, o Ifal, quais os destaques dados em indicadores voltados à educação pública?

Sérgio Teixeira - Indicadores são os resultados através da pesquisa e do ensino da instituição que a gente tem alcançado. Números realmente importantes, exponenciais, com o crescimento da quantidade de projeto de pesquisa e pesquisadores, a quantidade de projeto de extensão. Quando nós assumimos só tínhamos um projeto de extensão. Neste ano estamos com mais de 200 projetos, mais de 700 alunos com bolsas de estudo. E os indicadores através do ensino, das olimpíadas, da participação de alunos em eventos nacionais e internacionais e a própria expansão com a interiorização do Ifal. A gente passou de 4.500 alunos para mais de 20 mil estudantes. Ultrapassamos o número de servidores que era de 6 mil servidores quando eu assumi tinha 700. São números gigantescos num curto espaço de tempo e os resultados estão surgindo naturalmente.

Tribuna Independente - Os atuais investimentos do Governo Federal para o ensino apontam para avanços na educação pública?

Sérgio Teixeira - Não. Os números que estamos recebendo desde o ano passado estão nos dificultando bastante. Para se ter uma ideia tivemos o orçamento normal de 2016 e esse orçamento foi limitado 90% do que foi gasto em 2015. No ano passado retornou para algo que foi executado em 2015 e cortou 10%. Quando é agora esse mês que saiu a portaria estabelecendo limites. Limite é como se fosse um cheque especial onde você tem o dinheiro lá, mas que só pode gastar dentro daquele limite. Então a gente tem o orçamento mantido, aprovado por lei, porém só posso gastar 80% do orçamento. Isso vai inviabilizar várias ações, tanto que irei para Brasília para tratar diretamente com a secretária sobre isso para ver se mudamos esse quadro, pois essa inviabilização implica no dia-a-dia da instituição funcional, por exemplo, pra você funcionar uma escola tem que ter a limpeza, tem que ter a segurança, tem que ter todo um apoio. Então isso está atacando diretamente a terceirização, que hoje a gente emprega bastante. Em relação à alimentação mesmo, nós temos campus como o de Satuba que é agrícola onde o aluno fica em horário integral, então esse corte atinge a alimentação de lá e inviabiliza a gente. Isso atrapalha, pois um aluno que tem o incentivo de produzir pesquisa, produzir projeto de extensão já querendo mostrar sua produção lá fora fica impedido e se desestimula. Vai ficar quase impossível de enviarmos qualquer aluno para apresentar seus projetos em outros países. Antes da portaria nós conseguíamos enviar.

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