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Mundo

20 Abril de 2017 - 09:55

Anistia Internacional e UE condenam onda de violência na Venezuela

ONG e bloco alertaram para escalada de violência depois da morte de três pessoas em manifestação na quarta-feira
AFP / G1
Confusão e gás lacrimogêneo em protesto em Caracas (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters) Confusão e gás lacrimogêneo em protesto em Caracas (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

O ciclo de violência e repressão na Venezuela ameaça a vida da população, alertaram nesta quinta-feira (20) a Anistia Internacional e a União Europeia depois da morte de dois manifestantes e um militar na mobilização de quarta-feira contra o governo de Nicolás Maduro.

"A onda de violência e de repressão durante as manifestações na Venezuela está mergulhando o país em uma crise de difícil volta atrás e que ameaça a vida e a segurança da população", assinalou a organização em um comunicado divulgado em Buenos Aires.

"É inaceitável que, apenas por sair às ruas, automaticamente um venezuelano ou uma venezuelana se encontre em perigo e fiquem expostos à repressão descontrolada das forças de segurança. É um direito de expressão, não um direito qualquer, mas o mais importante de toda a estrutura democrática", disse Mariela Belski, diretora executiva da Anistia Internacional Argentina.

A União Europeia, por sua vez, condenou os atos de violência registrados na Venezuela e pediu uma "desescalada" no país.

"Pedimos a todos os venezuelanos que se unam para fazer uma desescalada da situação e achar soluções democráticas dentro da Constituição", indicou a porta-voz Nabila Massrali.

Sete mortos

Com bombas de gás lacrimogêneo, tropas de choque bloquearam na quarta-feira a gigantesca marcha contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, onde estouraram focos de violência que causaram a morte de uma jovem de 23 anos e de um adolescente de 17.

Com estas duas vítimas, sobe para sete o número de mortos em três semanas de protestos, com os quais a oposição exige eleições gerais para tirar Maduro do poder.

O presidente é acusado de mergulhar o país rico em petróleo em uma severa crise econômica e política.

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