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Brasil

18 Abril de 2017 - 08:30

Criança passa mal após ingerir ovo estragado e com larva

Caso foi registrado pela Prefeitura de Bertioga após a distribuição de ovos de Páscoa impróprios para consumo. Laudo será feito.
G1
Menino foi internado com alergia em Bertioga Arquivo pessoal Menino foi internado com alergia em Bertioga

Um menino de um ano e quatro meses precisou de atendimento médico em Bertioga, no litoral de São Paulo, após ingerir o ovo de chocolate impróprio para consumo entregue pela prefeitura da cidade. A distribuição, na véspera da Páscoa, ocorreu para cerca de 5 mil alunos da rede pública de ensino, sendo que várias unidades estavam mofadas e com larvas.

Os ovos foram doados ao Fundo Social de Solidariedade. Alguns apresentavam bolor e mau cheiro, além de larvas vivas na embalagem e no doce. A maioria dos casos relatados ocorreu com os produtos entregues na Escola Municipal Professor Delphino Stockler de Lima, na Vila Itapanhau.

"Meu filho mais velho, de oito anos, ganhou o ovo na escola e o trouxe para casa. Ele sentou ao lado do irmão menor e os dois comeram juntos. O chocolate já estava quebrado, por isso não reparei o mofo ou qualquer outra situação estranha como todo mundo viu", conta a autônoma Karina Gomes, de 27 anos.

Naquela noite, o menino mais novo começou a apresentar manchas pelo corpo. A princípio, Karina não viu gravidade, nem ligação com o chocolate estragado. "Na manhã seguinte ele acordou todo empipocado. Eu tive que ir correndo para o hospital, onde o menino ficou o dia em observação tomando soro".

Ela disse que o médico fez a relação da reação alérgica à ingestão do ovo de Páscoa. "Ele receitou um antialérgico, disse que havia ligação com o chocolate estragado e me mandou reclamar na escola". O filho mais velho de Karina, segundo ela, não apresentou qualquer sintoma.

A Prefeitura confirmou o atendimento e disse que esse foi o único caso na cidade a apresentar processo alérgico em razão da ingestão do chocolate estragado. "A família não informou, no momento do atendimento, a possibilidade do paciente ter intolerância à lactose", pontuou a Administração Municipal, em nota.

Ainda no fim de semana, a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Vanessa Matheus, que pediu desculpas pelo ocorrido na internet, iniciou a troca dos ovos estragados. Inicialmente, ao menos 10 crianças receberam os produtos e as trocas foram feitas, ainda segundo a Prefeitura.

O Departamento Jurídico de Bertioga afirma já ter identificado o lote e a marca com o problema. "Depois disso, o Jurídico, com os laudos e informações técnicas, irá tomar as providências". A Administração Municipal não informou quem foi o doador dos produtos que estavam impróprios para consumo.

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