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Economia

18 Março de 2017 - 18:27

Banco Central bloqueia R$ 2 milhões de investigados na 'Carne Fraca'

Justiça determinou bloqueio de até R$ 1 bilhão das contas de 46 suspeitos
G1
Ilustração

Foram bloqueados pouco mais de R$ 2 milhões das contas de 46 pessoas investigadas na Operação Carne Fraca, que apura irregularidades na fiscalização e comercialização de carnes. O valor foi informado pelo Banco Central neste sábado (18) à Justiça Federal, que havia determinado o bloqueio de até R$ 1 bilhão.

Segundo a Polícia Federal, fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos. A investigação indica que eram usados produtos químicos para maquiar carne vencida, e água era injetada nos produtos para aumentar o peso.

As carnes irregulares eram vendidas no Brasil e no exterior. Há também casos de papelão em lotes de frango e carne de cabeça de porco em linguiças.

Ao todo, 22 empresas são investigadas na operação, das gigantes JBS e BRF – que controlam marcas como Seara, Perdigão e Friboi – a frigoríficos menores como Master Carnes, Souza Ramos e Peccin.

As autoridades não detalharam quais irregularidades foram cometidas por cada empresa.

As empresas afirmam que estão colaborando com as investigações e negam adulteração nos produtos. Há ainda a suspeita de que os partidos PP e PMDB eram beneficiados com propina.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou um balanço sobre as prisões efetuadas e as que estão em aberto. A operação contou com 309 mandados.

O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, que autorizou os mandados da operação, determinou o bloqueio de qualquer valor entre R$ 5 mil até R$ 1 bilhão nas contas bancárias de cada uma dessas 46 pessoas investigadas.

Não significa necessariamente que cada um dos investigados tenha R$ 1 bilhão nas respectivas contas. Este é um teto estipulado pela Justiça.

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