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Mundo

14 Março de 2017 - 17:02

Forças do Iraque matam comandante do Estado Islâmico na cidade de Mossul

Comandante militar da Cidade Velha, Abu Abdul Rahman al-Ansary, morreu durante retomada do distrito de Bab al-Tob
Reuters / G1
Um tanque dispara durante ação contra o Estado Islâmico na área de Bab al-Tob em Mossul, na terça (14) (Foto: Reuters/Ari Jalal) Um tanque dispara durante ação contra o Estado Islâmico na área de Bab al-Tob em Mossul, na terça (14) (Foto: Reuters/Ari Jalal)

Forças do governo iraquiano mataram nesta terça-feira (14) o comandante do Estado Islâmico na Cidade Velha de Mossul, à medida que a batalha para derrubar os militantes de seu último bastião se concentrava em uma ponte sobre o rio Tigre.

O progresso da unidade de elite do Ministério do Interior, conhecida como Reação Rápida, fora prejudicado pela chuva na segunda-feira, mas os combates intensos recomeçaram nesta terça-feira, tendo como prêmio a Ponte de Ferro.

Enquanto as tropas avançavam, civis deixavam bairros recapturados do oeste sujeitos ao frio, à umidade e à fome, mas aliviados por estarem livres dos militantes.

Veículo blindado é visto entre prédios em ruínas durante ação contra o Estado Islâmico na área de Bab al-Tob em Mossul, na terça (14) (Foto: Reuters/Ari Jalal)

Atiradores do Estado Islâmico atrasaram o avanço das tropas do governo sobre a Ponte de Ferro, que liga o oeste e o leste de Mossul, mas as forças de elite ainda assim estavam avançando aos poucos, de acordo com oficiais.

A polícia federal matou o comandante militar da Cidade Velha, Abu Abdul Rahman al-Ansary, durante as operações para retomar o distrito de Bab al-Tob, disse um policial federal. Com muitos líderes do grupo jihadista já tendo recuado de Mossul, a morte de Ansary representa uma grande perda para os militantes enquanto tentam defender um território cada vez menor sob seu controle.

Capturar a Ponte de Ferro permitiria às forças iraquianas dominar três das cinco pontes que cruzam o Tigre, todas elas danificadas pelos militantes e pelos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos. As duas mais próximas do sul já foram retomadas pelas forças iraquianas.

Desde que iniciaram sua ofensiva em outubro, com apoio da coalizão encabeçada pelos EUA, elas reconquistaram o leste de Mossul e cerca de 30 por cento do oeste dos extremistas, que estão em número menor, mas defendem aguerridamente seu último bastião no Iraque.

Membros da ‘Reação Rápida’ do Iraque e da polícia federal se reúnem perto de um tanque durante ação contra o Estado Islâmico na área de Bab al-Tob em Mossul, na terça (14) (Foto: Reuters/Ari Jalal)

Era possível ouvir o estrondo dos bombardeios e dos tiros de metralhadora no centro de Mossul, e helicópteros munidos de armas disparavam contra o solo na manhã desta terça-feira.

Em meio ao combate, um fluxo contínuo de refugiados se arrastava para fora dos bairros do oeste, carregando malas, garrafas de água e outros pertences. Alguns incentivavam crianças e idosos doentes a seguir adiante.

Até 600 mil civis estão retidos juntamente com os militantes dentro de Mossul, que as forças do Iraque na prática isolaram do restante do território ainda controlado pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Mais de 200 mil moradores da cidade foram deslocados desde o início da campanha, em outubro.

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