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Educação

10 Março de 2017 - 10:00

Em primeira avaliação no Enade, curso do Ifal Maceió obtém nota máxima

Avaliado pela primeira vez, Design de Interiores e Ambientes existe desde 2001 e recebeu do MEC conceito 5
Evellyn Pimentel / Tribuna Independente
Foi a primeira vez que curso de Design de Interiores foi avaliado pelo Exame Nacional de Desempenho (Foto: Comunicação / Ifal) Foi a primeira vez que curso de Design de Interiores foi avaliado pelo Exame Nacional de Desempenho (Foto: Comunicação / Ifal)

O curso de Design de Interiores e Ambientes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal) obteve nota 5 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

Esta foi a primeira vez que este curso foi avaliado no exame. A nota máxima é inédita em todos os cursos da instituição de ensino.

A coordenadora do curso, professora Iolita Marques de Lira classificou o resultado como histórico para o Ifal.

“Este resultado é muito importante para toda a Instituição e para toda a equipe que se empenhou pelo bom desempenho dos estudantes neste exame porque estamos numa fase de expansão do curso, de reestruturação da matriz curricular, de implantação de um curso de especialização. Então, isto nos torna confiantes. Passamos a acreditar mais no processo, na competência de alunos e professores, no esforço coletivo em toda a nossa capacidade”, avalia a coordenadora.

O curso de Design de Interiores e Ambientes abre anualmente 40 vagas no campus Maceió. Segundo a assessoria de comunicação da instituição, o Ifal foi pioneiro na implantação deste segmento de ensino no estado.

“O Ifal Campus Maceió foi a primeira instituição de ensino em Alagoas a ofertar o Curso de Design de Interiores e Ambientes. O curso é superior e tecnológico, tem a duração média de três anos e existe desde agosto de 2001”, informou a assessoria.

Outros cursos, no entanto não alcançaram o mesmo desempenho. É o caso, por exemplo, de alguns da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que obteve  no Índice Geral de Cursos o conceito 3. Os cursos de Administração Pública do campus Arapiraca, Jornalismo do campus Maceió e dois cursos de Ciências Econômicas em Santana do Ipanema e Maceió obtiveram nota 2 no conceito Enade.

O Curso de Ciências Econômicas também obteve nota insatisfatória no Conceito Preliminar de Curso (CPC).

As avaliações têm como base o desempenho dos estudantes no Enade, bem como os questionários respondidos por eles sobre as condições de infraestrutura, ensino e conteúdo pedagógico das instituições.

Os cursos agora precisarão atender às exigências do MEC, pois esta é a segunda vez consecutiva que são avaliados com conceitos insatisfatórios. Em 2013 os quatro cursos já haviam recebido nota 2.

“Índice não reflete realidade”

Para Tiago Zurck, procurador educacional institucional da Ufal, o método de avalição empregado pelo Ministério da Educação (MEC) é insuficiente para analisar as particularidades de cada instituição. Zurck afirma que a classificação é recebida com estranheza pela comunidade acadêmica, uma vez que o curso de Ciências Econômicas de Santana do Ipanema recebeu conceito 4 na última visita do MEC em Alagoas.

“É preciso verificar o que provocou esse conceito. Mas para ter uma ideia o curso de ciências econômicas, na visita da comissão do MEC em outubro de 2014, foi avaliado com conceito 4. Na minha opinião essa visita in loco  é muito mais real, porque justamente vem conferir as condições, conversa com alunos e aí depois atribui conceito 2. O próprio sistema é contrário”, argumenta. 

O procurador institucional diz ainda que o conceito abaixo da média também pode ser causado pela rejeição dos alunos em relação à ferramenta de avaliação. Para ele, muitos insistem em realizar ‘boicotes’ ao Enade.

Embora teça críticas ao sistema de avaliação, o gestor afirma que a Ufal reconhece as dificuldades enfrentadas, principalmente em relação à infraestrutura.

“Eu diria que o sistema tem fragilidade, mas é importante sim a depender de como as instituições lidam com isso. Essa questão de infraestrutura é muito tensa nas universidades públicas. Eu diria que é um mal nas instituições públicas do país. Isso entra no componente de avaliação do Enade e isso tem se agravado nos processos de contingenciamento dos orçamentos das universidades desde 2014. Cabe a nós identificar junto aos cursos o que levou aos alunos tirarem conceito 2. Isso é um trabalho para ser feito nos próximo meses”, aponta.

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