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Política

17 Fevereiro de 2017 - 09:19

Deputados estaduais defendem mudanças na legislação para permitir porte de arma

Durante sessão da ALE, parlamentares alagoanos citam violência no Brasil para alterar leis
Carlos Victor Costa / Tribuna Independente
Bruno Toledo levantou a discussão e ganhou apoio de outros deputados estaduais no debate sobre armas (Foto: Assessoria / ALE) Bruno Toledo levantou a discussão e ganhou apoio de outros deputados estaduais no debate sobre armas (Foto: Assessoria / ALE)

Deputados estaduais discutiram na quinta-feira (16) a validade de uma das leis brasileiras que versam sobre a posse o porte de armas de fogo. Para os parlamentares alagoanos, é preciso haver mudanças nesta postura, principalmente devido aos atos de violência que assolam tanto Alagoas quanto outros estados.

Os deputados Marcelo Victor (PSD) e Bruno Toledo (Pros) deram a tônica do discurso acerca do porte de arma durante a sessão na Assembleia Legislativa do Estado (ALE).

Toledo iniciou sua fala lendo um texto sobre a crise que o estado do Espírito Santo vem enfrentando. O parlamentar lembrou também das rebeliões que ocorreram em diversos presídios do país e aproveitou para lembrar da “comemoração” do governador Renan Filho (PMDB), que em seu discurso ontem durante a abertura dos trabalhos do legislativa, fez questão de mencionar a redução dos crimes e das mortes por violência em Alagoas.

“O governador veio ontem aqui e comemorou a redução dos crimes e eu não entendi essa comemoração. Na verdade não vi motivo para isso, pois não enxergo os avanços que ele disse aqui”, destacou o deputado Bruno Toledo.

Após a crítica, o deputado defendeu que o cidadão tenha o direito de andar armado, solicitando alterações na lei do desarmamento, onde invocou o apoio da bancada federal em relação a sua defesa.

“Peço que os amigos deputados em Brasília possam analisar e discutir essa proposta, pois sabemos que não temos competência de legislar esse assunto, mas que é de interesse de todos os brasileiros que vivem órfãos da criminalidade. As pessoas têm buscado caminho legal para ter uma arma tem enfrentado muita burocracia e até preconceito. O efetivo risco para o agressor gera o efeito psicológico chamado ‘percepção de risco’ e essa percepção de risco inibe o cometimento de crimes violentos”, explicou o parlamentar.

Toledo lembrou ainda que a população brasileira se encontra em prisão domiciliar devido ao Estatuto do Desarmamento. Já está bem noticiada a confiança da bandidagem que, bem armada, intimida até a polícia. Já constatamos a incapacidade da polícia em oferecer segurança efetiva a todos”, complementa.

Ao pedir a palavra, o deputado Marcelo Victor (PSD) se mostrou favorável à discussão trazida por Bruno Toledo e chegou a dizer que se considera um “armamentista de convicção”.

Além disso, o parlamentar defendeu que as mulheres tenham o direito ao porte de arma desde o nascimento, no que para ele, se evitaria o estupro em muitos casos e criticou o fato de apenas, juízes, conselheiros e desembargadores terem porte de arma.

“Se eu fosse detentor do poder, eu daria arma para todo mundo. E em minha opinião, a mulher já deveria nascer com porte de arma. Pois é só imaginarmos o tanto de casos de estupros que poderiam ser evitados. Elas devem ter a oportunidade de se defender. Outra coisa é que depois do estatuto o assalto às residências voltou com força. Antigamente os vigias das residências podiam ter um rifle para fazer a segurança, hoje não. E assim os bandidos invadem nossas casas”, salientou.

O deputado Dudu Hollanda (PSD), por sua vez, lembrou-se de alguns “problemas” em que se meteu e chegou a declarar que não se sente um homem apto a andar armado. “Um homem como eu não pode andar armado, eu não tenho equilíbrio nenhum. Por exemplo, já tive uns cinco problemas que se eu tivesse armado a situação seria outra. Não sei o que eu poderia cometer. Não sou de conversar ou discutir com quem não conheço, mas se eu for agredido, sei me defender. Defendo o porte não pela função que se exerce, mas sim pela aptidão”, disse.

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