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Mundo

11 Janeiro de 2017 - 14:09

Trump diz que vai ser o 'maior produtor de empregos que Deus já criou'

Presidente eleito disse que vai se afastar de seus negócios pessoais e que filhos cuidarão de empresas sem consultá-lo
G1
O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, fala à imprensa em sua primeira entrevista coletiva desde sua eleição, em Nova York, dias antes da cerimônia de posse (Foto: Seth Wenig/AP) O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, fala à imprensa em sua primeira entrevista coletiva desde sua eleição, em Nova York, dias antes da cerimônia de posse (Foto: Seth Wenig/AP)

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (11), em sua primeira entrevista coletiva após a eleição, que vai ser "o maior produtor de empregos que Deus já criou" durante seu mandato.

Ele afirmou que nas últimas semanas esteve muito ativo trabalhando pelo governo, principalmente no setor econômico, e que haverá grandes notícias na próxima semana no setor automotivo, com a construção de uma grande fábrica. Disse também que é preciso reativar a indústria farmacêutica do país.

Trump afirmou que se a eleição não tivesse ocorrido como foi, muitas empresas não estariam voltando para os EUA e estariam construindo em outros países.

Segundo o presidente eleito, durante seu mandato, quando as empresas quiserem se mudar dos EUA para o México e demitir seus funcionários em estados americanos, elas terão que pagar altos impostos para vender nos EUA. Trump diz que há muitos estados no país e que as empresas podem se mudar dentro deles. "Eu não ligo, desde que seja dentro das fronteiras dos EUA."

Para ele, se os políticos tivessem feito isso anos atrás, haveria milhões de empregos a mais no país atualmente.

Sobre sua proposta de fazer um muro na fronteira entre os EUA e México, ele reiterou: "Vamos construir o muro". Ele disse que não quer esperar por uma negociação com o México, que pode durar mais de um ano, para começar a construir, e voltou a afirmar que o país vizinho irá reembolsar os EUA pela construção. Ele disse ainda que respeita o governo e o povo do México.

Rússia

Questionado sobre uma possível ação hacker da Rússia nos EUA, Trump disse que os americanos sofrem ataques hackers de outros países também. Ele disse que respeita o fato de o presidente russo Vladimir Putin ter se posicionado sobre o assunto. O magnata também foi questionado sobre uma possível ajuda de Putin para ser eleito. "Se Putin gosta de Donald Trump, eu considero isso como um ativo, não como um problema."

O magnata voltou a dizer que não tem ligações ou negócios na Rússia, nem empréstimos. "Poderíamos fazer negócios com a Rússia facilmente se eu quisesse", disse, acrescentando que optou por não seguir esse caminho por saber que seria questionado. Ele apresentou uma pilha de documentos que, segundo ele, apontam sua recusa em fazer negócios no país de Putin.

Trump disse que está muito orgulhoso da equipe que vem formando e que quer estar cercado pelas melhores pessoas. Segundo ele, o país tem perdido muito recentemente. "Não fazemos mais bons negócios."

Questionado sobre o sistema de saúde dos EUA, o presidente eleito disse que o Obamacare - política de Obama para a área - é um "desastre completo e total", e que todos ficarão orgulhosos do que ele irá fazer com o cuidado de saúde no país. Ele disse que, assim que seu secretário de Saúde for aprovado, será apresentado um substituto para o Obamacare.

Empresas pessoais

Trump disse ainda que no fim de semana recebeu uma oferta de US$ 2 bilhões para fazer um negócio em Dubai e que a recusou. "Eu não precisaria ter recusado, porque como vocês sabem, eu não tenho conflitos de interesse por ser presidente. Mas eu não quero tomar vantagem de nada."

Sobre suas empresas, ele disse que seus dois filhos, Eric e Donald Jr., vão tocar os negócios nas organizações com seu nome durante seu período como presidente, e que eles não irão discutir suas decisões com ele.

Sheri Dillon, advogada de Trump, também falou sobre o afastamento dele de seus negócios pessoais durante a entrevista coletiva, afirmando que a medida vai causar considerável perda financeira, mas foi tomada para deixar claro que ele não está utilizando a presidência em benefício de seus negócios pessoais. Ela lembrou que a Constituição não requer que o presidente eleito faça nada em relação a seus negócios, mas que ele quer fazer mais do que o necessário.

Dillon disse que negócios com outros países não serão feitos pela empresa de Trump durante seu governo, e que negócios internos, dentro dos EUA, serão analisadas para evitar conflitos. Disse ainda que o magnata irá doar ao Tesouro americano lucros de seus hotéis.

No início de sua fala, Trump disse que parou de dar entrevistas coletivas porque estavam sendo publicadas notícias incorretas, mas agradeceu a presença dos jornalistas e das equipes de imprensa.

Antes do início da coletiva, um representante de Trump disse que a publicação de documentos que apontam que a Rússia tem informações comprometedoras sobre o magnata foi irresponsável, e uma "tentativa triste de conseguir cliques" por parte da imprensa americana.

O relatório que vazou nos EUA cita 'atividades sexuais pervertidas' e diz que presidente eleito recebia informações de espionagens do Kremlin. No Twitter, Trump afirmou que "notícias falsas" são uma "caça às bruxas política".

Na entrevista, Trump voltou a dizer que os documentos que vazaram são falsos e que foram encomendados por rivais seus.

Antes de Trump, seu vice, Mike Pence, disse que Trump "fará a América grande novamente". Pence disse que sempre foi apoiador de uma imprensa livre, mas que para isso é preciso responsabilidade. Ele também criticou a publicação de documentos, segundo ele, falsos.

Trump vai tomar posse no dia 20 de janeiro.

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