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Mundo

09 Janeiro de 2017 - 14:02

Trump chama Meryl Streep de 'puxa-saco de Hillary' em resposta a discurso

Ao ser homenageada na premiação, atriz criticou o presidente eleito dos EUA
G1
Meryl Streep recebe o troféu Cecil B. DeMille pelo conjunto da obra no Globo de Ouro 2017 (Foto: Paul Drinkwater/NBC via AP) Meryl Streep recebe o troféu Cecil B. DeMille pelo conjunto da obra no Globo de Ouro 2017 (Foto: Paul Drinkwater/NBC via AP)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou Meryl Streep como "puxa-saco de Hillary [Clinton]" e "adoradora de Hillary", ao reagir ao discurso da atriz no Globo de Ouro, que aconteceu neste domingo (8). Homenageada na premiação, a atriz celebrou a diversidade e fez críticas ao discurso anti-imigração do republicano.

Meryl criticou Trump por imitar um jornalista com doença congênita durante um discurso a apoiadores na campanha presidencial, quando ela foi ao palco para receber uma homenagem no Globo de Ouro. "Quando algo assim é feito por alguém poderoso, impacta a vida de todos, porque meio que dá a permissão para que outros façam a mesma coisa. Desrespeito convida desrespeito. Violência incita violência."

Em entrevista ao "The New York Times" na manhã desta segunda (9), Trump disse que não assistiu à fala de Streep, mas que não ficou surpreso com o ataque do que chamou de uma das "pessoas liberais do cinema". Ao jornal, ele disse que a atriz era "adoradora" de Hillary ("Hillary lover").

Em sua página no Twitter, ele comentou o assunto, criticando a atriz: "Meryl Streep, uma das atrizes mais superestimadas de Hollywood, não me conhece, mas me atacou ontem no Globo de Ouro. Ela é uma serva de Hillary."

O Globo de Ouro, cujos prêmios são entregues pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla original), foi o último grande evento de Hollywood antes da posse do novo presidente, em 20 de janeiro. A atriz foi condecorada com o Cecil B. DeMille Award, pelo conjunto da obra, e fez um discurso emocionado e contundente pró-estrangeiros nos EUA.

Streep chegou a dizer: "Hollywood está lotada de forasteiros e estrangeiros e, se os deportássemos, vocês não teriam nada para ver além de futebol e MMA".

Ao "New York Times", o republicano disse que não teve a intenção de ridicularizar o repórter. "As pessoas ficam dizendo que eu pretendia zombar da deficiência do repórter, como se Meryl Streep e os outros pudessem ler minha mente. Eu não fiz isso", afirmou.

No Twitter, Trump também se defendeu da acusação. "Pela centésima vez, eu nunca ridicularizei um repórter deficiente, nunca faria isso. Simplesmente o mostrei 'rastejante' quando mudou completamente uma reportagem de 16 anos atrás para me prejudicar."

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