Primeira estudante indígena recebe diploma de médica em Universidade - Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas

Educação

29 Dezembro de 2016 - 16:35

Primeira estudante indígena recebe diploma de médica em Universidade

Universidade tem programa pioneiro no RS para ingresso de indígenas. Mais 40 indígenas estudam na instituição; a maioria em cursos de saúde.
G1
Estudante usou um cocar durante a formatura Reprodução/RBS TV Estudante usou um cocar durante a formatura

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) formou, neste mês de dezembro, a primeira estudante indígena no curso de medicina. A instituição desenvolveu um programa pioneiro no Rio Grande do Sul para o ingresso de indígenas no ensino superior.

Vinda de uma aldeia do Mato Grosso do Sul, Laura Feliciana Paulo, de 24 anos, é a quinta indígena a se formar na UFSM, por meio do programa de cotas. "Aí você vê tudo que passou e vê o desfecho que é a colação, é muito emocionante", disse a estudante, que usou um cocar durante a formatura.

Atualmente, 40 indígenas estudam na UFSM. A maioria deles estão em cursos da área da saúde, como medicina, enfermagem e odontologia. Desde que o vestibular deu lugar ao Sisu, os candidatos indígenas começaram a participar de uma seleção específica, onde a prova é aplicada pela pró-reitoria de graduação. O último concurso contou com 205 inscritos.

"É uma confirmação que essas políticas estão dando resultado. O que a sociedade espera é uma política acertada e oferece condições pra pessoas que talvez num cenário de competição normal não teriam acesso que estão tendo ao ensino superior", explica o reitor da universidade, Paulo Burmann.

Casa indígena terá capacidade para 90 estudantes (Foto: Reprodução/RBS TV)
Casa indígena terá capacidade para 90 estudantes
(Foto: Reprodução/RBS TV)

O programa também garante aos estudantes moradia. O Ministério da Educação repassou R$ 1,6 milhão para a universidade construir uma casa, com capacidade para 90 pessoas. A construção da casa começou na metade deste ano e deve ser entregue em julho de 2017. Até lá, os indígenas estão na casa do estudante e em uma casa alugada temporariamente.

Os estudantes também possuem outros benefícios como alimentação gratuita, auxílio creche, bolsa para ser monitor e auxílio financeiro de R$ 900. Tais benefícios também existem em outras intituições, como na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

"Graças aos programas de inclusão, tudo isso possibilitou que nossa entrada no mundo acadêmico fosse possível. Não só sair da aldeia e vir estudar aqui... Não é só isso, é o que ele representa pra família dele... É atraves dos benefícios a gente tem condições de se manter na universidade e ajudar em casa", Laura Feliciana Paulo, que agora é médica.

 

Comentários

O Tribuna Hoje coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.

Digite o código abaixo para enviar seu comentário.