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Educação

24 Dezembro de 2016 - 12:54

Escolas estaduais aprovam projetos para maior feira científica do país

Dos oito projetos alagoanos finalistas da Febrace USP, seis são de escolas estaduais; Ifal e Sesi completam a lista
Agência Alagoas
Estudantes da Marcos Antônio apresentam projeto que cria plástico a partir da casca da mandioca (Foto: Valdir Rocha) Estudantes da Marcos Antônio apresentam projeto que cria plástico a partir da casca da mandioca (Foto: Valdir Rocha)

Seis escolas da rede pública estadual tiveram projetos selecionados para participar da Feira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo (Febrace/USP), maior vitrine de jovens cientistas do país.

Ao todo, Alagoas teve oito trabalhos finalistas no evento: além das unidades de ensino da rede estadual, o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e o Sesi completam a lista de finalistas. A Febrace acontece de 21a 23 março de 2017 na Escola Politécnica da USP, em São Paulo.

Professor Jenivaldo orienta alunas em Cacimbinhas (Foto: Valdir Rocha)

Foram selecionadas as seguintes unidades de ensino: Escola de Ensino Integral Marcos Antônio, de Maceió, com o projeto sobre destilador artesanal para produção de etanol a partir do mel de abelha; Escola Cônego Bulhões, de Dois Riachos, com estudo sobre a capacidade bioadsorvente do xique-xique; Escola Muniz Falcão, de Cacimbinhas, com pesquisa sobre biofertilizante de cama de frango no cultivo de coentro e cebolinha; Escola Ana Lins, de São Miguel dos Campos, com projeto de lixeira inteligente; Escola Nossa Senhora da Conceição, de Lagoa da Canoa, com trabalho sobre o uso da farinha de jenipapo no combate à anemia; e Escola Izaura Antônia de Lisboa, de Arapiraca, com projeto sobre pomadas a partir de espécies vegetais para acelerar a cicatrização de lesões cutâneas de portadores de diabetes.

Professora Nadja orienta projeto sobre farinha de jenipapo (Foto: Valdir Rocha) 

A secretária adjunta da Educação, Laura Souza, comemora o resultado e destaca a importância da participação de alunos e professores em um evento do porte da Febrace. “Como Seduc, procuramos sempre estimular a participação de nossos alunos e professores em feiras como esta, pois proporcionam um intercâmbio muito rico”, diz.

Laura Souza também aponta ações realizadas pela Seduc para o fortalecimento do ensino de ciências, a exemplo da implantação de laboratórios de robótica em 50 escolas, ampliação da Feira de Ciências do Estado de Alagoas (Feceal) e a destinação de carga horária específica para laboratórios de robótica e ciências.

“A partir de 2017, teremos 100 bolsistas de iniciação científica jr. financiados pela Seduc, algo inédito em Alagoas. E a perspectiva é aumentar ainda mais esse número”, adianta Laura Souza.

Reconhecimento

Os professores que tiveram seus projetos selecionados ressaltam a importância da participação na feira.

“Saber que conseguimos duas dentre as 100 vagas ofertadas pela Febrace para todo o país é algo incrível. É algo que, por si só, já é uma premiação, pois se trata de uma seleção bastante rigorosa”, afirma Nadja Souza, orientadora dos projetos de Lagoa da Canoa e Arapiraca. Veterana da feira, Nadja já participou de seis edições do evento, tendo sido premiada em 2009 e 2012.

Outro veterano da feira é o professor Jenivaldo Lisboa, da Escola Muniz Falcão, de Cacimbinhas. “Estamos muito felizes, pois a Febrace oportuniza que o Brasil conheça os avanços que a educação alagoana vem conquistando no ensino de ciências”, destaca.

Escola Marcos Antônio, vencedora da Experiment-AL (Foto: Geysa Miranda)

O estreante André Pereira, da Escola Cônego Bulhões, de Dois Riachos, também não esconde a alegria pelo resultado. “É a realização de um sonho pessoal e profissional. Ter um projeto escolhido para a Febrace nos alegra muito, pois é um reconhecimento do nosso trabalho”, revela.

Outra estreante na feira é Tatiane Omena, vencedora da última edição da Experiment-AL com a Escola Marcos Antônio. “Hoje temos 13 projetos de iniciação científica em andamento na escola e ter um trabalho escolhido para uma feira de projeção nacional como a Febrace é um estímulo para mais alunos participarem de estudos como este”, avalia. 

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