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  • Alagoas, de 2013

29 de janeiro: Dia mundial de luta contra a hanseníase

29/01/2013 00:04

Foto: Foto: Internet

Hanseníase tem cura

Hanseníase tem cura

Desde os primórdios da humanidade, ouve-se falar em casos de lepra, nome pelo qual se conhecia a hanseníase. Transmitida pelo Mycobacterium leprae, a hanseníase é uma doença cutânea (pele) que também pode afetar olhos, nervos periféricos (que comandam os movimentos dos braços, mãos e pés). A transmissão acontece de indivíduo infectado não tratado para outro indivíduo através das vias aéreas e o período de incubação é entre 02 e 07 anos.

Ela representa ainda um grave problema de saúde pública no Brasil. Estima-se que só em 2011, foram registrados 30.298 novos casos no país e em média, 23,3% destes causam graus de incapacidade. Em Alagoas, também no ano de 2011, foram contabilizados 406 novos casos.

A doença compromete mecanismos de defesa como a capacidade de sentir dor, visão e tato. O fato de não sentir dor pode ser tentador para algumas pessoas, mas entenda que a ela é quem nos defende de várias lesões. Imagine colocar a mão acidentalmente no fogo e não sentir queimar? Os músculos e nervos responsáveis pelo movimento de sua mão serão fatalmente atingidos e recuperá-los pode ser bastante difícil ou dependendo da lesão, não ter recuperação.

As lesões cutâneas têm características especiais: manchas na pele de cor parda, às vezes pouco visíveis, semelhantes às lesões provocadas por micoses de praia. No entanto, no local dessas manchas ocorre perda de sensibilidade térmica, seguida de perda dos pelos e ausência de transpiração, pois as glândulas sudoríparas deixam de funcionar normalmente por causa da alteração nos nervos periféricos.

A hanseníase tem cura! O diagnóstico precoce é importante e aparecendo os primeiros sintomas, procure uma unidade de saúde. Confirmada a doença, o tratamento é feito pela poliquimioterapia (PQT: Rifampicina, Minociclina e Ofloxacina) e é fundamental para cura da hanseníase, fechar a fonte de infecção. Mas lembre-se: A terapêutica medicamentosa é receitada EXCLUSIVAMENTE pelo médico, que também irá acompanhar mensalmente a evolução do tratamento. Os remédios usados para tratar a hanseníase causam fortes efeitos colaterais e é necessário que o paciente persista para obter a cura. É importante lembrar que iniciado o tratamento, a doença não é mais contagiosa.

Mas onde entra a fisioterapia no tratamento da hanseníase?

Como a doença atinge os nervos periféricos que são responsáveis pelos movimentos de braços, mãos, pernas e pés, a abordagem fisioterapêutica tem o objetivo de prevenir deformidades causadas nesses membros, evitando a atrofia nesses segmentos, além de fortalecer a musculatura, recuperar o movimento e também a sensibilidade da pele.  É importante lembrar que a fisioterapia é fundamental no tratamento da hanseníase, pois as deformidades físicas diminuem a capacidade de trabalho e limita a vida social do indivíduo.

Então, você já sabe: Aos primeiros sintomas da doença, procure um médico e se for diagnosticado com hanseníase, tome corretamente os medicamentos receitados e procure um fisioterapeuta.

Até o próximo post!

 

 

 

31/07/2012 11:22

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Em muitos meios de comunicação, ouve-se falar na osteoporose e os sérios riscos que ela traz para a integridade física do indivíduo. Que tal falarmos sobre essa doença e como a fisioterapia pode ajudar a prevenir os riscos de queda e fraturas causados por ela?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a osteoporose é uma doença silenciosa, caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea que leva ao aumento da fragilidade esquelética e risco de fraturas. 

Por ser uma doença que não apresenta nenhum sintoma, o indivíduo só irá saber que tem osteoporose, depois das primeiras fraturas que ocorrem mais frequentemente nas vértebras (coluna), fêmur e antebraço. 

Ela atinge homens e mulheres brancas, na pós-menopausa. Segundo o Consenso Brasileiro de Osteoporose, a partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer alguma fratura por osteoporose ao longo da vida.  

Ela é dividida em dois tipos:

Osteoporose Tipo I: Afeta mulheres na pós-menopausa, portanto está ligada ao sexo feminino.

Osteoporose Tipo II ou senil: Essa está ligada ao envelhecimento e atinge ambos os sexos. 

Vários são os fatores de risco para seu aparecimento, dentre eles estão os fatores ligados ao sexo, já que como dito acima, é uma doença ligada ao sexo feminino, fatores genéticos, realacionados ao sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, imobilização prolongada e dieta pobre em cálcio.

Quando ocorrem fraturas por osteoporose, o indivíduo começa a ter alterações posturais (corcunda), dores nas costas e diminuição de estatura. Portanto, para conviver com essa doença, o indivíduo necessita mudar seu estilo de vida, adotando uma dieta saudável rica em cálcio, parar de consumir tabaco ou bebidas alcoólicas, fazer atividade física e tomar sol duas ou três vezes por semana, antes das 10h da manhã, pois a exposição solar é responsável por 90% da vitamina D do organismo, e assim, ter um esqueleto em boa qualidade.

Além desses cuidados, a fisioterapia tem papel fundamental no tratamento da osteoporose. Como o indivíduo com osteoporose tem maior predisposição a quedas, a fisioterapia promove o aumento do equilíbrio, aumenta a força muscular, condicionamento físico evitando as quedas e consequentemente, as fraturas.

Então você já sabe: Faça exercícios físicos regularmente, mantenha uma dieta saudável, abandone o cigarro e as bebida alcoólicas e se for diagnosticado com osteoporose, procure um fisioterapeuta.

 

Até o próximo post!

 

 

 

A boa postura e os exercícios físicos garantem a saúde da coluna vertebral

23/07/2012 10:15

Foto: Internet

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Todos os dias acontece a mesma coisa: acordamos, levantamos, temos nossos hábitos de higiene matinal, passamos todo o dia no trabalho, a noite voltamos para casa e dormimos. Mas nesse intervalo de mais ou menos 12 horas, entre acordar e voltar a dormir, será que estamos tratando bem nossa coluna? Não havia pensado nisso não é? Aliás, até lembrou que a coluna existia quando ela “reclamou” da sobrecarga imposta. 

Em termos simples, a coluna vertebral é nosso eixo, sustenta, amortece e equilibra o peso corporal, protege nossa medula espinhal, além de ser o que efetivamente nos mantém em uma postura bípede, ou seja, de pé. Ela é composta de 33 vértebras e supre a flexibilidade necessária a nossa movimentação.  

Um dos maiores problemas enfrentados pela população com relação a coluna vertebral, é a dor lombar crônica.  Estima-se que no Brasil, mais de 10 milhões de pessoas sofram com a incapacidade relacionada a dor lombar. Os principais fatores responsáveis por essas dores são: má postura, sedentarismo, horas excessivas de trabalho, levantar grande quantidade de peso e a gravidez.

Mas como fazer para manter a saúde da coluna e evitar as dores lombares?

As técnicas para a proteção da coluna são fundamentais para prevenir agressões a essa estrutura corporal. Aqui vão algumas:

Ao sentar-se: A cadeira ideal tem encosto reto para apoiar a região média da coluna, com abertura para as nádegas. As coxas devem estar apoiadas suavemente, os joelhos flexionados em 90º e os pés devem estar apoiados no chão.

Ao dirigir: Use os espelhos retrovisores para não torcer o pescoço.  Regule o banco para acomodar a coluna o mais próximo da posição vertical. A distância entre os pedais não deve ser grande para que você não precise se esticar e proteger sua coluna.

Ao dormir: Evite dormir de bruços, pois o pescoço fica torcido e há sobrecarga da lombar. Se for dormir de lado, o ideal é dormir com uma perna sobre a outra, ambas semi-flexionadas. Muitas vezes, não conseguimos manter um joelho sobre o outro e encostamos o que está em cima no colchão, o que causa uma torção. Neste caso, recomenda-se utilizar um pequeno travesseiro embaixo do joelho. Evite colchões macios demais ou muito duros. Para saber o colchão ideal, consulte as tabelas de densidade de espuma que fazem uma relação entre peso e altura.

Ao levantar: Quando você acorda, sua coluna está em relativo repouso. Assim, procure levantar calmamente para não agredi-la. Ao acordar, sem levantar a cabeça, fique deitado de lado, dobre as pernas e impulsione o corpo com a mão, ao mesmo tempo em que coloca as pernas para fora da cama.

E mais:

Evite pegar objetos muito pesados. O ideal é levantar objetos equivalentes a 20% do peso corporal. Se for ficar muito tempo em pé, lavando pratos, por exemplo, utilize um pequeno suporte, do tamanho de um tijolo, para colocar os pés alternadamente.

Em frente a pia do banheiro e ao fazer a cama, dobre levemente os joelhos e ao varrer a casa ou aspirar o pó, evite “torcer” a coluna. Se você for professor, ao usar o quadro negro ou lousa, mantenha os braços na altura dos ombros.

Ao carregar sacolas, utilize as duas mãos para equilibrar o peso corporal. Alongue-se! A musculatura de forma geral necessita de movimento, alongamento.

Pratique uma atividade física, mantenha uma dieta saudável e se a coluna reclamar, procure um fisioterapeuta.

 

Até o próximo post!

A Fisioterapia como aliada na prevenção do pé diabético

18/07/2012 09:26

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O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica, caracterizada pelo aumento dos índices glicêmicos (açúcar no sangue) acompanhada de uma série de complicações circulatórias, cardiovasculares, ortopédicas e neurológicas, principalmente quando o diagnóstico é tardio.

Geralmente, as pessoas só descobrem que são diabéticas quatro ou sete anos depois de ter adquirido a doença. Por isso, é importante manter hábitos saudáveis e uma vez ao ano, procurar um serviço de saúde para verificar as taxas de glicose no sangue.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é considerado o primeiro país das Américas do Sul e Central em número de pessoas com diabetes, sendo que em 2011, cerca de 10 milhões de brasileiros foram diagnosticados com a doença.

“Pé diabético” é o termo empregado para nomear as diversas alterações ocorridas isoladamente ou em conjunto na perna ou pés dos diabéticos. Uma das principais preocupações dos serviços públicos de saúde é em relação aos membros inferiores desses indivíduos. Como o diabetes causa complicações circulatórias, pode ocorrer diminuição ou ausência do fluxo sanguíneo nessas áreas, causando ulcerações.

Outra questão preocupante é a neuropatia diabética onde o indivíduo perde a sensibilidade, não sentindo, por exemplo, o incômodo causado por sapatos muito apertados ou dor quando um objeto pontiagudo fere os pés. A neuropatia compromete o comprimento do passo deixando o ato de caminhar cada vez mais lento, diminui a coordenação e o equilíbrio, deixando o indivíduo vulnerável a quedas. Podem ocorrer também deformidades ósseas tais como dedos em garra, dedos em martelo, dedos sobrepostos e calosidades causando dificuldade para caminhar.

Tanto as ulcerações como as neuropatias podem levar a amputação dos membros. Segundo o Ministério da Saúde, 40 - 60% das amputações não traumáticas de membros inferiores são realizadas em diabéticos.

Em caso de diagnóstico de pé diabético, o paciente precisa tomar alguns cuidados e a fisioterapia pode ser uma importante aliada para a manutenção da saúde dos pés evitando as amputações. O tratamento fisioterapêutico constitui na recuperação da força muscular, sensibilidade, propriocepção (consciência corporal), coordenação e equilíbrio, além de orientar o paciente a forma correta de cuidar dos pés, prevenindo as complicações físicas causadas pelo Diabetes Mellitus.

E quais os cuidados que se deve ter para prevenir o pé diabético? 

O auto-exame dos pés deve ser uma prática diária. Se não poder fazer esse exame sozinho, solicite a um parente que faça. Inspecione-os procurando calos, mudança de coloração ou ferimentos. Caso encontre alguma dessas alterações, procure um serviço de saúde. Se não poder fazer essa inspeção sozinho, solicite a um parente que faça.

Lave bem os pés e seque cuidadosamente, principalmente entre os dedos;

Inspecione bem o sapato antes de calçar. Esse cuidado previne ferimentos nos pés;

Use hidratantes nos pés, mas não utilize cremes ou óleos entre os dedos;

Troque as meias diariamente e utilize apenas as que são feitas de algodão, sem costura e sem elástico; meias sintéticas, além de não proteger, não absorve o suor, o que também pode provocar ferimentos nos pés.

Corte as unhas de forma reta. Cortar os cantinhos pode causar algum ferimento; 

Evite caminhar descalço dentro ou fora de casa. Dessa forma, você previne ferimentos nos pés;

Não corte os calos ou use qualquer medicamento para retirá-los;

Uma vez ao ano, procure um profissional de saúde para inspecionar seus pés.

Com atitudes simples você irá evitar problemas no futuro. E não se esqueça: pratique exercícios físicos, tenha uma dieta saudável e quando precisar procure um fisioterapeuta.

 

Até o próximo post!

 

 

 

 

 

Como o idoso pode evitar quedas e ter uma vida mais saudável

11/07/2012 11:09

Foto: Internet

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Quando somos jovens, tudo é permitido. Os movimentos são ágeis, livres de qualquer limitação e somos capazes das maiores proezas no sentido da mobilidade física.  Mas com o passar dos anos, tudo vai ficando mais lento, nossos músculos enfraquecem, os reflexos diminuem, a visão não ajuda muito, e o avançar da idade nos obriga a ficar em casa para não sofrer nenhum tipo de acidente, certo? Errado! Hoje a ciência tem mostrado que é possível ter uma vida longa, cheia de saúde e muito movimento.

Segundo dados do IBGE, o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo e a expectativa de vida que em 2003 era de 55 anos para homem e 60 anos apara mulheres, aumentou consideravelmente. Hoje, essa expectativa aumentou e homens vivem em média 73 anos e as mulheres, 77 anos.  Porém, toda essa longevidade, positiva para os números nacionais, gera uma discussão sobre a qualidade de vida dessas pessoas.

A queda é o mais sério e freqüente acidente doméstico que ocorre em idosos e uma das principais causas de morte acidental em pessoas acima de 65 anos de idade. Elas acontecem devido à perda de equilíbrio postural e tanto podem ser decorrentes de problemas primários do sistema osteoarticular ou neurológico, quanto de uma condição clínica adversa que afete os mecanismos de equilíbrio e estabilidade. 

Estima-se que 30% dos idosos brasileiros caem pelo menos uma vez ao ano e essa freqüência é maior em mulheres. Os fatores de risco para a ocorrência de quedas são inúmeros e se destacam a diminuição da visão, equilíbrio, audição, sedentarismo, fraqueza muscular, alterações na postura e deformidades nos pés, além de doenças cardíacas, pulmonares, neurológicas, osteoporose, artrite, artrose, distúrbios geniturinários e labirintite.

A fisioterapia desenvolve um importante papel no tocante a prevenção de quedas no idoso. O fortalecimento muscular, como o próprio nome já diz, permite maior resistência da musculatura, evitando uma queda brusca. O treino de marcha com ou sem obstáculos e em diferentes planos, permite que o idoso readquira destreza e confiança ao caminhar. Já o treino de equilíbrio permite que o paciente obtenha além da consciência corporal, uma maior estabilidade postural estática e dinâmica.

Na questão dos distúrbios geniturinários, muitos idosos ao sentirem urgência em ir ao banheiro para urinar, desequilibram-se e caem. Nesse sentido, a fisioterapia além de fortalecer a musculatura de membros inferiores, utiliza técnicas específicas para tratar a incontinência urinária (perda de urina) e urge-incontinência (sensação de urgência para urinar) com exercícios específicos para a musculatura pélvica e mudanças comportamentais. (Porém, esses temas relacionados à reabilitação distúrbios geniturinários abordaremos detalhadamente nos próximos posts).

Mas como prevenir os acidentes domésticos?

Utilize tapetes emborrachados ou antiderrapantes. Não use tapetes de tecido ou retalhos, pois eles podem provocar escorregões e caso tenha dificuldade de enxergar, use lâmpadas fluorescentes, cortinas claras e no banheiro, utilize as peças sanitárias diferentes das cores do piso e do chão;

Aumente a altura do vaso sanitário e instale barras de apoio próximas a ele e a pia do banheiro. Instale barras de apoio perto do chuveiro e utilize tapetes antiderrapantes no embaixo do chuveiro. Troque o box  por cortinas e se houver dificuldade em se abaixar, use uma cadeira de plástico no banheiro;

Não encere o chão, não ande pela casa usando apenas meias, use calçados com sola antiderrapante. Não levante no escuro. Deixe pelo menos uma lâmpada acesa ou tenha um interruptor de luz ao lado da cama;

Não deixe extensões elétricas, fios ou brinquedos espalhados pelo chão. Mantenha os fios dos aparelhos próximos a tomadas. Os acidentes provocados por esses objetos são constantes;

Se tiver escada em casa, retire qualquer objeto que possa causar acidentes. Ilumine bem o local, pois o idoso sente dificuldade de enxergar com pouca luz. Instale corrimão dos dois lados da escada e utilize fitas antiderrapantes.

E mais: Participe de grupos ativos, dance, leia, oxigene a mente e o espírito, converse com os amigos, divirta-se! Envelhecer é um processo natural e você pode ser ativo e saudável na melhor idade da vida.

Consulte o oftalmologista anualmente, consulte seu geriatra quando necessário, pratique exercícios físicos regularmente, mantenha uma dieta saudável e se alguma coisa estiver errada quanto ao equilíbrio físico e a força muscular, procure um fisioterapeuta. Afinal, cair de maduro ficou para fruta e não para o idoso.

 

Até o próximo post!

 

 

 

 

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