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Eduardo Bahia
11/09/2011 20:48
Não sei precisar o momento exato, mas imagino que os ataques tenham ocorrido enquanto eu percorria de ônibus o trajeto entre o Salvador Lyra e o Centro da cidade naquela manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001.
Eu havia descido do coletivo e me encaminhava para o trabalho quando atendi uma ligação ao celular do meu amigo Fernando Coelho. Do outro lado da linha, ofegante, quase aos gritos ele me falou: "Bahia, você está onde cara? Corre para uma televisão, um avião acabou de bater em uma das torres gêmeas...". Com uma sentença dessas eu revoguei todas as disposições em contrário e tratei de procurar a televisão mais próxima.
A opção mais imediata foi a loja Insinuante do calçadão do comercio. Lá chegando tive que abrir caminho entre uma pequena e atônita multidão formada em sua maioria por comerciários que se aglomeravam em frente ao paredão de televisões.
Ninguém sabia explicar direito o ocorrido, nem mesmo os aturdidos comentaristas TV , e já devia mesmo fazer um bom tempo que o macabro espetáculo havia começado porque em questão de cinco minutos outro avião colidiu com a segunda torre.
Penso eu que por motivos óbvios muito poucas pessoas, talvez nenhuma, tenha assistido ao vivo o primeiro choque, mas na segunda colisão as televisões do mundo todo estavam com suas câmeras apontadas e redações mobilizadas, todas as grandes redes de televisão unidas em um link global, prontas para cobrir o até então "Maior espetáculo da Terra".
O mundo pós ataques
Para o bem ou para o mal o mundo não foi mais o mesmo depois daquele dia. Eu sei, eu sei...essa afirmativa se tornou arroz de festa em praticamente todos os textos que se seguiram após os ataques mas ela resume bem o senso comum de que todos nós, cada um a sua medida, fomos afetados pelo assim chamada maior ataque terrorista da história. E embora eu seja um daqueles que engoliram atravessado essa história de que terroristas islâmicos utilizando métodos e ferramentas improvisadas, ludibriaram o mais bem treinado, equipado e atuante sistema de vigilância da maior potência bélica do planeta, acredito que se os ataques foram mesmo obra da CIA(como afirmam os defensores das teorias da conspiração) seriam produto de outra forma de terrorismo, o de estado.
Quaisquer que sejam as reais motivações e os verdadeiros mentores dos atentados o fato inegável é que o 11/9 foi uma enorme tragédia que custou a vida de 2.996 pessoas. Porém esses números que impressionam a primeira vista e que são repetidos a exaustão pela grande mídia, são bastante tímidos se comparados aos mais de 130.000 civis mortos nos dez anos de guerras no Afeganistão e Iraque. Vale salientar que esses números foram levantados em pesquisa da universidade americana Brown, que os considera "bastante conservadores".
Toda violência e matança indiscriminada(especialmente de civis) é injustificável e deve ser condenada, mas se é lamentável que muitos americanos honestos e pacíficos tenham morrido há dez anos atrás, é inacreditável que ainda hoje milhares de aldeões pobres das vilas do Iraque, Afeganistão e Palestina, sejam bombardeados impunemente até em festas de casamento nos ataques supostamente "cirúrgicos" da coalizão ocidental.
Violência gera violência!
Uma curiosidade, a expressão "We shall never forget" em português: Nós jamais esqueceremos, e suas variantes, são as mais usadas nos textos relacionados ao 11/9 e ao holocausto. Esses episódios com certeza não podem e não devem ser esquecidos, mas o que nós esquecemos com facilidade é que essas tragédias acabaram servindo de justificativa para décadas de opressão sionista dos israelenses sobre os palestinos e em escala global o aumento da presença e intervenção militar americana, que via de regra está focada nos estados produtores de petróleo do oriente médio.
A questão é muito complexa e carregada de nuances dignas de abordagens mais específicas mas eu gostaria de encerrar o texto com um questionamento.
Se acreditarmos que gentileza gera gentileza, como costumava exortar pelas ruas, muros e colunas do Rio de Janeiro o "profeta" José Datrino, ou simplesmente "Gentileza" , o que podemos esperar em retribuição as intermináveis agressões armadas em defesa dos ideais e interesses dos Estados Unidos e seus aliados?
O dia de hoje está se encerrando numa aparente calmaria, mas quantos 11/9 sangrentos ainda teremos que testemunhar?
27/08/2011 16:33
Não lembro do dia nem do mês, mas sei que foi em 1998 meu primeiro contato com Oswaldo Schlickmann Filho, mais conhecido dos fãs de boa música como Wado.
Andava eu pelo Campus A.C Simões a caminho de uma reunião do movimento estudantil quando na altura da biblioteca fui abordado pelo quase imberbe vocalista da extinta e saudosa banda Ball. Um amigo em comum, o jornalista Fernando Coelho, havia me indicado a banda como uma possível atração para o recém criado evento Reviva Jaraguá do qual eu fazia a produção executiva no período em que trabalhei na então Fundação Cultural Cidade de Maceió, FMAC atualmente.
Depois de se apresentar ele me entregou uma fita cassete demo para que eu conhecesse o som da banda com o compromisso de devolve-la na semana posterior. Vale lembrar que celular ainda era uma realidade distante, então teríamos que nos encontrar por ali mesmo, ao acaso, o que eventualmente acabou acontecendo.
A história do show no Reviva Jaraguá, do início da amizade e da nossa parceria musical é longa e embora mereça ser contada vai ficar para uma próxima ocasião. Por hora quero apenas aproveitar o dia de hoje para destacar que como o tempo passa, o mundo gira e a lusitana roda(Ó pá!), nosso querido Wado estará comemorando hoje no Festival LAB, dez anos do lançamento de seu primeiro disco solo: O Manifesto da Arte Periférica.
São dez anos gente, de uma carreira inquieta e extremamente relevante no cenário da música brasileira.
Não preciso dizer que é um evento imperdível, repleto de atrações excelentes e tal. Mas como dez anos não são dez dias, e para ajudar aos leitores a traçar um paralelo temporal instigante com o Wado versão 2011, que espero todos vocês verão logo mais, vou compartilhar dois links no mínimo curiosos.
O primeiro nos leva até a pagina da "Revista Eletrônica" Scream & Yell, com uma entrevista do cantor há época do lançamento do disco supra-citado.
http://www.screamyell.com.br/musica/wado.html
O segundo brinde é um vídeo clipe da musica ATragédia da Cor, uma verdadeira ação entre amigos dirigida pelo brilhante video-maker Arnaldo Formigão, com participação de diversos músicos e figurinhas carimbadas da cena musical daquela época, entre elas este articulista que vos fala.
Para saber mais sobre o evento:
http://www.facebook.com/event.php?eid=193647064029978
19/08/2011 23:01
Salve, salve internautas!
Fazia um bom tempo que não postava nada aqui no blog. Isso se deu por um misto de preguiça criativa, falta de tempo e percalços cotidianos, não necessariamente nessa ordem.
Enquanto novos e mais elaborados textos que estão no forno não são servidos a mesa, gostaria de compartilhar com vocês este vídeo hilário que me foi sugerido pelo meu grande e talentoso amigo Alvinho Cabral.
Até Breve...
09/08/2011 15:36
Não muito tempo atrás, em uma dessas noites boêmias da vida, eu conversava com minha amiga Cris Braun sobre alguns mitos da beleza feminina internacional. Remexendo no baú de nossas melhores lembranças de infância e adolescência, surgiram nomes como Rita Rayworth, Brigitte Bardot e Sofia Loren dentre outras divas que se eternizaram no imaginário coletivo planetário a partir da segunda metade do século passado.Vale destacar que mais do meras divagações sobre a beleza, a conversa carregava também uma forte dose de nostalgia cinéfila da Hollywood romântica dos tempos de outrora.
Bem, do alto de seus quase cinqüenta anos bem vividos, Cris Braun, se dizia decepcionada com a aparência(segundo ela) praticamente desfigurada da eterna Catherine Deneuve, e sentenciava:
"Ela era unanimidade em beleza extraordinária. Pois, agora toda esticada não se encontra nenhum vestígio do que era. E se ela não tivesse exagerado tanto na dose de negação, os vestígios estariam lá sim ... nas rugas, no formato da boca , no sorriso e no olhar."
A verdade é que no fundo todos temos uma vontadezinha de manter nossa aparência juvenil, pois aquele ou aquela que nunca desistiu de sair de casa após ter se aterrorizado com o que viu no espelho que atire a primeira seringa de botox.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica a média diária de cirurgias, sejam elas estéticas ou reparadoras, realizadas no país é de espantosos 1,2 mil procedimentos. Ainda segundo a página da SBCP esses números tem crescido consideravelmente nos últimos anos, o que me leva a crer que esta é uma tendência irreversível.
Pessoalmente acho que a pratica regular de exercícios físicos, uma alimentação balanceada, noites bem dormidas e cuidados com os excessos de álcool, cigarro e outras substâncias menos licitas, são métodos eficazes e baratos de prolongar a juventude. Porém, essa é uma opinião pessoal a qual não pretendo transformar em estandarte ou fazer profissão de fé. Além do mais, tantas regras e melindres podem tornar a vida muito chata
Embora acredito que minha amiga possa ter sido um tanto severa em sua avaliação, não pude deixar de refletir como a "Ditadura da beleza" encaixota, rotula, banaliza e descaracteriza as diferenças, defeitos e mesmo os sinais da idade que fazem com que as mulheres sejam mais interessantes porque são elas mesmas.
Encerro o texto com esse belo pensamento de Madre Tereza de Calcutá, que a sua maneira era uma mulher tão bela quanto qualquer uma das beldades citadas acima.
"Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias se convertem em anos... Mas o que é importante não muda.
A tua convicção e força interior não têm idade."
Agradeço mandando um super beijo para as minhas lindas amigas Cris Braun(Pela inspiração) e Patricia Juliana(Por garimpar pérolas para que eu possa copiar).
04/08/2011 17:48
Essa manchete é falsa, ou viral para ser mais modernoso. Mas é verdade que hoje eu tive dificuldades para comprar um No-break nas lojas do segmento localizadas no centro de Maceió. Visitei três estabelecimentos e em todos recebi a mesma resposta: "No-break está em falta senhor".
Ainda não existem pesquisas que tragam números confiáveis (ou não) a respeito do aumento da procura pelas geringonças antes solenemente desprezadas, mas tudo me leva a crer que esse repentino boom de vendas do produto está diretamente ligado aos constantes apagões e apaguinhos que os maceioenses vem enfrentando nos últimos meses.
O assunto é sério, tendo inclusive provocado a criação de uma CPI na Assembléia Legislativa para apurar as causas e responsabilizar os culpados pelos imensos transtornos motivados pela prestação inadequada deste serviço que é vital a nossa coletividade.
Mas como se diz que não há mal que não traga um bem, posso conjecturar que pelo menos uma parcela da economia alagoana foi beneficiada com o caos energético que se abateu sobre o estado.
Para mais informações acesse: http://www.nobreak.com.br/
Provavelmente o amigo internauta precisará de um desses em breve.
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