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  • Alagoas, de 2013

A autora teve a oportunidade de encontrar com a artesã numa feira em Maceió, onde ficou encantada com as obras dela.

19/06/2013 21:24

Foto: João Paulo Farias\cortesia

O livro, que  foi impresso pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, é da autora Gianinna Bernardes

O livro, que foi impresso pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, é da autora Gianinna Bernardes

Por João Paulo Farias - Texto e Fotos

 

Durante as atividades que lembraram os três anos da enchente do Rio Mundaú, que atingiu a comunidade quilombola Muquém, em União dos Palmares, foi lançado o livro ‘A menina do barro’, que conta a história da artesã Irinéia Nunes.

O livro, que  foi impresso pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, é da autora Gianinna Bernardes, que disse ter se sentido honrada em participar do lançamento naquela comunidade.

“Conheci o trabalho de Irinéia no Rio de Janeiro, quando visitei uma amiga; vi uma peça que me chamou a atenção, foi tocante conhecer um trabalho com tanta expressividade”, disse.

A autora teve a oportunidade de encontrar com a artesã numa feira em Maceió, onde ficou encantada com as obras dela. Na enchente, Bernardes acompanhou pela imprensa a situação do Muquém, e esteve várias vezes com dona Irinéia, que lhe contava como sobreviveu à tragédia.

“Quando a Imprensa Oficial lançou o concurso em 2012, eu não era escritora ainda, e lembrei-me da história de Irinéia, que me marcou. Foi por meio de Irinéia que me tornei escritora. Por isso é uma questão de honra fazer um livro e compartilhar essa história com ela”, concluiu.

O evento foi encerrado com um momento de autógrafos, feitos pela autora e também pela homenageada, dona Irinéia Nunes.

Além da Jaqueira, os moradores se abrigaram em cima de uma mangueira e lenhas. Ao todo 55 quilombolas esperaram por mais de 12 horas, as águas baixarem.

19/06/2013 21:05

Foto: João Paulo Farias\cortesia

O evento foi promovido pelas secretarias de Cultura e Turismo

O evento foi promovido pelas secretarias de Cultura e Turismo

Por João Paulo Farias - Texto e Fotos

A tragédia das águas do Rio Mundaú, que fez três anos neste 18 de junho, foi lembrada com uma homenagem aos moradores da Comunidade Quilombola Muquém, em União dos Palmares. Uma placa foi afixada na Jaqueira que salvou mais de 20 pessoas.

Além da Jaqueira, os moradores se abrigaram em cima de uma mangueira e lenhas. Ao todo 55 quilombolas esperaram por mais de 12 horas, as águas baixarem.

O evento foi promovido pelas secretarias de Cultura e Turismo, e reuniu dezenas de quilombolas na comunidade, além de autoridades que destacaram a importância do Muquém como patrimônio mundial. A placa foi desenvolvida pela arquiteta do   Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Joelma Farias de Cornejo.

A secretária de Cultura, Genisete Sarmento, agradeceu aos quilombolas o apoio em deixar que o dia 18 de junho fosse registrado com a colocação da placa. “O ser humano tem essa possibilidade de, da própria dor, dar a volta por cima e mudar”, ressaltou a secretária.

Ela frisou que quer transformar o local em ponto turístico, já que não tinha nada dizendo que naquela árvore, mais de vinte vidas foram salvas. “Estamos deixando esse registro para quem vir ao Muquém, veja na jaqueira a importância dela naquela noite de terror”, lembra.

Para Jacineide Maia, secretária de Turismo do município, o momento é de grande relevância, pois registra um triste momento que completa três anos. “É muito importante que o Muquém, além de sua cultura, através das mãos dos artesãos, tenha esse monumento como ponto turístico”, disse.

O prefeito Beto Baía (PSD) considerou a jaqueira como a “árvore da vida”, pontuando que o momento não deve ser apagado da memória. “Vocês foram muito penalizados, mas graças a Deus, não perdemos nenhuma vida, só bens materiais. A homenagem é muito oportuna”, disse Beto, anunciando que a comunidade vai receber uma escola em tempo integral, sendo a primeira comunidade quilombola no país, contemplada com o projeto.

A emoção contagiou crianças, adultos e idosos. As lembranças da tenebrosa noite de 18 de junho vinham na mente de todos. A artesã Irinéia Nunes, que reproduziu a jaqueira no seu artesanato com barro, falou do dia 18 de junho: “É com muito orgulho que apresento a vocês o meu trabalho, reconhecido aqui e lá fora; estou muito emocionada em lembrar daquele dia”, disse a artesã.

Dona Maria Benedita, 66, lembra com os olhos lacrimejando de como conseguiu passar mais de 10 horas, pendurada num galho de jaqueira. “Só vi a água batendo e a jaqueira balançava a noite toda e chovia muito; passei a noite com muita câimbra e chorando”, disse. A quilombola perdeu a casa e só ficou com a roupa do corpo, e hoje quer um pouco de saúde para cuidar de sua família.

PRESENÇAS

O evento foi acompanhado por várias autoridades: os secretários municipais de Saúde, Carla Theresa; Infância e Juventude, Sérgio Rogério; Meio Ambiente, Macário Rodrigues; Agricultura, Gustavo Pedroza; e Indústria e Comércio, Rosangela Barros e o presidente da Câmara, vereador Biu Crente. Também acompanhou a cerimônia, os superintendentes de Juventude de Alagoas, Ana Maria e Leonel Teotônio, junto com Denis, representante do Plano Juventude Viva no Estado.

 

Uma pena que uma mobilização que começou de forma pacífica tenha descambado para o vandalismo e a depredação do patrimônio

18/06/2013 21:44

Olívia de Cássia – jornalista

 

O País foi pego de surpresa essa semana com a mobilização feita nas redes sociais que arregimentou milhares de pessoas às ruas nas diversas capitais do País. Apesar de já ter visto muitas mobilizações ao longo dos meus anos calejados, confesso que tive um susto quando vi todo aquele povo de volta às ruas protestando, num primeiro instante, contra o aumento das passagens de ônibus.

O fenômeno certamente já deve estar sendo estudado por sociólogos e antropólogos, mas não precisa ir muito longe para a gente saber que toda essa mobilização já é um ‘esquenta’ do que está para vir nas próximas eleições e que o que está em jogo não é apenas o preço das passagens.

Uma pena que uma mobilização que começou de forma pacífica tenha descambado para o vandalismo e a depredação do patrimônio. Não sou contra a mobilização pacífica, às justas reivindicações e os protestos contra a corrupção e a roubalheira, já participei de várias delas,  mas me assustei ao ver uma massa desgovernada, insuflada, quebrando e destruindo o patrimônio público.

Conheço muito bem a massa insuflada o que é capaz de fazer. De repente, nas redes sociais, gente que sempre votou em candidatos conservadores e que sempre defendeu a ditadura militar, estava nas redes chamando para greve e para ir às ruas, como se fosse a mais avançada das criaturas.  

Muito me estranha isso, porque conhecendo a fundo determinadas pessoas, jamais elas teriam coragem, no governo de seus candidatos, de insuflarem alguém para ir às ruas.  Na segunda-feira, os manifestantes apedrejaram o prédio histórico da Assembleia do Rio de Janeiro e queimaram  um carro que estava na frente; na terça-feira, tocaram fogo no carro de transmissão da Rede Record.

Isso atenta contra a democracia. Isso não é manifestação democrática e pacífica. Eu entendo que os partidos políticos e seus comandantes estão desacreditados e muitos emporcalham a política do País. Com essa mobilização, avalio que os partidos políticos saíram enfraquecidos e isso não é muito bom.

As lideranças partidárias precisam saber que o povo está insatisfeito com o desempenho deles e que não é mais massa de manobra, seja da esquerda ou da direita. Na minha humilde avaliação isso tudo é resultado da decepção do povo e do despreparo de uma polícia que é treinada apenas para reprimir, bater e matar,  da falta de traquejo com que o governo de algumas cidades agiu no começo do movimento.

Mas eu torço pelo despertar da juventude brasileira, pela conscientização de seus direitos de cidadãos e se for para salvar nossos jovens da cultura do lek lek, das mulheres melões e melancias e tais e quais e das demais porcarias que eles costumam consumir, que o movimento seja bem-vindo e que um movo horizonte  surja, enriquecendo a história do País.

Lançamento do Grupo de Trabalho (GT) de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal em Alagoas será dia 19 de junho, no auditório da Assembleia Legislativa .

17/06/2013 17:23

Com a aprovação do Código Florestal pela presidente Dilma Rousseff, a lei deve agora ser implementada e acompanhada pela sociedade. O lançamento do Grupo de Trabalho (GT) de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal em Alagoas ocorre no dia 19 de junho (quarta-feira), às 9 horas, no Plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (Pça Pedro II, s/n, Centro - Maceió). Aberto ao público, o evento é uma realização da Frente Parlamentar Ambientalista de Alagoas, da Fundação SOS Mata Atlântica e da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA).

A iniciativa é parte da Campanha Nacional de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal, que visa sensibilizar e mobilizar a sociedade para que esteja atenta ao cumprimento do novo Código Florestal e para que participe do monitoramento de sua implementação, apoiando e estimulando ações ambientais da sociedade civil organizada, de órgãos públicos e da iniciativa privada. 

“A exemplo do que fizemos com a Lei da Mata Atlântica, queremos levar essas discussões para os Estados, evitando que as decisões e debates aconteçam apenas em Brasília”, explica Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.  “A ideia é estimular a cidadania e o acompanhamento da Lei, em um processo descentralizado e participativo, e também reforçar o papel das Frentes Parlamentares Estaduais. Por isso, vamos incentivar o acompanhamento do Código Florestal nos Estados da Mata Atlântica”, diz ele.

Um dos temas que será abordado no evento é o Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta para tornar o processo de regularização ambiental dos imóveis rurais mais simples e ágil, e que está previsto como um dos mecanismos do Código Florestal aprovado.

O GT de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal integra a Frente Parlamentar Ambientalista de Alagoas. A Frente tem como objetivo assegurar a discussão da agenda ambiental pelo Legislativo, bem como apoiar políticas públicas e ações governamentais e da iniciativa privada que promovam o desenvolvimento sustentável no Estado. As Frentes Parlamentares Estaduais são um desdobramento da Frente Parlamentar Ambientalista nacional, com atuação no Congresso.

- SERVIÇO

O que: Lançamento do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal da Frente Parlamentar Ambientalista de Alagoas

Quando: 19 de junho, às 9h

Onde: Plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (Pça Pedro II, s/n, Centro - Maceió)

Informações:  Rejane Pieratti - (61) 8138-3000 / rejane.pieratti@gmail.com

 

Comissão agora está vinculada à Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH)

17/06/2013 16:15

Por Maryana Damasceno

 

Nesta segunda-feira, 17, através de despacho do Diário Oficial, o governador do Estado, Teotonio Vilela Filho, alterou a lei de número 7.407, de agosto de 2013, que instituiu a Comissão Estadual da Verdade em Alagoas. A Comissão, agora, é nominada de Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda, levando o nome do jornalista militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) nas décadas de 50 e 60.

O objetivo dessa comissão é acompanhar e subsidiar a Comissão Nacional da Verdade nos exames e esclarecimentos às graves violações de direitos humanos ocorridos no período de 1946 e 1988, incluindo a Ditadura Militar. Assim, irá contribuir para a efetivação do direito à memória e à verdade histórica.

A comissão poderá solicitar informações, dados e documentos de órgãos e entidades do Poder Público, classificados em qualquer grau de sigilo. Poderá atuar articuladamente com órgãos federais, estaduais e municipais e também firmar parcerias com instituições de ensino superior ou organismos internacionais para o desenvolvimento de suas atividades.

De acordo com o Secretário-chefe do Gabinete Civil, Álvaro Machado, agora que a lei já foi sancionada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, os trabalhos irão iniciar em breve. “A comissão será composta por sete membros, que serão indicados pela SEMCDH para serem avaliados pelo Governador. Após a aprovação, publicaremos um decreto com os nomes que exercerão um mandato de dois anos na Comissão Jayme Miranda”, concluiu o secretário.