O ladrão biritado - Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas

Blog | Ailton Villanova

      Começo da madrugada, o telefone tocou na Delegacia de Plantão da 1ª Regional da Polícia, e o agente da portaria atendeu, meio sonolento:

       - Ôlô! Aqui é da Polícia!

       Do outro lado da linha uma voz feminina falou bem baixinho:

       - Moço... tem um ladrão aqui em casa! Mande os guardas, por favor!

       - Quem tá falando aí, pô? – o policial era um primor de educação.

       A dona da voz identificou-se, passou o endereço de sua casa e, não demorou muito, bateu lá um monte de tiras e militares montados em dois camburões barulhentos e velhos. Naquele tempo era assim.

       Os moradores da residência invadida encontravam-se do lado de fora, aguardando a chegada da polícia. Vizinhos dando o maior apoio.

       - O bandido está lá na cozinha! – antecipou-se a dona da casa.

       - Pode deixar com a gente, senhora.

       Os policiais entraram na residência com toda cautela do mundo. Quando chegaram ao corredor, escutaram aquele barulho terrível – rrrooonnc... rrroaaarrr... – partido da cozinha.

        - Valei-me meu Santo Antônio! – apelou um dos policiais, tremendo na base. – Que diabo é isso?

        Era o ladrão que, aquelas alturas, encontrava-se encolhido no chão, ao lado da geladeira, que tinha a porta escancaradab. O infeliz puxava um ronco violento. Dormia a sono solto. Despertado pelos policiais, ele não gostou:

         - Mas que diabo...?! Será que a gente não pode dormir sossegado nesta casa?

         No que retrucou o chefe da equipe:

        - Que boca dura é essa, ladrão safado? Levanta daí, que você tá preso!

        - Preso puuurrr quê?

        - Vai, levanta!

        O larápio se levantou na marra e foi levado nos braços dos policiais até um dos camburões. Mal se pondo de pé, o cara foi apresentado ao delegado de plantão, coronel PM Alcântara, que interrogou:

         - Mas que ladrão folgado é você, hein, rapaz? Invade a residência alheia, toma todas as bebidas que encontra pela frente e ainda tem o desplante de querer dormir onde não é chamado!

         E o larápio:

         - O problema é o seguinte, chefia... Realmente eu entrei na casa para fazer uns afanos mas, quando abri a geladeira e vi aquele monte de bebidas, não resisti! Bebi todas! Aqui pra nós: nada melhor que uns birinaites, é ou não é, chefia?

 

Garoto precoce demais!

        Os baixinhos Tercilinha Cabral e Cabralzinho, tia e sobrinho, andaram tanto no shopping que se cansaram. Então, resolveram botar as canelinhas pra repousar. Sentaram num dos bancos do passeio e ficaram reparando na movimentação das pessoas. Daí a pouco, o sobrinho se virou para a tia e disse:

         - Tô com uma vontade danada de fazer xixi!

         A baixinha respondeu:

         - Fica quieto, menino!

         Passa um pouco de tempo e Cabralzinho:

         - Quero fazer xixi, tia!

         E Tercilinha, sem nenhuma paciência com o sobrinho:

         - Não vai fazer xixi porra nenhuma!

         A cena se repetiu várias vezes, até que a moça que sentava no banco em frente dos dois, se ofereceu para levar Cabralzinho ao toalete. Demoraram lá meia hora ou mais. Quando voltaram, a moça desabafou com a Tercilinha:

          - Puxa, como é desenvolvido esse garoto, hein? Quantos aninhos ele tem?

          - Vinte e três! – respondeu a tia.     

 

Mal comparando...

      Todo cabreiro, o Ariolênio Carneiro entrou no consultório do médico Apolinário Bezerra e pediu a sua secretária para falar com o sobredito, com urgência. Minutos depois, introduzido na sala do esculápio, este perguntou:

       - O que está lhe afligindo, meu jovem?

       - É o meu pênis, doutor! – respondeu o cara. – Estou para me casar e...

       Aí, o médico entendeu:

       - Sei, sei, meu filho, Você tem um problema lá, não é?

       - Exato, doutor.

       - Qual exatamente o problema, meu filho?

       - E o cara:

       - É o seguinte... é que... é do tamanho de uma criança de cinco anos...

       - Destamanhinho? – perguntou o médico, fazendo gesto com o indicador e o polegar.

        - Não, senhor. Ele mede entre 90 centímetros e um metro, o que corresponde o tamanho de um menino de cinco anos.

 

O apostador infalível

      Trigerídio Sortinaldo era um apostador desenfreado. Vivia apostando e ganhando dinheiro de todo mundo. Até que, um dia, o prefeito de sua cidade ligou para o colega edilidade vizinha, que também tinha fama de grande apostador, e revelou que estava com vontade de deportar o sujeito pra bem longe. No que o colega Deonésio sugeriu:

       - Manda ele pra cá, Odibaldo! Manda, que eu quero mostrar a esse cara com quantos paus se faz uma jangada!

       - Olha que ele nunca perdeu uma aposta, Deonésio!

      - Tem problema não. Manda o cara. Vou desmoralizá-lo!

      E o prefeito Odibaldo Castanheira despachou Trigerídio. Assim que ele assentou o solado dos pés na outra cidade, ele foi logo procurando o alcaide, que o recebeu em tom de peitada:

       - Então é você o sujeito que nunca perde uma aposta, não é?

       - Conversa, excelência. É só um pouquinho de sorte, nada mais.

       - Quer fazer uma aposta comigo, rapaz?

       - Se o senhor quiser, né?

       - Pode escolher...

       Trigerídio lascou lá:

        - Aposto como o senhor tem hemorroidas!

        - Rá, rá! Já perdeu, rapaz! Não tenho hemorroidas, nunca tive e jamais terei! Posso provar!

         E o apostador perdeu para o prefeito Deonésio, que ligou imediatamente pro colega, na maior euforia:

          - Alô companheiro Odibaldo! Esse seu apostador é um merda! Acabei de desmoralizá-lo. Ganhei 100 mirréis dele!

          - Não diga! O que você apostou com ele?

          - Apostei que não tinha hemorroidas.

          - E você não tem?

          - É claro que não!

          - E ele viu que você não tem?

          - Viu, sim.

          - Ele examinou bem pra ver?

          - Mas é claro! Aposta é aposta!

         - Ele passou a mão na sua bunda e enfiou o dedo no seu cu?

         - Lógico!

         - Filho da égua! Me ganhou uma aposta de 1 conto de réis!   

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