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Blog | Ailton Villanova

      Embora ministro de Deus, o frade franciscano Evilásio Theófilo de Sardenha, italiano radicado no Brasil, não era exatamente um santo. Como todo mortal, tinha lá os seus defeitinhos, cometia os seus pecadilhos, nada, entretanto, que comprometesse seriamente sua vida sacerdotal.

      Certa noite, circulando pelo Recife, onde fora tratar de assuntos pertinentes à sua paróquia, que ficava no interior pernambucano, o ilustre franciscano se viu forçado a entrar num bar, porque estava precisando aliviar a bexiga. Assim que entrou lá, dirigiu-se ao gerente e indagou:

      - Por favor, meu filho, onde fica o toalete?

      Atencioso, o gerente tentou explicar ao religioso que o local poderia não agradá-lo:

      - Tudo bem, o senhor pode usar à vontade nosso banheiro, mas tem uma coisa, frei...

      - Que coisa, meu filho?

      - É que tem lá a estátua de uma mulher pelada com apenas uma folha . de parreira cobrindo a... o... sexo. O senhor poderia não gostar.

      - Não se preocupe, meu filho.   –  o franciscano respondeu com a maior naturalidade. – Posso muito bem suportar esse tipo de objeto pagão. Pra mim não representa nada.

      O gerente insistiu:

      - Ela é feita de cera, entende, frei...? É tão perfeita que chega a impressionar.

      - Eu não me impressiono com essas coisas.

      -  Tem mais, padre...

      - Já disse... Não se preocupe. Deixe-me atender a minha necessidade fisiológica, por favor.

      - Pode ir, padre.

      Frei Evilásio Theófilo correu pro sanitário, despejou o seu pipizão e, depois de alguns segundos, estava de volta ao bar. Desta vez o ambiente se achava modificado: a música tocava alto e as luzes piscavam sem parar. Autêntica boate. Novamente, frei Evilásio dirigiu-se ao gerente:

       - Eu não entendo o que está acontecendo aqui! Na hora em que eu entrei não havia musica alguma e o salão também não estava iluminado. Agora, mudou tudo!

       O gerente abriu um sorriso e respondeu:

       - É que agora o senhor é um dos nossos!

       - Como assim, “um dos nossos”? Só por que usei o toalete?

       - Não exatamente, frei. É que cada vez que alguém vai ao banheiro e levanta a folha de parreira da estátua, aciona um mecanismo automático aqui no bar. Aí, acendem-se todas as luzes, o pisca, e o som entra em funcionamento!

 

Sargento indeciso

      Sujeito abusado, Simplício Calheiros saiu de Atalaia para assentar praça no exército. Apresentou-se no quartel do antigo 20° BC (hoje 59° BIMtz) e, cumpridas as formalidades militares pertinentes, foi ter com o sargento da companhia para a qual foi designado. O graduado mandou que ele voltasse dia seguinte, às 5 da manhã.

       Cumprida a determinação, Calheiros encontrava-se perfilado no pátio do quartel junto com a rapaziada recém incorporada. Em dado momento, o sargento gritou:

        - Cooommmpaaanhiiiaaa... Seennntiiido!

        Todo mundo naquela de peito pra fora,  barriga pra dentro, calcanhares juntos, etc e tal.

         Minutos depois das instruções preliminares dadas pelo capitão comandante da companhia, entrou novamente o sargento:

         - Avaaannçaarrr! Seeennnttiiido! Ordinááário, maaarche! Alto! Meia-volta, volver! Esqueeerda! Direeeita...

         Aí, o Calheiros invocou-se e saiu da formação.

         - Ei! Aonde vai, recruta? – perguntou o sargento.

         - Vou me deitar debaixo daquela árvore. Volto quando o senhor decidir o que quer!

 

Daria pra descansar na operação?

      Estressadíssimo, depois de uma bateria de exames para definir qual seria exatamente o seu problema de saúde, finamente o Anabólio Pacheco baixou no hospital. Depois de haver diagnosticado apendicite braba, seu médico avisou:

       - Olha, seu Anabólio, vamos ter de operá-lo imediatamente. Apêndice supurado é coisa séria!

       Dito isto, o médico levou o Anabólio à sala de cirurgia. Nos preparativos para a dita cuja, o doutor tentava acalmá-lo:

        - Dentro de duas horas o senhor vai conseguir se levantar. De noite, poderá passear pelo corredor e tomar um banho....

        E o Anabólio, interrompendo:

        - Ô doutor, será que eu posso ficar deitado pelo menos até acabar a operação?

 

Eu compro essa mulher!

      O patrão do engenheiro Teodolito Palhares sempre foi um sujeito educado, muito discreto e, até certo ponto, tímido. Mas, na vez de manifestar o seu apreço pela mulher do funcionário sobredito, não fazia rodeios e nem tinha o menor escrúpulo:

       - Sua mulher é a coisa mais linda que a natureza criou! Sou apaixonado por ela. Com todo o respeito, essa seria a única mulher que eu compraria, só para ter o prazer de olhar para ela todos os dias.

       Floriza, a esposa do engenheiro é um mulherão, dessas de fazer até frade franciscano ter pensamentos libidinosos.

       Doutor Diomedes, o patrão, insistiu tanto no assunto da compra da mulher do Teodolito que ele decidiu acatá-la, depois de uma longa conversa com Floriza.

       Um dia depois desse papo, Teodolito procurou o patrão e mandou:

       - O senhor quer comprar mesmo a minha mulher? Eu vendo!

       O chefão quase caiu para trás:

       - Você está falando sério?

       - Estou! Quero um milhão de dólares por ela.

       - Tá fechado! Mas só posso lhe pagar em duas parcelas. A grana é muito alta! Quinhentos mil no ato da posse e o restante dentro de trinta dias, tá bom assim?

      O engenheiro contrapropôs:

      - Eu topo com a seguinte condição... metade depois de trinta dias e mais sociedade na empresa...

      O patrão pensou, pensou e finalmente decidiu:

      - Fechado!

      Um mês depois, Teodolito procurou o patrão para fechar definitivamente o negócio e o encontrou acabrunhado:

       - Qual é o problema, doutor? – indagou Teodolito.

       - Não está dando certo, rapaz. – desabafou doutor Diomedes. – Eu não consigo fazê-la feliz... Na cama, um desastre!

       - Ela...

       - Não sabe fingir. Floriza é honesta demais para fingir. O que devo fazer?

       - Olha, doutor, vá com calma. Floriza é muito sensível!

       - Vou tentar.

       Teodolito pegou o cheque correspondente a parte final do negócio, assinou a documentação que o elevava à condição de sócio do ex-patrão e, quando se preparava para sair da sala, doutor Diomedes pediu:

        - Um momento! Eu não lhe falei tudo.

        - Não?

        - Não. Tenho absoluta certeza que Floriza anda com muita saudade de você. Dá para fazê-la um pouco feliz?

        - Como assim?

        - Você sabe.

        Daí, então, as coisas mudaram. Bastante felizes, os três estão morando sob o mesmo teto e dormindo na mesma cama.  

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