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Blog | Ailton Villanova

 “Quem não tem cachorro caça com gato”, diz o desgastadíssimo ditado. Como não conseguiu ser um árbitro futebolístico de renome, se possível da Fifa, o distinto Virgulino Miguel – que chega a ser aparentado do engenheiro Cândido Reinaldo, topou ser assoprador de apito nos bate-bolas femininos da orla pajuçarense.

      - Pô! Apitar jogo de cocota deve ser o máximo! – invejou o próprio Cândido Reinaldo.

      Até que Virgulino começou a apreciar o barato. E foi numa partida aguerrida – conforme gostam de dizer os locutores esportivos – entre as equipes femininas do Jaragualense e do Flor de Lys, do bairro do Poço, que o herói aí curtiu uma performance diferenciada.

       A partida estava empatada em 0x0 quando, de repente, a centro-avante do Jaragualense pegou a pelota no meio do campo e avançou resoluta para marcar o gol na meta adversária. Então, ela passou pela primeira atleta, pela segunda, driblou a lateral direita e preparou o chute. Naquilo que acionou o pezinho na redonda, o árbitro achou de ficar na frente da respectiva. Cataplaft!

        Virgulino Miguel juntou as mãos abaixo da barriga, dobrando-se de dor:

        - Aaaaiii... Ôôõôiii... Hmmm...

        Ao reparar na agonia do árbitro, a jogadora partiu para socorrê-lo:

        - Deixe-me ajudá-lo! Eu também sou massagista e sei como aliviar a sua dor, se o senhor me permitir...

        - Hmmmpf... Mmmmunnn... Não se preocupe!

        Virgulino continuava se contorcendo, em posição fetal, as mãos comprimindo a região pélvica.

        A moça insistiu na ajuda e ele finalmente concordou. Todo mundo em redor.

        O nome da atleta era Jorgelina. Ela separou as mãos do árbitro e as colocou ao longo do seu corpo, dele, Virgulino. Suavemente, retirou-lhe o calção e pôs-se a massageá-lo naquela região do “pé do pente”. Depois de alguns minutos, ela perguntou:

         - E aí, como está se sentindo?

         E ele, revirando os olhos:

         - Ótimo! Mas o meu dedo mindinho continua doendo!

 

Regra é regra!

       O Esteraldo Botelho só queria ser o cocô de louro. Tanto que lhe apelidaram de “Téo Merdinha”. Um dia, já bastante usado, ele finalmente decidiu casar com uma antiga namorada, a professora primária Joelma, balzaca adubadíssima. Imediatamente após as bodas, curtido o barato alcovital, ele achou que devia colocar os pingos nos “ii”. De modo que requisitou o ouvido da mulher e falou cheio de moral:

       - Olha, minha querida, vou avisar uma coisa: aqui nesta casa existem algumas regras que que precisam ser respeitadas...

       - E quais são as regras? – ela encarou firme.

       - Primeiramente, eu chego em casa se quiser e na hora que eu quiser. E não quero ouvir reclamação, entendeu?

       - Hum... Hum...

       - Quero também refeição quentinha, toda vez que eu estiver com vontade de comer. E tem mais: quando eu for farrear com os meus amigos, sábado à noite, não quero reclamação!

        E Joelma:

        - Para mim está bom. Mas eu também vou impor minha regra: sexo será todas as noites, às 22 horas, quer você esteja em casa, quer não!

 

 

 

Mas até o padre!

      Certa paróquia do interior recebeu novo vigário, por sinal moderninho. Padre Antimônio já andava à paisana, desde a época em que todo sacerdote era obrigado a usar batina, fizesse frio ou calor.

      Determinada noite de sábado, ele programou visitar alguns paroquianos e resolveu começar pela casa do professor Aubitóclides, que era presidente da Congregação Mariana. Assim que ele tocou na campanhia foi recebido pelo anfitrião completamente nu. Então, percebeu pela música quentíssima, pelas risadas e pelos gritos histéricos lá dentro que Aubitóclides estava dando uma festa nada convencional.

      - Entre, padre. Estamos fazendo um joguinho interessante. Está vendo aquelas garotas de olhos vendados? Elas têm que apalpar o pênis dos rapazes para descobrir sua identidade. Venha brincar com a gente.

      E o reverendo:

      - Desculpe, meu filho. Este aqui não é o meu lugar.

      - Ora, padre, deixe de cerimônia! As meninas já citaram o seu nome quatro vezes!

 

Veredicto inteligente

      Um sujeito chamado Antípodas estava sendo julgado por assassinato. Havia fortes evidências de que era culpado, embora o cadáver da suposta vítima não tivesse sido encontrado. O advogado de defesa, um certo Antiógenes, muito do boçal, por sinal, tentava ganhar os jurados no papo:

      - Senhoras e senhores, dentro de um minuto, a pessoa presumivelmente assassinada vai entrar neste tribunal.

       Os jurados olharam ansiosos para a porta. O minuto se passou e nada aconteceu. O boçal, digo, o advogado, então, continuou:

        - Eu falei que a vítima entraria por esta porta e todos olharam com expectativa. Isto deixa mais do que claro que existe dúvida se alguém realmente foi morto. Insisto para que considerem meu cliente inocente!

         O júri retirou-se para a resolução final. Ao voltar, declarou que o réu era culpado. Indignado, o advogado boçal abriu os braços e indagou, patético:

          - Ma... mas como?! Vocês estavam em dúvida! Vi todos olharem fixamente para a porta!

          Aí, um inteligente membro do corpo de jurados respondeu:

          - Sim, nos realmente olhamos, mas seu cliente não! 

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