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Blog | Ailton Villanova

      Quer conhecer um caboco presepeiro? Pois procure o advogado Lineu Tenório Torres. Olhando para a cara sonsa dele, ninguém diz que é um tremendo gozador. Fino, tranquilo, extremamente educado quando lhe apetece, o companheiro aí já percorreu esse Brasilzão continental de cabo a rabo, “apenas para conhecê-lo direitinho”, faz questão de frisar.

       Natural de Palmeira dos Índios, Lineu Torres aprontou uma boa no Recife e quase entrou pelo cano.

        A história é a seguinte: numa de suas aventuras por aí afora, ele estacionou na capital pernambucana, com pouquíssima grana no bolso, mas pretendendo repousar convenientemente o esqueleto numa cama fofa e confortável, pagando pouco ou quase nada. Então, bolou uma ideia tão interessante quanto perigosa, que foi a de procurar internar-se num hospital, mas não um hospital qualquer. O plano era ocupar um quarto de nosocômio cinco estrelas.

          Então, meteu mãos à obra.

          Torres planejou tudo adredemente. Dez horas da noite, mais ou menos, ele entrou num hospital chique, arrastando uma mala, e dirigiu-se à recepção exibindo a maior cara de doente. A atendente deu um pinote de espanto:

          - O que o senhor está sentindo, cidadão?

          E Lineu, exercitando o papel de ator de meia-tijela:

          - Estou sentindo dores terríveis, moça. Será que não há um apartamento ou um quarto vago neste hospital? Preciso me internar com urgência!

          - Onde se localizam as dores que o senhor está sentindo?

          - Aqui, ó! – e indicou um ponto abaixo da pança.

           - Iiihhh! Deve ser apêndice estrangulado! Vou encaminhá-lo imediatamente ao médico de plantão!

           Não demorou nem dois minutos e Lineu foi estava diante do esculápio, que o examinou de cima a baixo. Terminou, diagnosticou:

            - Crise de apendicite! Vou lhe prescrever uma medicação apenas por hoje. Amanhã esteja aqui bem cedo, para os exames definitivos!

            - Amanhã, doutor???!!! Mas eu estou muito mal! Não dá pra me deixar internado hoje?

            - Bom... seria interessante.

            - Meu plano de saúde está absolutamente em dia!

            - Nesse caso, vou providenciar sua internação. Espere aí!

            Meia hora depois, Lineu Torres encontrava-se confortavelmente instalado num apartamento do hospital, onde não faltava nada.

             Tão cansado estava das suas andanças pelo Recife, que logo caiu no sono. No outro dia, acordou cedinho, com a auxiliar de enfermagem avisando:

              - O seu café, doutor!

              E que desjejum! Pão quentinho da melhor qualidade, queijo finíssimo, bacon, presunto, leite, frutas... Uma beleza!

              Lineu acabou de comer, imediatamente deu início a palitagem dos dentes. Nesse momento, entrou no apartamento um batalhão de homens e mulheres, fardados de branco. Aí, falou o cara que carregava uma prancheta cheia de papeis garatujados:

               - Está pronto para a cirurgia, doutor Lineu?

               - Cirurgia?! Que cirurgia, meu amigo?

               - Ora, a cirurgia para a retirada do seu apêndice! Está aqui na papeleta, ó! O pessoal aqui vai prepará-lo para dentro de vinte minutos iniciarmos a operação para tirar fora o seu apêndice. Se houver necessidade de retirar algum órgão mais, a gente aproveita e manda brasa!

                Foi, então, que Lineu Tenório Torres exercitou, pela primeira vez, os seus dotes de fundista. Ele pulou da cama, pegou a roupa que se achava pendurada num cabide, dentro do armário, e disparou porta afora, puxando mil por hora. Só parou  20 km adiante, na praia de Boa Viagem, com a língua batendo na caixa dos peitos.

 

Ahrrrááá... era o motorista!

      Até princípios da década de 60, Milton Roberto Turmalino era um homossexual camufladíssimo. Só veio escancarar depois que se aposentou da polícia. Isso mesmo! A boneca foi um tira durão que adorava prender garotões.

       Mas, antes de ingressar na corporação policial, ele era motorista de ônibus, profissão de cabra macho. Num dia de sábado, ele conduzia, tranquilo, um coletivo, oportunidade em que um sujeito de cabelos compridos, tipo hippie, entrou no sobredito e foi sentar-se justamente ao lado de uma freira lindinha. Na cara de pau, o malandro virou-se para a religiosa e sapecou:

        - Topa ir pra cama com a minha pessoa, irmãzinha?

        Indignada, a freira desceu do coletivo no ponto seguinte.  Aí, Turmalino, que a tudo presenciara, falou pro taradão:

         - Eu sei como você pode comer essa freira, numa boa!

         - Sabe?! E como é que eu faço?

         - Seguinte: como você tem cabelos e barba compridos como Jesus Cristo, só terá que vestir uma túnica branca e ficar esperando ela passar. Aí, já viu, né?

         - Mas como diabo eu vou saber por onde ela passa?

         Turmalino explicou que todas as quartas-feiras a irmã descia do ônibus num ponto escuro do final da linha do Pinheiro e caminhava uns duzentos metros por uma ruazinha deserta, até chegar ao seu destino. O hippie achou a ideia genial e aguardou a ocasião para executá-la.

            Na quarta-feira, aproximadamente às onze e meia da noite, lá vem a irmã, rosto coberto, passinhos curtinhos, apressadinhos. O malandro pulou na sua frente e mandou:

             - Ahrrrááá! Eu sou Jesus e você é minha esposa! Vamos fazer sexo atrás daquela moita!

             A freira suspirou e concordou, mas pediu que o sexo fosse praticado com ela dando uma de marcha à ré.

             - Mas por quê? – estranhou o sujeito.

             - Pra evitar filho! Ademais, por causa dos nossos votos, temos que manter a virgindade, entende?

             O hippie aceitou a explicação e enrabou a freira. Depois de tudo terminado, o malandro não resistiu e revelou-se:

             - Olha, irmã, eu sou aquele cara que estava ao seu lado, no ônibus!

             A freira retirou o véu e rebateu:

             - E eu sou Miltinho, o motorista daquele ônibus!

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