Mero acidente chupal - Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas

Blog | Ailton Villanova

      Acidente é fato casual, inesperado, que acontece na vida até do mais prudente dos homens. De sã consciência, ninguém programa um acidente.

      Entre tantos indivíduos atingidos pelo brutal do acaso, insere-se a dupla Vanderbilda (Vandinha), ela prostituta, e João de Souza, o Joãozinho Borracheiro. Um dia, Vandinha e João se encontraram numa cama de bordel e aí aconteceu o tal de imprevisto.

      Foi na cidade de Arapiraca.

      O delegado titular da distrital, doutor José Rangel Ataíde Wanderley,      se preparava para encerrar o expediente quando foi surpreendido pelo maior escarcéu, provindo da portaria da repartição policial. Uma mulher gritava que nem louca:

       - Socorro! Me acudam! Quero falar com o delegado! Cadê ele?

       Rangel saiu do seu gabinete para verificar o que diabo estava ocorrendo lá fora e deparou-se com Vandinha segurando as partes pudendas. O sangue escorria por entre as suas pernas..

        - O que foi isso, moça? – perguntou o delegado

        E ela, se descabelando toda:

        - Foi um tarado! Sabe o Joãozinho Borracheiro?

        - Sei. É ele quem conserta os pneus das viaturas da delegacia...

        - Pois foi ele quem fez esse estrago comigo, doutor! O filho da puta arrancou o meu pinguelo no dente!

        - Ave Maria! O cara é um canibal!

        - Prenda ele, doutor! Ai, meu Deus! Agora eu vou ficar aleijada! Como é que eu vou poder transar seu o meu pinguelo? Me diga, doutor?

        O diligente delegado determinou a dois dos seus agentes que levassem Vandinha ao hospital. Ato contínuo, designou outros dois tiras para conduzirem o borracheiro à delegacia. Quando este chegou à sua presença, Rangel disparou:

        - Ô rapaz, você é tarado, é doido ou é canibal? Que desgraça você fez com a Vandinha?

        E o borracheiro:

        - Posso explicar, meu doutor?

        - Tente!

       Aí, o cara arregaçou o beiço superior e exibiu uma bela dentadura. Seus dentes frontais possuíam aquilo que os odontólogos chamam de Diastema, caracterizado por uma vaga enorme entre um dente e outro. Em síntese, dentes separadões.

         - Bom, doutor, acontece que o ping... Bem, o...

         - Clitóris!

         - Isso. O clitóris da mulher enganchou entre esses meus dentes separados, aqui, ó, justamente quando eu puxei a boca pra fora, o senhor está me compreendendo?

         - Estou!

         - Pois nessa hora, o...

         - Clitóris.

         - Veio preso na vaga dos meus dentes. Tenho culpa? Mero acidente de chupada, doutor!  

 

Transa eletrificada

      Anoliberto e Epifânia repetiam a cena de 30 anos atrás: a mesma fazenda no interior, a mesma cerca onde se amaram um dia, o mesmo  tesão.  

      Mal começaram, ela estremeceu. E deu um pinote. E contorceu-se. E gritou, e gemeu, e urrou... E, finalmente, desmaiou.

      Atônito, o marido deitou-a na grama. Deu-lhe tapas no rosto, tentou  respiração boca a boca... Então, ela recobrou os sentidos. Ufa!

      E o marido, ainda preocupadão:

      - O que foi que deu em você, meu amor? Naquele dia, há 30 anos, você não teve um orgasmo deste! Aliás, nunca lhe vi ter um assim tão intenso!

       E Epifânia, ainda revirando os olhos:

       - Ah, meu filho... há trinta anos a cerca não era eletrificada!

 

A mulher do milagre

      Por óbvias razões – e o leitor certamente entenderá -, as identidades das personagens do caso presente serão preservadas, mas irão substituídas por nomes fictícios.

      Há décadas, viveu no interior de Alagoas um fazendeiro de grandes posses, ignorantão e bastante apegado às raízes. Vamos chamá-lo de Joaquim. O homem gostava muito de pescaria e todas as manhãs era visto de caniço na mão, à beira do rio que passava pelos fundos de sua propriedade. Do mesmo modo era ligado ao barato da pesca, o pároco da cidade (intitulemos o dito de José ). Os dois estavam sempre se encontrando no mesmo local. Só que o fazendeiro nunca pescava nada , ao passo que o vigário pegava um peixe atrás do outro.

        O interessante é que padre José jamais levou isca para capturar a peixarada. Sentava-se na margem do rio, jogava a linha na água e, não demorava muito olha o peixe se contorcendo na ponta do anzol!

        Ao final da pescaria, todo produto desta ele distribuía entre os paroquianos mais carentes. Era aquela festa!

        Um dia, o fazendeiro perdeu a paciência e chamou o vigário para uma conversa:

        - Padre, o senhor me desculpe, mas eu gostaria que o senhor me explicasse uma coisa...

        - Pois não, meu filho.

        - Por que é que eu trago iscas tão boas e não consigo pegar peixe, ao passo que o senhor, sem isca nenhuma, pesca tanto?

        O sacerdote sacou um riso e respondeu:

        - Vou lhe contar o segredo. É o seguinte: todas as vezes que eu venho pescar corto caminho pela outra margem do rio e passo a mão na parte pudenda de uma mulher que sempre está por lá, lavando roupa...

        - E o que é “parte pudenda”, padre?

        - É a região genital; o lugar por onde a mulher faz xixi e tem relações sexuais , entendeu? Pois bem, passo a mão e, depois, a esfrego no anzol...

        Ao escutar isso, o fazendeiro disparou para a  outra margem do rio. Lá, encontrou sua mulher acocorada, lavando roupa. Aí, aproximou-se dela, por trás, e passou a mão lá embaixo. Então, a mulher, sem levantar a cabeça, indagou docemente:

         - Vai pescar de novo, padre?

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