Blog do Dresch

11 de Maio de 2018

Ciro Gomes descarta aliança com “quadrilha do PMDB”

O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes voltou a afastar qualquer possibilidade de aliança com o partido do presidente Temer. “Com a quadrilha do PMDB eu não quero negócio” defendeu ele, em uma entrevista recente. De acordo com Ciro, governar com o apoio do PMDB é o “caminho do fracasso sem volta”. Ele citou como exemplo alianças anteriores que acabaram frustradas. “O Fernando Henrique Cardoso se desmoralizou (com a aliança com o PMDB) e nunca mais o PSDB ganhou uma eleição nacional” afirmou o pedetista.

Sem aliança com “quadrilha” 2

Ciro Gomes disse ainda que é difícil montar uma coalizão e que não vai governar com “a inocência de um convento”. Mas garantiu que “ mas se você anunciar as propostas antes, se negociar no atacado, negociar o pacto federativo para trazer uma eficiência instantânea que imediatamente mexe com o povo, a governabilidade é possível. Os impasses podem se resolver através de plebiscitos e referendos” defendeu. Ainda sobre alianças, o pedetista voltou a lamentar a declaração da presidente do PT, Gleisi Hoffmann que descartou a possibilidade da indicação de um petista como vice de Ciro “nem com reza brava”. Segundo o pré-candidato “ é uma pena que a Gleisi pense assim mesmo diante das dificuldades que o país enfrenta” declarou.

 

Cadastro positivo é aprovado

Deputados aprovaram na última quarta-feira, o projeto de lei que torna automática a inclusão dos cidadãos no chamado cadastro positivo. O texto foi aprovado por 273 votos contra 150 e agora segue para o Senado, com algumas modificações feitas pelos parlamentares. Pela proposta, os cidadãos serão incluídos no cadastro a ser gerenciado por bancos de dados e deverão ser comunicados da inclusão e as opções para cancelamento. As instituições financeiras deverão repassar os dados para o Banco Central, constando suas operações de crédito, arrendamento mercantis e todas as concessões de crédito. Atualmente o registro de clientes no banco de dados somente ocorre com autorização expressa e assinada pelo cadastrado. Agora o cadastro terá o mesmo mecanismo já existente para os maus pagadores.

Alagoas na feira em Nova York

Uma feira internacional de produtos alimentícios, a Summer Fancy Food, marcada para acontecer em julho, em Nova York, vai apresentar alguns produtos típicos de Alagoas, como a tapioca, o arroz vermelho, a pimenta rosa, o mel e o suco concentrado de laranja-lima. São produtos dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) com grande aceitação de mercado. A participação dos produtores está sendo coordenada pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo, que também avalia a apresentação dos produtos em um evento voltado à exportação desta feita, em Paris, na França.

A sucata em órbita

Recentemente uma estação espacial chinesa, que pesava 8,5 toneladas e estava inoperante e fora de controle, caiu no Oceano Pacífico e levantou novamente o debate sobre a sucata espacial. A Agência Espacial Europeia (ESA) alertou que o lixo aumentou consideravelmente nos últimos anos, deixando o espaço orbital da Terra muito próximo da saturação. A ESA estima que satélites inoperantes, partes de foguetes, peças de espaçonaves e pedaços de objetos relacionados a missões espaciais já somam 7,5 mil toneladas de lixo espacial.

A sucata em órbita 2

Estes detritos viajam em torno da terra em velocidades alucinantes que podem passar dos 2.000 quilômetros por hora. Nestas condições a colisão de um parafuso com um satélite pode ter o mesmo efeito de um tiro de canhão. Este é um dos problemas enfrentados: as colisões aumentam a quantidade de lixo na órbita do nosso planeta. Esse efeito cascata que aumenta exponencialmente os riscos de novas colisões, poderá inviabilizar o uso da órbita terrestre para atividades espaciais, que aliás foi previsto em 1978 por um consultor da Nasa, Donald Kessler. 40 anos depois a chamada “Síndrome de Kessler” é uma realidade.

A sucata em órbita 3

A Agência está desenvolvendo tecnologias para remoção ativa dos detritos que podem ser colocados em prática a partir de 2023, sendo que a prioridade é retirar os objetos grandes e mais próximos da Terra, onde se concentra mais lixo. Objetos menores também são perigosos, mas têm mais chance de cair na atmosfera, desintegrando-se. Já foram rastreados até agora mais de 23 mil detritos com mais de 10 centímetros na órbita da Terra. Outros 750 mil fragmentos têm entre 1 e 10 cm. Estima-se que haja ainda 166 milhões de dejetos com menos de 1 cm, que não podem ser rastreados.

 

 

  • A comunicação de Alagoas perdeu na última quarta-feira um de seus integrantes mais representativos. A morte do jornalista Wladimir Maia Gomes Calheiros deixa um vazio entre seus amigos e familiares e companheiros do Tribunal de Justiça, onde ele atuava como Diretor de Comunicação.
  • Wladimir durante décadas foi editor geral do Jornal do Comércio do Recife, onde enfrentou por várias vezes problemas com órgãos da ditadura, o que o tornou respeitado pelos companheiros do batente e até pelas autoridades do vizinho estado.
  • Voltou para Alagoas na década de 1990, e trabalhou na Organização Arnon de Mello, e depois na TV Alagoas (hoje TV Ponta Verde) como comentarista político e na Secretaria de Comunicação (Secom) onde trabalhou em projetos especiais.
  • Como jornalista e escritor, deixa uma marca de seriedade, de competência e de ética na condução do seu trabalho.
  • Amigo dos amigos, Wladimir Calheiros é um exemplo para os comunicadores mais jovens, que podem (e devem) utilizá-lo como referência profissional.