Ailton Villanova

9 de junho de 2018

O Procópio já era!

Madame Leodervaldina Braga, a Dina, era uma morena linda, corpo sinuoso, pernas bem torneadas, ancas sensacionais. E fogosa. Muuuito fogosa! Tanto, que o marido Procópio Braga não teve como acompanhar o seu rítmo no leito conjugal e, um dia, faleceu em pleno ato sexual, com três palmos de lingua do lado de fora.

E Dina Braga, aquela gostosura, ficou viúva aos 33 anos de idade. Para homenagear o pranteado, a quem amou com extrema dedicação, mandou esculpir, em tamanho natural e em madeira de lei, uma estátua do indigitado. Em seguida, mandou instalá-la em local estratégico, na sala de visitas.

Os anos se passaram e Dina Braga, fidelíssima à memória do finado Procópio. Mas a verdade é que a sensual viúva não estava suportando mais a solidão. Vivia subindo pelas paredes, satisfazendo os seus desejos libidinosos na base do dedo.

Um belo dia, apareceu na cidade onde ela morava, a altaneira Mata Grande, um certo Aniceto, rapagão espadaúdo e solteiro, que assumiu a gerência da agência local do Banco do Brasil. No dia em que ela bateu os olhos no guapo cavalheiro, quase teve um orgasmo. E o bacana também não deixou de desejá-la.

Numa manhã, a pretexto de fazer uns pagamentos, Dina Braga  foi à agência bancária e arrumou um jeito de conversar com o pintoso gerente. Depois de um papo entremeado de olhares pecaminosos, ela fez ao Aniceto um convite  irressistivelmente tentador:

– Apareça hoje à noite lá em casa, pra tomar um cafezinho comigo… Você aparece?

E o bonitão, cheio de ansiedade:

– Claro que eu apareço. Pode me aguardar.

Lá pelas oito da noite o cara baixou na casa da viúva e a encontrou mais bela e sensual do que nunca. Seus fartos seios, estavam a ponto de saltarem pelo decote da blusa arrochada e transparente.

– Sente-se aqui, no sofá, perto de mim. – pediu a viúva, com aquele olhar de peixe morto.

Qual o mortal deixaria de atender um apêlo daquele? Só se fosse doido! E como Aniceto não era doido e nem nada, sentou. Papo vai, papo vem, olha ela nos braços do pintoso, sufocada de prazer. Estavam nessa sacanagem quando, de repente, lá de dentro, ouviram a voz da empregada Maria José:

– Olha, dona Dina, não tem lenha pra eu fazer o café que a senhora pediu pra servir!

E ela, com voz sumida, abufelada com o galã:

– Racha o Procópio! Racha o Procópio!

E o finado virou cinzas num instantinho.

 

 

Ele faz o óbvio, ora!

 

No seu consultório abarrotado de resultados de exames clínicos, o médico Arthur Gomes Neto destacou um deles e começou a fazer a leitura do que constava do resultado. O paciente que se submetera a do tal exame, um certo Hemetério, encontrava-se diante do doutor, que fez a seguinte observação, com o semblante carregado de preocupação:

– Senhor Hemetério, sua chapa de pulmão está deplorável! O senhor está gripado há mais de um mês e não melhora! Afinal, o que o senhor tem feito com essa gripe?

E ele, com a maior cara de inocência:

– Eu tusso e espirro, né doutor?

 

O errado que dá certo

 

Após o jantar em que apresentou o namorado ao pai, um conhecido médico da cidade, a moça perguntou ansiosa:

– E aí, pai, o que você achou do Rubinho?

– Eu acho que é um rapaz simpático e educado, mas, infelizmente, creio que o matrimônio entre vocês não daria certo.

– Ai, pai, fico tão aliviada por ouvir isso!

– Tá vendo, minha filha? – disse o pai, satisfeito. – Acho que você também não estava muito certa sobre o relacionamento.

– Não é isso, pai! Agora eu tenho certeza de que vai dar tudo certo! Seus diagnósticos estão sempre errados!

 

 

Um exercício de babaquice

 

O Coristelmo foi ao médico fazer uma consulta de praxe. O médico começou o exame:

– Coristelmo, põe a língua pra fora!

– Já coloquei… E agora?

– Agora abre a janela e mostra a língua!

– Tá, e agora?

– Levanta o dedo do meio e mostra na janela.

– Hummm… E depois?

– Comece a gritar “babaca”!

– Peraí, doutor… Que exame da porra é esse?

– Não é exame! É que o vizinho da frente transou com a minha mulher!

 

Com Diego Villanova