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Ailton Villanova

31 de Maio de 2018

TRÊS É DEMAIS!

José Estônio Fajardo de Oliveira – mais conhecido como Estone -, sempre foi um cara tranquilo. E tímido ao extremo. Bastante trabalhador, nunca havia faltado um dia no serviço. Sempre chegava antes da hora “pra enfrentar o batente”, conforme se diz na gíria. Todavia, depois que contraiu núpcias com a trelosa e curvilínea Vanúsia Regina deu pra chegar atrasado ao trabalho. O chefe dele, doutor Abdias Timóteo começou a desconfiar que algo muito sério estava acontecendo na vida do subordinado hierárquico. Mas, como ele era um bom funcionário, foi relevando.

Nas últimas semanas de abril seus retardamentos começaram a ficar diários, fato que não só chateavam o chefe como também a colegas de trabalho. Numa segunda-feira, doutor Tibórnio não conseguiu se segurar quando viu o Estone chegar pro expediente com quase 1 hora de atraso, exibindo olheiras profundas, mais uma vez. O esporro foi inevitável:

– Assim não dá, né Estone? Agora você passou dos limites! O que é que está havendo, me diga!

E o cara, meio choroso:

– Sabe o que é, doutor? É a minha mulher…

– O que tem ela? – o chefe continuava na bronca.

– Bom… é que ela… tá dormindo com outro cara…

– Putaquipariu! É mesmo, Estone?

– É, doutor…

– Essa é mesmo de lascar, meu amigo. Sente-se aí, não fique  assim. Isso vai passar. Tenho certeza que você saberá superar isso.

– Mas é muito difícil, chefe.

– Eu entendo. Ela não lhe sai da cabeça, não é?

– Não, não é isso, doutor. É que minha cama é pequena demais…! Não cabe três pessoas!

 

 

O susto do ex-funerário

 

Apressada para chegar em casa, a professora Antuérpia Veloso pegou um taxi na Praça Deodoro, centro de Maceió, e avisou ao motorista que queria ir pro bairro Farol, localizado na parte alta da cidade.. Durante o trajeto à sua residência, o taxista, por incrível que pareça, não soltou um pio. Parecia mudo. Até que a madame resolveu puxar papo com ele e tocou no seu ombro.

No que tocou, o taxista soltou o maior grito, perdeu o controle do carro e, por muito pouco, não provocou um acidente.

Com o carro sobre a calçada, dona Antuérpia falou pro assustado taxista:

– Francamente, se eu soubesse que o senhor se assustaria facilmente, eu não teria tocado no seu ombro!

E ele:

– Desculpe, senhora. É que esse é o meu primeiro dia como taxista.

– E o que o senhor fazia antes disso?

– Fui motorista de funerária durante 25 anos!

 

 

Feriado nacional

 

O fato é antigo. Entocado, o loucão Osama Bin Laden infernizava o mundo inteiro, através de seus fanáticos seguidores, do tipo lulopatas. Um dia, ele teve que sair da moita.

Preocupado com os 25 milhões de dólares oferecido pelo então presidente George W. Bush pela sua cabeça, o famigerado terrorista procurou uma vidente no Paquistão:

– Eu gostaria de saber o dia da minha morte… pode ser?

– Vamos ver! – concordou a vidente, afagando a sua bola de cristal – Huuummm… Bem, aqui diz que você vai morrer em um feriado americano.

– Feriado? Mas que feriado?

– Isso não importa. De qualquer forma, o dia da sua morte vai ser feriado nos Estados Unidos.

 

 

Sem calcinha

 

Numa mesa de bar, o Euclípedes Peroba desabafava com o amigo Polidônio Alves, o Poli:

– Tô preocupado, cara! Fiquei sabendo que minha irmã usa calcinha de acordo com a cor do cabelo do namorado. Se o sujeito é louro, a calcinha é amarela. Se é moreno, a calcinha é preta! Sinceramente, não sei o que fazer com essa moça!

E o Poli, intrigado:

– Ôxi, rapaz, por que essa história de calcinha lhe incomoda tanto?

– É que, justo agora, ela arrumou um namorado careca!

 

 

Trôco na medida

 

O José Anfilófio entrou em casa e encontrou a esposa debruçada sobre a máquina de costura, aprontando um vestido. Aí, disparou:

– Êpa, Dionísia! Cuidado aí, hein? Devagar! Você vai quebrar a agulha!

A mulher não disse nada, mas olhou pra ele com cara feia.

Anfilófio continuou:

– Cuidaaado! Vira o pano para a direita! Não, não! Assim, não!

E a madame, bastante nervosa:

– Quer parar com isso? Eu sei costurar!

– Tô vendo, meu amor. Só estou mostrando como você faz quando eu estou no volante do carro!

 

 

Velhinho forte

 

O médico ( e gozador) Latércio Bezerra Villanova estava encerrando o expediente na sua clínica, quando entrou um velhusco todo envergado, apoiado numa bengala. Em tom  de sacanagem, cumprimentou o paciente:

– E aí, seu Telúrcio? Tudo “firmeza” ou tudo “moleza”?

E o velhinho, que também é muito sacana, respondeu:

– Tô indo, né meu filho? Eu só tenho que reclamar é da

memória, que anda meio fraca. Ainda hoje de madrugada, eu bati na porta do quarto da empregada, ela acordou assustada e falou: “Mas o que é isso, seu Teté? Outra vez? Assim eu não aguento!”

 

 

Motivo justo

 

No hospital, onde atende quase uma centena de pacientes por dia, a maioria mulheres,o médico Arthur Gomes Neto lembrava a uma delas, com aquela paciência de sempre:

– Dona Epifânia, eu disse pra senhora voltar no começo do mês. Hoje é dia 28. Por que não veio no dia que eu marquei?

– É que eu tava doente, doutor…

 

Com Diego Villanova