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Ailton Villanova

19 de Maio de 2018

Mulheres escorregadeiras

Reconheça-se como tarefa dificílima a mulher confessar o pecado da chifrança, mesmo diante de um padre infinitamente bondoso, compreensivo ao extremo e caridoso exemplar como era o padre Nildo. Determinadas madames de uma das paróquias que o saudoso reverendo comandou no interior de Pernambuco, estavam sempre omitindo essa parte “pecaminosa” de suas vidas. Mas o perspicaz e estrategista Nildo encontrou uma solução para o problema: bolou uma senha para as adúlteras usarem no confessionário, evitando, destarte, o constrangimento de revelar as suas aventuras extramatrimoniais. Ele instituiu o verbo “escorregar” como sinônimo de cornança. De modo que todas as vezes que uma cidadã implantava um belo par de chifres na testa do marido, ela chegava ao confessionário, ajoelhava-se aos pés do reverendo e mandava, sem o menor constrangimento:

– Padre, eu escorreguei…

O que dava de mulher “escorregando” na paróquia do velho Nildo não estava na História do Brasil.

Certo dia, padre Nildo teve de viajar ao Rio de Janeiro afim de participar de um encontro religioso de âmbito nacional, e para o seu lugar, a Diocese mandou o recém-ordenado reverendo Asdrúbal, que pintou na área com gosto de gás. Missa de manhã, missa de tarde, missa de noite. O confessionário, então, passou a ser frequentado com maior ênfase. Chegava lá uma mulher e dizia: “Padre, eu escorreguei!” Ele achava graça e respondia que “escorregar” não constituía pecado algum e mandava a criatura ir embora em paz.

Com a ausência do padre Nildo e a compreensão do seu substituto Asdrúbal, as mulheres, então, incrementaram as “escorregagens”. Foi uma loucura! Até que, muito preocupado, o padrezinho foi procurar o prefeito da cidade:

– O senhor me desculpe eu estar me metendo em atribuição que não é da minha competência, mas é imprescindível que a prefeitura dê um jeito no pavimento desta cidade…

– Mas o que é que está havendo, seu vigário? – indagou o alcáide.

– É que as mulheres andam escorregando demais! Graças

a Deus que ainda não aconteceu um acidente grave!

– As mulheres andam escorregando, não é padre?

– Exatamente.

O prefeito, que estava por dentro do código instituído pelo padre Nildo, abriu na gargalhada.

O vigário-substituto reagiu com indignação:

– E o senhor ainda ri? Faz mal, prefeito, faz mal. Essa semana a escorregadeira na cidade passou do limite e isso depõe contra a sua administração. Sua mulher, por exemplo, deve estar com o traseiro todo ferido de tanto levar tombo!

 

 

Impossível conhecer todos!

 

Naquela época em que as emissoras de rádio de Maceió mantinham no ar programas de auditório, a Difusora produzia, entre outros, o famoso “Noite de Festa”, comandado pelo saudoso Luiz Tojal.

Nessas audições o apresentador mantinha a sequência “Você Sabia?”, que dava ao candidato a oportunidade de responder sobre vários temas. Então, ele estava sabatinando um certo Josenildo, que havia errado todas as respostas. Mas Tojal decidiu dar uma última chance ao infeliz:

– Esta com cerrteza você vai acertar! É muito fácil! Vamos lá! Como se chamam os habitantes de Arapiraca?

Depois de alguns minutos de reflexão, Josenildo respondeu:

– Bem… todos, todos, eu não sei… É muita gente, Tojal!

 

A futura nora

 

O jovem Deolênio Carlos entrou em casa cheio de euforia:

– Mãe, fiquei noivo! Vou me casar com uma garota

sensacional! A senhora vai conhecê-la!

Dona Alfreda, a mãe, fechou a cara:

– Que conversa é essa, menino? Quero saber disso, não!

– Se preocupe não, velha. A Aninha é uma moça muito legal, a senhora vai ver. No próximo sábado vou trazê-la aqui em casa, juntamente com as três irmãs dela…

No sábado prometido, chegaram todos: o filho e as quatro irmãs, uma delas, naturalmente, a noiva. Todas lindas, maravilhosas, educadíssimas. A futura sogra passou o rabo de olho nas meninas e ficou trombuda num canto.

Todo animado, o filho chegou junto dela:

– E aí, mãe, o que a senhora está achando das gatinhas? Advinha qual delas é a minha noiva…

A velha respondeu, de má vontade:

– É  aquela alí, de blusa branca.

– Puxa, mãe, como foi que a senhora acertou?

– É que não fui com a cara dela!

 

 

Com Diego Villanova