Ailton Villanova

18 de Maio de 2018

O segredo do reverendo

O Louribaldo Bezerra tinha um amigo, que considerava o maior e o melhor de todos. Não era um amigo comum, porque se tratava de um reverendo, por sinal respeitadíssimo na sua paróquia. Louribaldo e padre Ricardo Batista (Ricardão) – esportista de várias modalidades, inclusive da pesca -, eram, bem dizer, unha e carne. Os dois pegaram a mania de pescar juntos nos finais de semana. Só que o Louribaldo não pegava nada com o anzol na água, ao passo que o reverendo voltava pra casa abarrotado de peixes, e dos grandes.

Belo dia, Louribaldo criou coragem e perguntou pro padre Ricardão qual era o segredo da sorte dele. O sacerdote respondeu:

– Olha, eu vou te contar porque você é meu amigo, mas, boca de siri, hein? Segredo de confessionário!

– Pode deixar, padre! Pra essas coisas eu sou um túmulo!

O sacerdote contou, então, o seu truque:

– Sempre antes de vir pescar, eu vou à casa de certa mulher e passo a minha mão na parte íntima dela. Em seguida, fricciono a mão no anzol…

Mal o padre acabou e falar, Louribaldo saiu correndo pra casa. Lá, encontrou a esposa na lavanderia, curvada, de costas, esfregando sabão numas roupas. Ele chegou por trás e encheu a mão na prexeca dela. Sem se virar, a mulher falou, toda lânguida e maliciosa:

– Vai pescar de novo, padre?

 

 

Presente de aniversário

 

Correinha pede a opinião de um colega sobre que presente de aniversário deve comprar para o seu melhor amigo. O colega sugere:

– Um par de meias é uma boa!

E Correinha:

– Par de meias! Você tá louco? É o meu melhor amigo! Sabe o que ele deu de presente de aniversário pra minha mulher? Um casaco de peles caríssimo!

– Então dê uma caneta importada, daquelas bem chiques!

– Não, não! Isso é muito mixuruca! Sabe o que ele deu de presente pra minha esposa no Natal? Um colar de pérolas! Legítimas!

– Bom, então… sei lá! Dá um par de sapatos de cromo alemão!

– Nada disso! Ainda é muito pouco! Você sabia que nas férias da minha esposa ele financiou uma viagem para ela até Paris? E ele, que é um cara muito viajado, fez questão de ir junto, servindo de guia!

– Bom, já vi que só tem uma coisa que você pode dar pra ele!

– E o que é?

– Uma bela chifrada!…

 

 

Água só pra lavar o cartão

 

A mulher do Floribaldo andava muito estranha: um dia, chegava em casa com uma jóia caríssima! No outro dia, aparece com um perfume francês, da melhor marca. E vestido novo, e anel de brilhante… o marido só de butuca! Um dia, ele a encosta na parede:

– Eu quero saber como é que a senhora faz pra conseguir tanta coisa cara! Eu exijo uma explicação!

E ela:

– Calma, amor! Tenha nervos! O fato é que eu compro tudo no cartão de crédito!

Nesse mesmo dia a mulher do Floribaldo está tomando banho e a água do chuveiro acaba na hora em que ela está toda ensaboada. Ela chama o corno, digo, o marido:

– Amor, você traz um balde com água pra eu terminar o meu banho?

O marido foi até a mulher com uma canequinha de água. Ela chia:

– O que é isso, amor? Só esse tantinho de água não dá!

– Lava só o cartão de crédito!…

 

 

As bexigas da mãe do garoto

 

Aos cinco anos de idade, o Zizinho era um garoto muito ingênuo. Um dia, folheando uma revista que dava sopa em cima do sofá da sala,  ele reparou na foto de uma mulher gostosíssima, com os peitões à mostra. Levou a revista até o pai e perguntou o que era aquilo. Pouco afeito a pedagogias modernas, o pai do Zizinho deu uma explicação bem estapafúrdia pro menino:

– Ah, são bexigas, iguais às que tinham de enfeite no seu aniversario.

– E serve pra que, hein, paínho?

– Bom, se a mulher estiver murchando, quer dizer, morrendo… é só soprar alí no bico que ela enche de novo e volta a viver.

E o papo morreu aí. Dias depois, o garotinho chegou todo esbaforido, gritando pro pai:

– Paínho! Paínho! A mamãe tá morrendo!

– Quêisso, meu filho?! Por que você está falando desse jeito? Onde está a sua mãe?

– Ela tá lá na garagem, deitada dentro do carro, gemendo muito! E o vizinho tá soprando no bico de uma bexiga dela, tentando salvar ela! E ele até tampou o buraco que ela tem embaixo, pro ar não sair!

 

 

Medir como?!

 

Num barzinho, dois amigos papeavam. Dizia um deles:

– Ô Laudelino, você sabe a letra daquele tango: “Encontrei minha mulher com seu amante, na minha cama, com meu pijama de bolhinhas…” Pois é, outro dia eu cheguei em casa e… só faltou o pijama!

– Você tá brincando, Silveira! Foi mesmo? Quer merda, hein? E você não tomou nenhuma medida?

– De que jeito eu ir medir, se o negócio do cara tava todo enfiado na mulher!…”

 

 

Olho vivo, meu!

 

E nasceu o filho do Salgadinho. Daí umas semanas ele levou o bebê ao médico e se queixou:

– Doutor, tem algum problema com o menino! Já faz umas semanas que ele nasceu e ainda não abriu o olho!

O médico bateu o olho na criança, viu que se tratava de um bebezinho mestiço, filho de japonês, e falou pro pai:

– Olha, Salgadinho, que devia ter aberto o olho era você!

 

Com Diego Villanova