Ailton Villanova

11 de Maio de 2018

A tortura para o político

No comparar das coisas neste mundo velho e sofredor, continua valendo a “maxima-prima” da lavra do ilustre pensador romano Colimérivs, segundo a qual “político é político e o resto é resto!”. Todavia, para torná-la (a máxima) entendível perante a plebe ignara, eis que salta o colega Decibélivs e arremata: “Ora, existem políticos e políticos, e vice versa”. E todo mundo, não só a plebe ignara, continua na estaca zero, isto é, sem entender nada.

Se o exórdio está um tanto quanto confuso, difícil de ser digerido, deve- se, o fato, à nossa política que está mais complicada do que conferência de economista e letra de médico. Agora você está começando a me entender. Ou não está?

Não tenho a menor pretensão de querer imitar o finado Chacrinha, mas estou achando bárbaro parecer confuso. O barato é que hoje eu baixei nesta  tira vertical de página para confundir. Pô, só quem pode confundir é político?

Quando o incomparável Decibélivs emitiu o lapidar pensamento “existem políticos e políticos” ele quis dizer que existem políticos bons e políticos ruins, tá entendido agora?

Político bom quando morre, vai pro céu. Político ruim, tá na cara que vai pro inferno. Nessa onda, um certo político alagoano morreu e foi encaminhado ao inferno, onde, por uma questão de etiqueta, Satanás foi explicar-lhe pessoalmente as regras do jogo.

– Sair daqui não é possível – anunciou o demônio -, mas em atenção ao seu passado, o senhor pode escolher qualquer tipo de tortura.

Enquanto os dois passeavam pelo inferno, o político foi vendo gente açoitada, espetada com garfos, mergulhada em água fervendo e já começou a se desesperar quando descobriu, escondido num cantinho um ex-presidente latino-americano transando com uma famosa atriz italiana.

– Também quero essa tortura – bradou imediatamente o político alagoano.

– O senhor é quem sabe – retrucou Satanás. E dirigindo-se aos seus asseclas: – Para este senhor, a mesma tortura da atriz.

 

 

Apenas uma na boa!

 

Concomitantemente, três mulheres morrem na Terra e também ao mesmo tempo chegam à porta do Céu. São Pedro, chefe de recrutamento do paraíso, chamou a primeira:

– O que você fazia, minha filha?

– Eu era professora.

São Pedro determinou ao seu assistente:

– Dá a ela a chave da Sabedoria!

Para a segunda:

– O que você fazia na Terra?

– Eu era advogada.

Dá a ela a chave do Direito!

Olha fixamente para a terceira:

– E você? O que fazia lá na Terra?

– Eu fazia strip-tease!

– Dá a ela a a chave do meu quarto…

 

 

Apenas um cafezinho!

 

Um facista, um comunista e um judeu estão num café quando, de repente, uma luz brilha no salão e Deus, ao vivo e em cores, aparece no cenário:

– Eu vim para conceder um desejo a cada um de vocês. Quem é o primeiro?

E o facista, rápido no gatilho:

– Eu gostaria que o Senhor eliminasse todos os comunistas da face da Terra!

– E você? – pergunta o Senhor ao comunista.

– Acho que o mundo seria bem melhor sem os facistas.

– E quanto a você? – indaga Deus ao judeu.

– Bom, se o Senhor conceder os desejos deles, eu me contentaria com mais uma xícara de café.

 

 

Com trapaça, não!

 

São Pedro convidou Jesus para uma partida de golfe. Como estava sem  fazer nada, Jesus topou a parada. Mas quando, desajeitadamente, deu sua primeira tacada, um esquilo que ia passando agarrou a bola. Imediatamente, surgiu do alto uma grande águia, que agarrou o esquilo com bola e tudo e se mandou para o espaço infinito. Nisso, apareceram duas grandes nuvens, uma carregada de eletricidade positiva, outra de negativa. Chocam-se, e o raio assim provocado atingiu a águia, que soltou o esquilo, que soltou a bolinha de golfe, que caiu na grama, deu três pulinhos, rolou e entrou certinho no buraco.

– Com mil demônios! – berrou São Pedro, furibundo, para Jesus. – Se é pra fazer trapaças, avisa logo!

 

 

Pela outra porta!

 

Ao fim de uma longa vida, aquele famoso cirurgião embarcou desta para a melhor. Havia sido um homem muito querido aqui na Terra e, por isso, subiu direto para a portaria do Céu. Chegou lá, foi logo entrando na fila. Mas um dos assessores de São Pedro o advertiu imediatamente:

– Ei, doutor, o senhor está na fila errada. Os nossos fornecedores entram pela porta de serviço!

 

Até que enfim!

 

Um caçador morreu e se mandou pro Céu. Na cara-de-pau, chegou pra São Pedro e pediu permissão para fazer aquilo que mais gostava: caçar. Obtida a permissão, o cara saiu pelas nuvens e, de repente, ouviu um ruflar de asas. Sem pestanejar, chamou o dedo no gatilho, disparando para o lugar de onde vinha o ruído. No instante seguinte, tombou ao chão uma pombinha branca. Imediatamente, armou-se um enorme alvoroço no Céu: gritos de pânico, correria, todos atônitos. No meio da agitação, São José aproximou-se do caçador, deu-lhe um tapinha nas costas e sussurrou:

– Obrigado! Muito obrigado, meu amigo! Há 2000 eu vinha esperando por isso!

 

Com Diego Villanova