Sérgio Toledo

7 de Maio de 2018

Terapia de reposição hormonal.

Tema controverso no qual não entrarei no mérito da questão.
Navegarei pelo entorno como ortopedista que trato de osteoporose.
A maior densidade mineral óssea é alcançada quando o ser humano está entre os vinte e cinco e os trinta anos.
O tecido ósseo do ser humano sempre constrói e destrói. A maior construção é justamente na faixa etária citada acima.
Na menopausa é onde a perda na mulher é maior. Perda rápida e com difícil recuperação. A ausência de determinados hormônios contribui em muito para essa perda.
Na menopausa devido à perda dos hormônios as mulheres, na grande maioria, reclamam de cabelos secos, pele ressecada, calores excessivos, instabilidade emocional, choro sem razão aparente, diminuição de libido com secura vaginal, dificuldade de relacionamento familiar. Além é claro do que falei acima sobre a perda óssea.
Quando nós ortopedistas falamos em terapia de reposição hormonal a resposta é: “ médico é uma faca de dois gumes”. Eu pessoalmente já não discuto, pois quase sempre foi a (o) ginecologista que deu o início para a resposta.
Vou citar dois fatos verídicos acontecido no meu dia a dia do consultório. Um antigo. Outro atual.
Paciente queixando-se de dores por todo o corpo e outras queixas já expostas acima. Já estava com médico psiquiatra marcado pelo marido e filhos. Fiz a indicação de terapia de reposição hormonal. Indiquei profissionais capacitados. Um mês após a cliente retorna ao consultório para agradecer dizendo que eu havia salvado a vida dela. Iniciou a TRH e estava sem queixa alguma.
A mais recente. Mesmas queixas. Já tinha a prescrição da TRH e não havia iniciado “com medo”. Iniciou depois da nossa conversa. Voltou um mês após sem nenhuma queixa.