Ailton Villanova

25 de Abril de 2018

Muito longe do fogo!

Finalmente, o Cleurípedes viu realizado o grande sonho da sua vida: ser bombeiro. Preparou-se durante seis anos para submeter-se ao concurso que lhe permitiu ingressar na mais respeitada de todas as corporações militares. E teve mais: logrou classificar-se entre os cinco primeiros colocados.

Cento e vinte dias depois dos primeiros treinamentos, olha ele vestindo a honrosa farda dos heróicos soldados do fogo! A rigidez do período de capacitação, com exercícios diários de toda ordem – de manhã, de tarde e, às vezes à noite -, mexeu com o comportamento e com a personalidade do Cleurípedes. A estas alturas ele já estava casado com dona Teresinha de Jesus, grande companheira, com quem desabafou assim que recebeu o certificado de conclusão do curso de formação de bombeiro militar:

– Agora, sim, eu sou um homem realizado na vida!

A mulher aplaudiu, e completou:

– Isso merece uma comemoração daquelas, hein, meu nego?

E ele:

– A propósito, tenho uma novidade pra lhe contar… Lá na corporação funciona um sistema disciplinar que pretendo implantar nesta casa.

– Que emocionante, meu amor! – a mulher suspirou, ansiosa – Que sistema disciplinar é esse?

– É o seguinte: quando a campanhia número 1 do alojamento toca, todos nós colocamos o casaco. Quando a campanhia 2 toca, todos descemos pelo pole…

– E o que é “pole”?

– Pole é aquela barra de ferro vertical que liga o chão do térreo com o piso do primeiro andar, onde fica o alojamento. A gente desce escorregando…

– Ah, sei! Já ví no cinema!

– Pois é. E quando, finalmente, a campanhia 3 toca, todos estamos prontos para embarcar no caminhão.

– Que lindo!

– Pois bem, daí pra frente, vamos usar o mesmo método aqui em casa, principalmente nas nossas relações íntimas, certo?

– Ôxi! Pra que esse invenção? Ah, não me venha com moda militar. Aqui não é nenhum quartel de  bombeiro!

Coriolanio fez que não ouviu o protesto da mulher e continuou falando, de olho vidrado e em tom autoritário:

– Preste atenção! Quando eu disser “campanhia 1”, quero você toda nua; “campanhia 2”, quero você saltando para a cama; “campanhia 3”, vamos fazer amor a noite toda! Hoje, eu quero apenas repousar. Mas, a partir de amanhã começa a funcionar o novo regime, certo?

Na noite seguinte, o novo bombeiro já entrou em casa gritando:

– Campanhia 1!

A mulher imediatamente tirou a roupa e ficou peladona.

– Campanhia 2!

A mulher saltou para a cama.

– Campanhia 3!

Eles começaram a fazer amor. Dois minutos depois quem gritou foi a mulher:

– Mangueira 4!

O marido estranhou:

– “Mangueira 4”???!!! Que bubônica é isso?

– Mais mangueira! Você não está nem perto do fogo!

 

 

O milagre do vinho

 

Malandrão e cheio de pilhérias, o Adnorzoel ziguezagueava com o seu carango pela Via Expressa. De repente, ele reparou que ao seu lado havia um guarda rodoviário montado numa moto. Ele encostou o carro na margem da rodovia e o policial chegou junto:

– Pra onde você está indo desse jeito?

– Tô indo pra casa, descansar. Comi demais no piquenique da igreja, sabe seu guarda? Estávamos comemorando o dia em que Jesus multiplicou os pães e os peixes.

– E o que você bebeu?

– Só uns copos de água.

– Estranho… seu bafo tem cheiro fortíssimo de vinho!

– É mesmo, seu guarda? Alelúia! O Senhor realizou mais um milagre!

 

 

Mulher nota 10!

 

Safadão, o Oblênio parou o carro na Avenida da Paz, e  partiu firme pra cima de uma daquelas mulheres que fazem o “trottoir” nas proximidades do Clube Fênix:

– Quanto é o programa?

– Trinta reáu!

– Eu só dou dez!

– Então nada feito. Por esse preço, sem chance…

No outro dia, olha ele de novo no pedaço…

– E aí? Vamos lá? Mantenho firme aqueles “dezinhos”.

– Qualé, meu? Sai fora!

Uma semana depois, o Oblênio foi saindo com a esposa, de carro, do estacionamento de uma superloja situada alí próximo, e aí foi visto pela mundana, que continuava fazendo “ponto” no mesmo local. Ela não perdoou:

– Ei, cara! Com 10 reais você só consegue uma porcaria de mulher dessa, aí!

 

 

Novo irmão

 

O lusitano Manuel Joaquim resolveu visitar um clube de massagem, para relaxar um pouco. Lá pelas tantas o massagista Antiógenes puxou assunto:

– Seu Manuel, o senhor, que é um homem inteligentíssimo, responda esta charada: “É filho da minha mãe, é filho do meu pai, mas não é meu irmão. Quem é?

– Sei lá, ó pá! Quem raios é?

O massagista respondeu:

– Sou eu.

– Bestial, ó gajo! Gostei!

Ao voltar pra casa, o português foi imediatamente perguntando a mulher:

– Ó Meria, responda-me cá uma coisa: “É filho da minha mãe, é filho do meu pai, mas não é meu irmão”. Quem é?

– Sei não, Manél. Quem é?

– É o massagista lá do clube de massagem!

 

 

Com Diego Villanova