Ailton Villanova

17 de Abril de 2018

Velhinho descansado e… prevenido!

Não havia quem dissesse que, apesar da idade, o vetusto Arnulpho Bispo fosse ainda imbatível nas mais variadas transas sexuais, com qualquer tipo de parceira. Ele sempre foi assim. Quando era rapazote, no bairro do Poço, em Maceió, traçava todas as fêmeas disponíveis, entre aquelas que se dava ao luxo de escolher.

A praça Senhor do Bonfim era sua referência, o seu quartel general. Todos os dias, boquinha da noite, estacionava, alí, a sua pessoa e então o mulherio chovia em cima dele. Era um negócio impressionante a performance de seu Arnulpho, principalmente porque ele não era detentor dessas bonitezas todas.

O Arnulpho era um amante incorrigível e insaciável. Casou-se nove vezes, ao tempo em que mantinha dezenas de amantes, no paralelo. Sua fama correu longe, extrapolando os limites de Maceió. Aos 90 anos, continuou mantendo a fama de garanhão. Por conta disso, foi considerado “exemplar fora-de-série”, numa pesquisa universitária, a ponto de despertar a curiosidade da mídia baiana. Nesse embalo, houve uma empresa de comunicação da Boa Terra que se interessou em produzir um programa especial a seu respeito e despachou para Maceió a sua repórter mais experiente – morena de muitas carnes e curvas -, com cancha, inclusive, internacional.

A jornalista baixou no terreiro do velho Arnulpho num começo de tarde e começou a papear com ele. Não demorou muito, olha os dois requebrando na horizontal, em cima de um colchão, cujo molejo lembrava o embalo das ondas do mar! Ato consumado, ele falou para a repórter:

– A menina se incomodaria de ficar segurando o meu pênis, enquanto dou uma descansadinha de dois minutos? Afinal, não tenho a juventude de antes…

– Dois minutinhos? Tá legal.

O velho só descansou um minuto e meio. Em seguida, pegou a baiana novamente e… pimba, pimba, pimba, pimba!

Incrível!

Concluída essa nova etapa de trepagem, ele voltou com o papo de antes:

– Se você me der outra seguradinha, com as duas mãos, enquanto descanso mais dois minutos, garanto que não vai se arrepender.

Sem acreditar no que estava vendo e experimentando, a reboculosa repórter topou a parada e, pimba, pimba, pimba, pimba… Cansadona, ela entregou os pontos! Com as forças que lhe restavam, ligou o gravador e exclamou:

– Inacreditável! Incrível! Fantástico! Sensacional! Quer dizer que o segredo é a mulher ficar segurando o seu pinto, enquanto o senhor dá uma descansadinha, hein?

E o velhinho:

– Nada disso, minha filha. É que a última mulher que passou por aqui furtou o que pôde do meu apartamento, enquanto eu dava uma descansadinha!

 

 

A cruel revelação

 

Hércules Tadeu, o Herculinho, nasceu gordinho, bonitinho, com a carinha de machinho, para orgulho e vaidade de dona Tibúrcia, sua adorada genitora. Aos 10 anos de idade, a mãe já viúva, ele era o atleta mais requisitado da escola, onde, inclusive, batia um bolão na linha de frente do time de futebol. Romário perto dele era pinto!

Mas quando completou quartorze anos… Ai, ai, ai! Começou a mudar de comportamento. Por nadinha revirava os olhos, batia o pé, balançava a bunda e soltava gritinhos histéricos.

Herculinho deixou de jogar futebol e as únicas bolas que passaram a ser de sua preferência, não eram aquelas que todo pebolista conhece. Eram aquelas que os machos conduzem num saco, entre as pernas.

Aos 18 anos Herculinho passou a ser motivo de grande preocupação de mamãe Tibúrcia, que começou a desconfiar dos trejeitos do garotão. Um dia, a conselho de dona Natalícia, vizinha e melhor amiga, ela levou o filho ao médico Orlando Gonzaga, que também é versado nos babados da ciência psicologica.

O doutor examinou detidamente Herculinho, quase virando-o pelo avesso. Depois, o submeteu a um sério interrogatório. Acabou, chamou a mãe num canto do consultório e, com muito cuidado, iniciou um papo delicado com a mesma:

– Olha, madame, sinto muito lhe informar, mas o seu querido filho anda “queimando o frosquete”…!

A mulher arregalou os olhos, meio atônita:

– Queimando o frosquete”?! Por acaso o meu filhinho é algum terrível incendiário?

– Não, não. Quanto a isso a senhora pode ficar sossegada.

– Então, o senhor quer ser mais claro, por favor?

– Está bem. O seu filho está “soltando a rosca”, entendeu?

– Agora é que eu não entendi mesmo! Por favor, doutor, seja mais objetivo! Não me venha com arrodeios. Meu filho está com alguma doença grave, não é?

– Não é nada disso, dona…

– Então, seja franco! Seja claro, doutor! O que é que o meu filho tem? Qual é o problema dele?

– O problema é que ele anda dando o cu adoidado! Mais claro do que isso eu não posso ser!

 

 

Tal e qual o dele!

 

Cumprido todos os trâmites legais, o Instituto Médico Legal encaminhou à Faculdade de Medicina, um cadáver zerado, de indivíduo não identificado. O referido tinha uma particularidade que chamava bastante atenção, por um detalhezinho safado: seu pênis media quase meio metro de tamanho. Foi aquela festa!

Em redor do cadáver, encontravam-se professores e alunos admirando aquela peça descomunal, quando entrou no recinto o serviçal Zacarias Arcanjo, velhinho já aposentado, mas que ainda fazia alguns biscates por lá. Ele chegou mais pra perto do defunto, que se achava espichado numa mesa de mármore – com aquela coisa dependurada, quase chegando ao chão -, e soltou um risinho maroto. Examinou mais atentamente e disse para a turma:

– Puxa! Igualzinho ao meu!

– Tão grande assim, seu Zacarias? – espantou-se uma aluna.

E ele:

– Não… Morto!

 

Com Diego Villanova