Ailton Villanova

14 de Março de 2018

Óculos pra corno cego

Famosíssimo pela sua santidade, padre Cícero Romão Batista costumava repetir o próprio Cristo: “Pior cego é aquele que não quer ver”. Encaixado nesse pensamento filosófico encontra-se o amigão Correínha, por livre e espontânea vontade.

Sua mulher, linda maravilhosa, boa pra cacete, é chegadíssima a um chifrezinho, não importa a hora do dia ou da noite. Apesar das escancaradas dicas dos amigos, Correínha não está nem aí, não se sabe se por conveniência, por inocência, ou porque é cego de entendimento conforme é o dito do santo nordestino padre Cícero.

As vítimas da Margô – esse é o seu nomezinho – alegam que ela é insaciável. Tremenda ninfomaníaca. Faz sexo de todo tipo e espécie, não importando o local onde esteja. O que mais encanta nela é o olhar inocente.

Margô é cativante. Seu corpo é o seu cartão de visita.

E o baixinho Correínha, apaixonadão, doidão de amor por Margô só vê terra onde ela pisa com aqueles seus pezinhos lindinhos de anjo.

Numa determinada tarde, ele voltou pra casa mais cedo que de costume, pinoteando mais do que bode na chuva:

– Amor, a firma está me enviando ao Japão! Não é uma coisa maravilhosa?

– É. – respondeu ela, piscando aqueles seus olhos claros.

– Só não é mais maravilhoso porque não posso levar você comigo…

E ela, sem esconder sua alegria:

– Não tem problema. Basta você me levar no pensamento. Vá, que eu ficarei aqui lhe esperando de braços abertos. Olhe, não se apresse em voltar, viu? Resolva as coisas da firma bem direitinho, com muita calma, tá certo?

Dia seguinte, Correínha estava avionando rumo a Tóquio. Às, pressas ele se desincumbiu das tarefas que lhe foram delegadas e aproveitou a sobra do tempo para conhecer as novidades da capital nipônica. Numa loja de modernidades encantou-se por um óculos cheio de tecnologia, que mostrava as pessoas peladas.

Correínha experimentou o óculos e começou a ver todo mundo nu, principalmente as mulheres. Vibrou!

Pôs os óculos… peladas! Tirou os óculos… vestidas!

Que maravilha! Correínha voltou pra casa louco para mostrar a novidade à querida esposa.

No avião, se sentia o máximo vendo as aeromoças todas despidas.

Quando chegou em casa, colocou rapidinho os óculos para flagrar a Margô peladona. Abriu a porta e… tchaaaannnn! Lá estava a Margô e o seu patrão (dele, Correínha) peladões. No sofá da sala.

Tirou os óculos… pelados!

Botou os óculos… pelados!

Decepcionado, Correínha atirou os óculos no chão:

– Porcaria! Essa merda já quebrou! Esses produtos japoneses só têm propaganda!

 

Conselho médico

Doutor Pitecantropo decidiu abrir o jogo com seu paciente mais complicado:

– Decidi ser sincero com o senhor, seu Milton. O senhor só tem seis meses de vida.

– Só seis meses, doutor?!!! E agora, o que é que eu faço?

– Se eu fosse o senhor me casaria com uma mulher velha, chata bem feia e me mudaria para a Argentina.

– Por que, doutor?

– Porque iriam ser os seis meses mais longos da sua vida.

 

Pregos e ovos

Vildomar subiu no ônibus e foi sentando ao lado de uma velhusca quando esta avisou:

– Cuidado com os ovos, meu filho!

Ele olhou para o banco e viu um pequeno embrulho:

– Desculpe, minha senhora, eu não sabia que neste pacote tinha ovos.

– E não tem. São pregos!

 

Fugindo aos poucos

Numa prisão portuguesa, o Manuel foi colocado numa cela junto com um gajo estranhíssimo. O gajo era leproso.

Com o passar do tempo, caiu uma unha do leproso e ele próprio a jogou pela janela. A seguir, aconteceu o mesmo com um dedo, uma orelha, etc. Manuel não suportou a situação quando o leproso atirou pela janela uma de suas mãos que havia caído…

Manuel chamou um guarda e avisou que queria falar em particular com o diretor do presídio. O guarda o levou lá e ele abriu o jogo:

– Olha, doutoire, eu não sou dedo duro, mas meu colega de cela esta fugindo aos poucos!

 

Jóia e maconha

Jotalênio José, o Jotajó,  sujeito inteligentíssimo, resolveu melhorar de vida e procurou o conselho de um velho conhecido, que, por sinal, é um tremendo gozador. Este alojou no seu ouvido a seguinte ideia: “Tu vais ao Rio, sobes num daqueles morros, compras um monte de maconha e umas joias fajutas, falsificadas, pra vender aqui. Tá dando um dinheiro besta!”

Jotajó, o inteligente, vendeu tudo o que tinha, inclusive o carro velho, se mandou pro Rio e gastou a grana toda – metade joias, metade maconha.

Na volta, encontrou no aeroporto um antigo conhecido, que agora trabalhava na Polícia Federal, e este perguntou:

– E aí, Jotajó, tudo joia?

– Não, não. Apenas a metade. O resto é maconha!

Ele ainda está na cadeia.

 

Com Diego Villanova