Blog do Dresch

9 de Março de 2018

CCJ rejeita projeto de liberação dos jogos de azar

Nem mesmo o governo contava com essa derrota. O Projeto de Lei que previa a legalização dos cassinos e dos jogos de azar no Brasil foi derrotado por 13 a 2 na Comissão de Constituição e Justiça. O relator do projeto é o senador Benedito de Lira (PP-AL). Como o projeto não é terminativo no colegiado e já havia sido aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Nacional (CDN) ele será encaminhado ao plenário, mesmo com parecer contrário é legalização de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que apresentou voto em separado. Mas caberá ao presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE) colocar ou não o projeto em votação.

CCJ derruba jogos de azar 2

O governo federal vislumbrava a possibilidade de aprovação do PL, de olho na tributação que o segmento proporcionaria, algo em torno de R$ 18 bilhões, além de gerar cerca de 400 mil empregos. Mas ainda acredita que a liberação para o funcionamento dos cassinos ainda pode passar. O projeto rejeitado pela Comissão por 13 a 2, é de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), sendo que somente ele e o senador Benedito de Lira votaram favoravelmente ao texto na comissão. Um outro projeto de legalização tramita na Câmara dos Deputados, mas a tendência é de que a discussão somente seja reaberta após a posse de uma nova legislatura, em 2019.

Investigando o vazamento

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) reiterou ontem que pretende saber de onde partiu o vazamento da informação sobre o pedido de quebra do sigilo bancário do presidente Michel Temer. Na última terça feira, o ministro Barroso mandou investigar o vazamento da decisão que proferiu para acessar as transações financeiras de Temer, dentro do inquérito que apura suposta prática de corrupção na edição de um decreto do setor portuário no ano passado. Relator no caso no STF, o ministro observou que, ao pedir acesso à decisão, a defesa de Temer utilizou números do processo que registram procedimentos “absolutamente sigilosos”. Por isso, Barroso determinou à Polícia Federal a investigação de “novo vazamento” dentro do mesmo inquérito. A defesa do presidente negou o vazamento.

Ronda chega a orla

Lançada ontem a expansão do programa Ronda no Bairro, que agora chega ás comunidades da orla marítima da capital alagoana. A solenidade, que aconteceu no Hotel Ritz Lagoa da Anta, contou com a presença do governador Renan Filho e do coordenador do programa, coronel Maxwell Santos, além de lideranças comunitárias, empresários e moradores em geral. O programa agora irá abranger ás comerciais de Jaraguá, Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, Cruz das Almas e Jacarecica, com 22 patrulhas distribuídas em perímetros delimitados de acordo com o planejamento que foi elaborado nos 12 km de cobertura.

Ronda chega a orla 2

Seguindo a mesma metodologia implantada no bairro do Jacintinho, marco inicial do programa, o trabalho inclui ainda uma equipe de Articulação e Mobilização Social, da qual faz parte uma equipe multidisciplinar (psicólogas, assistentes sociais e cientista social), que é responsável pelo reconhecimento e encaminhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, aos órgãos estaduais e municipais competentes. A equipe igualmente organiza intervenções culturais em espaços de convivência mútua e cria parcerias para proporcionar atividades de lazer para a juventude carente local.

Cabral exige direitos

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que cumpre pena em Curitiba, voltou a apelar por seus direitos atrás das grades. Ele disse que, desde que foi transferido para o Complexo Médico de Pinhais, em 18 de janeiro, somente conseguiu falar com seu advogado por meio de interfone, sem direito a uma audiência privada. “Meu direito de defesa está prejudicado. Neste tempo em que estou no Paraná não tive direito de estar com o meu advogado nem com a minha família. Estou sendo cerceado no meu direito de defesa” assinalou o ex-governador carioca. O advogado Rodrigo Roca disse que está apelando ao Supremo Tribunal Federal para que seu cliente volte para o Rio de Janeiro.

 

Cabral exige direitos 2

O advogado de Cabral disse ainda que “ se espera que seja feito algo factível em termos de exercício da ampla defesa. Há uma liminar nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que ainda não foi decidida, e nós esperamos que nos próximos interrogatórios o ex-governador possa se defender de forma ampla, como quer a Constituição” protestou Roca. Para o Ministério Público Federal, a transferência de Cabral do Rio para Curitiba se justifica pelo fato de que todos obedeciam ao preso, e a Cadeia Pública de Benfica no Rio servia como hospedagem de luxo para a pena do ex-governador.

  • Um indiano de 31 anos de idade foi submetido a uma cirurgia de alto risco para retirar um tumor cerebral de 1,87 kg, considerado o maior do mundo. O procedimento foi realizado em um hospital de Mumbai.
  • Uma equipe de cirurgiões do Hospital BYL Nair decidiu realizar a cirurgia, depois de autoridades de saúde de várias cidades negarem a ajuda, por considerarem o procedimento extremamente arriscado.
  • Trimurti Nadkarni, professor e chefe do Departamento de Neurocirurgia do BYL Nair, disse que o paciente foi internado em fevereiro, ao chegar no hospital com “duas cabeças”.
  • O paciente foi submetido a uma série de exames e na tomografia foi possível visualizar que o tumor teria se desenvolvido em ambos os lados do cérebro, através dos ossos do crânio.
  • Nos dias seguintes à cirurgia, o paciente indiano permaneceu em terapia intensiva com respiração assistida.
  • Os chefes do hospital garantiram que este foi o maior tumor cerebral já retirado (30x30x20), superando um caso anterior, onde o tumor pesou 1,4 kg.