Ailton Villanova

1 de Março de 2018

Dedução inteligente da loura!

Maria Antiógena é a prova viva de que nem toda loura é desinteligente. Trinta e cinco anos de idade, ela passou uma década para sair do 2° ano primário. Hoje cursa a 4ª. Série do fundamental de certo colégio destinado a alunos cujos pais são cheios da grana. Antiógena tem duas coleguinhas do peito – a Teobalda e a Maria Oxítona –, lourinhas talqualmente a própria.

Certa noite, aí pelas 10, ao saírem do colégio, as três testemunharam o ataque de um tarado a uma colega. Logo, inúmeras pessoas acudiram a vítima, enquanto o marginal se mandava com os pés batendo na bunda. Uma semana depois, Antiógena e as amigas Teobalda e Oxítona eram convocadas à depor no inquérito aberto para apurar o delito, na qualidade de testemunhas oculares. Chegaram lá, o delegado apresentou a fotografia de um suspeito e disse às três:

– Observem bem esta foto e me respondam se esse elemento é o mesmo meliante de quem falam.

A galeguinha Teobalda adiantou-se e garantiu:

– É ele mesmo, doutor! É o safado!

– Como a senhorita tem certeza disso?

– Ele só tem um olho!

E o delegado:

– Não, minha filha… Ele não tem um só olho. Não está vendo que é uma fotografia de perfil?

Feita a observação, o delegado virou-se para a segunda loura, a Oxítona, e indagou:

– É este o homem?

– É, sim. Só tem um olho!

– Não, não, minha querida. Já disse que é uma foto de perfil!

O delegado, então, chamou a terceira loura, justo a Antiógena:

– O homem é o tarado mesmo?

– Sem dúvida, doutor. É o cara mesmo. E tem mais: ele usa lentes de contato!

O delegado ficou espantado com aquela observação. Pediu licença, foi ao computador do cartório e conferiu as informações do suspeito. Confirmou que realmente o cara usava lentes de contato. Certo de que estava com a testemunha-chave à sua frente, o delegado completou:

– Como a senhorita sabe que o suspeito usa lentes de contato?

E ela:

– Elementar, caro doutor. De que jeito esse cara pode usar óculos se tem só um olho e uma orelha?

 

Ahrrááá! É você, hein?!

O velho Aldegundes Peroba se encontrava na sala de cirurgia para operar uma hérnia que o incomodava havia um tempão. Antes de submeter-se à anestesia, entra o cirurgião de luvas e máscara, pronto para começar o serviço. Nesse momento, seu Aldegundes, muito excitado, apontou o dedo para ele:

– Ei, doutor! Não adianta disfarçar. Pode ir tirando essa máscara, que eu já lhe reconheci!

 

Não viu o poste!

Depois de uma bruta farra numa quebrada da cidade, os amigos Ari Canduva e Lula Terebentino voltavam para casa, de carro. A certa altura do trajeto, Terebentino gritou para o parceiro:

– Olha o poste, Ari! Olha o poste!

No que respondeu o outro:

– Quem está dirigindo é você, porra!

Os dois acordaram dia seguinte, no hospital.

 

Testículos demais!

Triconaldo Barbosa achava que era um fenômeno da natureza. Tinha três testículos e vivia se gabando desse particular. Era conhecido como “Naldão três Cês” e não perdia a chance de alardear a sua triplicidade testicular. Certa noite, liso, meio cachaçudo e querendo beber mais à custa de algum otário, sentou à mesa de um boteco e tentou esnobar pra cima de um cara que bebia sua cervejinha, tranquilo, escorado no balcão:

– Tô a fim de uma apostazinha. Ô parêia, quer apostar como nós dois temos cinco bolas?

Sem se perturbar, o cara respondeu:

– Quer dizer que você só tem um testículo?

 

Coisas de cão  

O popular Epifânio Calixtrato visitava o amigo Zenóbio Porciúncula na hora do Jornal Nacional. De repente, cortaram a exibição do noticioso para entrar o no ar o chatérrimo horário político. Aliás, um debate entre candidatos. Quem mais prestava atenção era o Xaveco, o cão da casa. De orelha em pé, ele não tirava os olhos da tela, no que observou o visitante:

– Mas que coisa interessante, Zenóbio! O cachorro parece entender o que esses políticos aí estão discutindo!

– Claro! Uma cachorrada dessa só sobrou pro coitado!

 

Vendedores e suas histórias

Num simpósio sobre vendas, realizado no centro de convenções, três campeões nas suas respectivas especialidades contavam vantagens. Com a palavra, tentou esnobar o primeiro:

– Vocês acreditam que uma vez vendi um televisor de 60 polegadas para um velhinho cego?

O segundo vendedor fez pouco caso:

– Ah, pô! Isso é besteira! Melhor fui eu, que vendi um aparelho de som último tipo, para um velhinho surdo!

O terceiro entrou de sola:

– Eu vendi um relógio cuco para uma loura sensacional!

– E o que tem isso demais? – estranharam os dois colegas.

– Acontece que eu a convenci levar também ração pro o passarinho, com duração para um ano!

   Com Diego Villanova