Blog do Dresch

7 de fevereiro de 2018

O vergonhoso privilégio do auxílio-moradia

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Mesmo estando entre as pessoas mais ricas do país, alguns ministros do governo Michel Temer ganham ajuda mensal dos cofres públicos para morar e comer. Um deles é Alexandre Baldy, ministro das Cidades, que tem à sua disposição um apartamento funcional com mais de 200 m2, apesar de ser dono de uma mansão no Lago Sul (área nobre de Brasília), adquirida em 2016 por R$ 7,6 milhões. Outro ministro privilegiado é Henrique Meireles, da Fazenda, que recebia R$ 7.337 de auxílio-moradia e R$ 458 de vale-refeição ao mês. Quando decidiu ser candidato à presidência teve o auxílio cortado (em novembro de 2017), mas manteve o vale-refeição. A remuneração de Meireles é de R$ 30.934 por mês.

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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi já chegou a fazer parte da lista dos mais ricos do Brasil, segundo a revista Forbes, com um patrimônio de mais de R$ 1,2 bilhão, e também tem imóvel funcional à disposição na capital federal, mesmo assim recebe o benefício mensalmente. Eliseu Padilha (Gabinete Civil) e Helder Barbalho (Integração Nacional) também recebem auxílio-moradia e vale-refeição. Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) igualmente recebe todo o mês R$ 458 de ajuda para alimentação. Recentemente a Folha de São Paulo mostrou que integrantes da cúpula do judiciário (26 ministros de três tribunais superiores) igualmente recebem auxílio-moradia.

 

Pelo fim do benefício

Como atacar a corrupção no país, se o próprio Ministério Público Federal e o Judiciário como um todo, se locupletam com verbas públicas para manter os privilégios? O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação lava Jato, recebe R$ 6.659,73 de verbas indenizatórias, sendo R$ 4.377,73 de auxílio moradia e o restante de auxílio-alimentação (R$ 884,00) e auxílio-pré-escola (R$ 1.398,00). Estes tipos de benefícios não estão sujeitos ao teto constitucional. Além disso, o procurador tem imóvel próprio em Curitiba e recentemente adquiriu dois apartamentos, à vista, de um prédio do programa Minha Casa Minha Vida, sem usar o financiamento. Além dele, uma reportagem mostrou que também os juízes Sérgio Moro e Sérgio Bretas, ambos da Lava Jato, recebem o auxílio-moradia mesmo tendo imóveis nas cidades onde trabalham.

Visita técnica do Denatran

O presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Maurício José Alves Pereira participou em Alagoas de uma reunião com técnicos operacionais do Detran/AL, onde avaliou os projetos desenvolvidos pelo órgão no Estado com o auxílio de novas tecnologias, que colocaram o órgão em destaque no cenário nacional, facilitando o relacionamento com o público usuário dos serviços e ao mesmo tempo consolidando a política de trânsito desenvolvida em Alagoas. No final de semana, o presidente do Denatran acompanhou uma operação da Lei Seca e salientou que o processo de abordagens atende aos critérios estabelecidos nacionalmente e que o êxito da operação em Alagoas reflete na redução de acidentes registrados no Estado.

O alcance do Bolsa-Família

O programa Bolsa-Família tornou-se uma dependência para grande parte da população brasileira. Em todo o país, 21% recebem o benefício. Em Alagoas, 38% da população depende do Bolsa-Família. De acordo com um mapa estatístico do Ministério do Desenvolvimento Social, abrangendo as regiões Norte e Nordeste, o estado do Maranhão ocupa a primeira posição, com 48% dos maranhenses amparados pelo programa. Depois aparecem os estados do Acre e do Piauí com 43% cada um, seguidos do Pará e da Paraíba onde 39% da população dependem do benefício. O sexto lugar fica com Alagoas, seguida por Amazonas, Bahia e Ceará (todos com 37%) e Sergipe e Pernambuco com 36 %.

O alcance do Bolsa-Família 2

De acordo com a coordenadora do Programa Bolsa-Família em Alagoas, Maria José Cardoso, o resultado divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, não é surpresa “pois reflete a realidade do Estado, onde 409 mil famílias receberam o benefício em janeiro deste ano”. Ela lembrou ainda que Alagoas ainda ostenta os piores índices de desenvolvimento humano. Ela atribui ainda, o grande número de dependentes do programa no Estado aos índices de desemprego registrados, e ainda as consequências da monocultura da cana-de-açúcar.

 

É grande o desemprego

Apesar da melhora recente, o País ainda contava com 12.311 milhões de pessoas em busca de emprego no quarto trimestre de 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE. Por outro lado, o número de desocupados cresceu 2% no período de um ano, o equivalente a criação de 1.846 milhão de postos de trabalho. Há menos 31 mil desempregados em relação a um ano antes, o que equivale a um recuo de 0,3%. Como consequência, a taxa de desemprego passou de 12% no quarto trimestre de 2016, para 11,8% no quarto trimestre de 2017.

 

 

  • O número de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) aumentou entre os mais jovens nos últimos anos. Segundo o estudo, os casos registrados em pessoas com menos de 45 anos, aumentaram em 62%.
  • Entre 2005 e 2015, os pesquisadores registram mais de 2.500 ocorrências, das quais 7,5% aconteceram em pessoas nesta faixa etária.
  • O trabalho foi desenvolvido pela Universidade de Joinville, Santa Catarina, e segundo o coordenador Norberto Cabral, a causa do aumento pode ser a alimentação.
  • “Uma das explicações pode ser a obesidade. No mundo inteiro as pessoas morrem mais por excesso de comida do que pela falta dela” afirmou o neurologista.
  • Existem dois tipos definidos de Acidente Vascular Cerebral: o isquêmico (quando acontece um entupimento da artéria que leva sangue ao cérebro e que é o mais comum) e o hemorrágico (quando a artéria se rompe e extravasa sangue para o cérebro).
  • O importante é identificar os sintomas e encaminhar o paciente, no menor tempo possível, para um hospital de urgência e emergência.