Ailton Villanova

30 de Janeiro de 2018

Finalmente, melhorou a pontaria!

Nas festas de Natal e Ano Novo em Bebedouro, o distinto Altamiro Alimonda batia todos os recordes de conquista amorosa. Toda garota em disponibilidade ele papeava, partia para o arrocho no oitão da igreja de Santo Antônio, onde havia um escurinho alcoviteiro joiado, e, depois partia para outra. Apesar da fama de “don Juan”, ele estava sempre de bem com o mulherio.

Amado pelas cocotas e odiado pela rapaziada, o Altamiro ia administrando tranquilo sua vida de sucesso perante o sexo frágil – as meninas se assanhavam todas quando batiam os olhos na boniteza dele.

Vaidoso e meio sádico, Altamiro gostava mesmo de maltratar os corações femininos, à exceção feita ao de sua mãe, dona Gumercinda. Mas (há sempre um “mas” nessas histórias), um dia ele caiu de amores por uma garota que havia se mudado recente para o bairro. O amor foi crescendo na medida em que Ritinha (esse é o nome dela) o desprezava.

Funcionário da Petrobras, Altamiro Alimonda gastou exatos 15 anos para conquistar o coração de Ritinha, depois de ter gastado uma nota preta na aquisição de presentes caríssimos destinados à garota.

Casaram-se, finalmente, numa cerimônia cheia de pompa e conseguiram viver 18 anos juntos. A iniciativa do divórcio partiu do próprio Altamiro. Na primeira audiência com o juiz de paz, a qual compareceu apenas o requerente, o magistrado  perguntou:

– Qual a razão do pedido de divórcio, senhor Alimonda? Aqui nos autos não está bem explicado.

– É que minha esposa, apesar da sua carinha de santa, é muito violenta, doutor!

– Esclareça melhor esse detalhe, por favor.

– Bem, excelência, ela tem um ciúme danado, sabe? De modo que, por qualquer discussãozinha à toa, ela pega o que encontra pela frente e atira na minha cabeça!

– Há quanto tempo ela vem tendo esse tipo de comportamento?

– Há uns 10 anos…

– E por que só agora o senhor resolveu se separar?

– Porque só agora a pontaria dela melhorou cem por cento!

 

Na hora certa 

Num cantinho daquele hospital público, um paciente gemia desesperadamente e se contorcia todo. O companheiro da maca vizinha perdeu a paciência e, com voz bem fraquinha, chamou a enfermeira:

– O que ele tem? Será que vai morrer?

Impassível, a enfermeira respondeu:

– Infelizmente, chegou a hora dele. Ele está nas últimas.

– E porque  não o levam logo para o necrotério?

– Mas isto aqui é o necrotério!

 

Bem melhorado

      O paciente voltou ao consultório do doutor Artur Gomes Neto (especialista em doenças do tórax , cirurgia dos pulmões e afins) para uma avaliação do seu estado de saúde. O médico o encarou e disse:

– Por favor, seu Antigônio, dê uma tossida de leve, para eu ver como estão os seus pulmões.

O infeliz quase morreu de tanto tossir. Por pouco não botou o coração pela boca.

E doutor Artur, demonstrando satisfação:

– Muito bem, seu Antigônio! O senhor está tossindo bem melhor!

– Também pudera, né, doutor? Passei a noite toda treinando…

 

Assassino silencioso

Acusado de ter praticado um crime bárbaro, um tal de Antiógenes foi levado a presença da autoridade policial, que de imediato deu início à oitiva pertinente ao auto da prisão em flagrante:

– Por que o senhor matou a sua mulher a facadas, seu Antiógenes?

– É que eu não quis acordar as crianças com barulho de tiros, sabe, seu delegado?

 

Seria ele hipocondríaco?

Num desses hospitais públicos em que o médico dedica de 10 a 15 segundos a cada paciente, a enfermeira chegou para o esculápio de plantou e perguntou:

– Por favor, doutor, o que eu devo dizer ao paciente do leito 32?

– Nada. Esse aí não tem nada. Ele pensa que está doente.

No outro dia, o mesmo médico passava pela enfermaria e perguntava à mesma enfermeira:

– Cadê aquele paciente do leito 32, dona Lucy?

Ela respondeu:

– Está no necrotério. Ele pensa que está morto!

 

Presentaço   

 

Folgadões, os amigos Joseildo Hipólito e Serivaldo Diniz bebiam uma cervejinha esperta, no Bar do Duda, localizado em Mangabeiras. Em dado momento, o primeiro soltou um arroto arretado, alisou a barriga adiposa, respirou fundo e comentou, com certo ar de felicidade:

– Como o tempo passa rápido, né, mano velho. Ano passado, nessa mesma época de final de ano, eu dei um presentaço pra minha mulher, em comemoração as nossas Bodas de Prata de casamento…

– Não me diga que foi um carro…

– Melhor. Mandei-a pra uma viagem ao Japão!

– Que beleza, mano! Ora, se nas Bodas de Prata tu mandou tua mulher pro Japão, até posso imaginar o que irá dar pra ela nas Bodas de Ouro, hein?

E o Joseildo:

– Acho que vou trazê-la de volta!

 

Com Diego Villanova