Ailton Villanova

26 de Janeiro de 2018

Era só o entregador…!

Dono de uma conceituada empresa de prestação de serviços, doutor Polidônio Praxedes entendeu que era chegada a hora de dar uma sacudida no estilo de administração da sobredita, a fim de torna-la mais moderna e dinâmica. Aí, por indicação da associação dos empresários do setor, contratou um tal de Antípodas Romão, sujeito boçal ao extremo, para gerenciar o setor de recursos humanos.

Antípodas já chegou cheio de banca, disposto a balançar as bases e botar a empresa sob seus pés. Primeira providência que adotou foi contratar seis assessores tão boçais quanto ele. Em seguida, partiu para o ataque, começando por inspecionar o setor de embalagem de produtos de escritório. Encontrou todos trabalhando satisfeitos e felizes, mas viu ali uma boa oportunidade para demonstrar sua filosofia de trabalho: uma rapazinho com cara de folgado, encontrava-se escorado no balcão de atendimento, assobiando uma musiquinha. Chamou-o cheio de arrogância:

– Ô rapaz, quanto você ganha por mês?

– Duzentos cruzeiros! – respondeu o cara sem saber do que se tratava.

Então, o gerente boçal meteu a mão no bolso, tirou 200 cruzeiros e deu pro cara, dizendo:

– Estão aqui os seus 200 cruzeiros deste mês. Agora, suma daqui e não volte mais!

O camarada embolsou a grana, montou numa bicicleta e se mandou o mais depressa que pôde. Enchendo o peito, o gerentão perguntou ao grupo de funcionários que testemunhou a cena:

– Algum de vocês sabe dizer que tipo de trabalho esse sujeito repugnante fazia aqui na empresa?

Um dos funcionários respondeu:

– Ele nunca trabalhou aqui. É apenas o entregador de pizza de um restaurante daqui de perto!

 

Pode dispor!

O dono da determinada empresa Garrido & Garrido inspecionava a casa, de manhã logo cedo. De repente, avistou uma ponta de cigarro no chão. Chamou o serviçal e perguntou:

– Seu Elias, de quem é essa “tóia” ai no chão?

– Não é minha não, patrão. Pode pegar pro senhor.

 

Salário melhor

Terminada a limpeza do dia, a faxineira se vira para a patroa e dispara:

– Pronto, doutora Socorro. São 50 reais!

– Cinquenta reais?! Mas que absurdo, Maria de Fátima! Você sabia que eu não ganho isso como professora?

– E por que a senhora acha que eu parei de dar aulas?

 

A cobaia

Melanias entrou em casa, eufórico. De olho brilhando, ele se dirigiu a esposa:

– Minha querida, você não sabe da novidade…

– Que novidade?

– Arrumei um emprego de cobaia para novos remédios!

– Mas não é perigoso para sua saúde, meu nego?

– Nem um pouco. O emprego é pra sua mãe!

 

Sogro disciplinado

Os amigos Odisbaldo Limoeiro e Estônio Camilo bebiam uma cervejinha na praia de Pajuçara e conversavam amenidades. Em dado momento, o tema do papo mudou para a área familiar:

– Vou te contar um barato, Estônio: embora morando sob o mesmo teto, o meu sogro, seu Abrólio, ficou seis meses sem falar com a minha sogra.

– Pô, meu! Tanto tempo assim?! Qual foi o motivo?

– Ele não queria interrompê-la!

 

Talhado para a função

Em uma entrevista para emprego, o candidato intitulado Itamar Tozo gabava-se perante o diretor de recursos humanos a quem fora encaminhado:

– Acho que preencho todos os requisitos exigidos por esta firma, mas tenho apenas um detalhezinho que poderia me atrapalhar um pouco: sou surdo.

E o RH, exultando:

– Ótimo! Você vai para a seção de reclamações!

 

Surprêêêsa! Tchaaannn!

A coleguinha Fatinha Vasconcellos voltou para casa mais cedo e flagrou a empregada bebendo seu champanhe caríssimo, que havia comprado para o réveillon. Aí, deu a bronca:

– Estou surpresa, Januária!

– E eu mais ainda, doutora! Pensei que a senhora ainda estivesse no trabalho!

 

Com Diego Villanova