Ailton Villanova

25 de Janeiro de 2018

Namorado inconveniente

Babacão, entretanto persistente, o José Lindomar Martins apaixonou-se pela donzela Meire Jane, coisa mais linda do mundo e caçula do casal Ataxerxes/Magnalda. Ele meteu na cachola que aquela era a mulher de sua vida e, tanto pegou no pé da garota que ela acabou concordando em namorá-lo.

Lindomar não deixava a garota em paz. Toda hora estava ligando para o celular dela, fazendo eternas juras de amor e promessas mil.

Para o leitor ter uma ideia de como cara era grudento, ele optou por deixar o emprego, somente para estar perto da amada. E isso foi a gota d’água no relacionamento dos dois: Meirinha o mandou para a casa da peste. Desde cedo era esse o seu desejo, a sua intenção.

Antes, porém, aconteceu o episódio que vai contado a seguir:

Num sábado, perto da meia-noite, os dois voltavam do cinema e na hora da despedida na porta da casa da amada, Lindomar agarrou-a pelo braço e pediu:

– E o meu beijo, meu amor?

Muito pudica, a moça reagiu:

– Nada disso! Beijo só mais tarde, quando estivermos noivos e bem pertinho do casamento, isto se chegarmos lá…

– Mas o que é isso, minha adorada? Um beijinho só! A rua está escura e a vizinhança toda está dormindo. Só um umzinho…

– Não, não é nãããããoooo!

Nesse momento, apareceu no portão a irmã mais velha de Meire Jane, com a maior cara de sono. Depois de um bocejo, ela disse:

– Meirinha, o nosso pai me pediu para lhe dizer que você dê logo esse beijo nesse cara chato. Se você não der, eu mesma farei isso, de ordem do papai. Ele também mandou dizer a esse imbecil que ele tire a mão do interfone, porque nós estamos querendo dormir!

 

Negócio empacado

Amigões inteligentíssimos, Jotajó e Bejota decidiram comprar um taxi em sociedade. Mas logo no primeiro dia de trabalho, Bejota desistiu:

– Jotajó, acho que não fizemos um bom negócio. Nós rodamos o dia todo e não pegamos nenhum passageiro!

 

Efeito do álcool

No auge da festa de aniversário do amigo Esmeraldino Pompeu, o Araquênio Pinto, sujeito chato pra burro, aproximou-se de uma gatinha solitária que se achava pensativa num canto da sala, e soltou a cantada:

– Pô! Sabe que o álcool deixa você mais linda do que nunca?

A moça indignou-se:

– Você está maluco? Fique sabendo que eu não bebi uma única gota de álcool!

E ele:

– Você, não… Mas eu bebi todas!

 

Cornança amiga

Altamente biritado, o tal de Metilênio apelava para o amigo Arquibaldo:

– Tu tens que transar com a minha mulher, cara!

– Que papo de otário é esse, rapaz?! Por que eu tenho que transar com a sua mulher?

– É porque a sua transa tão bem que tu tens que ensinar a minha a transar igual!

 

Incrível mesa!

Há muitas décadas, num determinado restaurante de beira de estrada, ali pelas bandas de Arapiraca, havia uma mesa incrível: ela pensava, refletia, raciocinava. E mais: advinhava. Por conta disso, era a maior atração do lugar. Sabendo disso, o caminhoneiro sergipano conhecido como Correião, duvidou da história:

– Isso não existe! É conta da Carochinha! Só acredito vendo!

Um dia, passando pelo famoso restaurante, ele resolveu conhecer a mesa pensante. Parou o seu autocarga no estacionamento e esperou na fila a oportunidade de conversar com a mesa. Quando chegou a sua vez, pôs a mão em cima dela e desafiou:

– Qual é a minha idade?

A mesa levantou uma perna e deu 50 pancadas no chão.

– Que dia é hoje?

A mesa levantou a perna e deu doze pancadas no piso.

Abismado, Correião comentou:

– Puxa vida! Minha mulher é quem gostaria de ver isto. O que será que ele está fazendo esta hora?

Imediatamente a mesa virou e abriu as pernas!

 

Com Diego Villanova