Blog do Dresch

13 de Janeiro de 2018

Ministro expande patrimônio e é o Rei da Soja

 

                  O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, consolidou seu título de Rei da Soja, ao arrematar por R$ 2,2 bilhões a Fazenda Itamarati, no Mato Grosso e que pertenceu ao antigo Rei da Soja, o empresário Olacyr de Moraes. A fazenda é “um mundo de terra”, com 105 mil hectares, dos quais 55 mil dedicados a agricultura, em especial ao plantio da soja. Da área total da fazenda, que pertencia aos herdeiros de Olacyr, além da agricultura, também tem a pecuária e uma área de reserva ambiental. Na propriedade há 11 pistas para pousos e decolagens, hangar, dezenas de silos, e uma vila com centenas de funcionários da fazenda.

Inflação da terceira idade

                   O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira  Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente composta por indivíduos com mais de 60 anos de idade, fechou 2017 com 3,80%. A taxa é inferior à registrada em 2016, que alcançou 6,07%, Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os alimentos passaram de uma deflação (queda de preços) de 2,19% no terceiro trimestre para uma inflação de 0,45%, especialmente pela alta de hortaliças e legumes, que passaram de uma deflação de 16,26% pra uma inflação de 7,60% no quarto trimestre. Outras classes de despesas que contribuíram para a alta foram: saúde e cuidados pessoais e habitação. Cinco grupos tiveram queda na taxa do terceiro para o quarto trimestre. Transportes (de 3,1% para 2,51%); vestuário (de 0,62% para -0,07%); educação, leitura e recreação (de 1,42% para 1,11%); comunicação (de 0,40% para 0,20%) e despesas diversas (de 0,74% para 0,65%).

Cassada liminar do Marceneiro

                   O magistrado André Tobias Granja, da Justiça Federal, cassou a liminar que suspendia as atividades do empreendimento Vila dos Pescadores, na Praia do Marceneiro, no município de Matriz do Camaragibe. As atividades no local haviam sido suspensas após uma ação movida pelo Ministério Público Federal. O Juiz garantiu que o réu apresentou elementos identificadores de uma nova realidade, e que a licença concedida pelo Instituto do Meio Ambiente, garante apenas a aprovação da localização e a viabilidade ambiental do projeto. O Magistrado deixou claro em seu despacho, que para o início das obras o empreendimento necessitará da concessão de licença de instalação.

Muito mais que uma clinica

                   Um princípio de incêndio em um dos cômodos de uma clínica para recuperação de dependentes químicos, em Londrina no Paraná, parecia mais uma simples ocorrência para o Corpo de Bombeiros da cidade. Acionada, uma equipe foi ao local, e após debater o fogo e fazer o rescaldo, surpresa! Os bombeiros se depararam com uma plantação de maconha de alta tecnologia. Várias estufas aclimatadas para estimular a produção, através de aparelhos de ar-condicionado. A iluminação também era específica para acelerar o crescimento da planta. Dentro das estufas foram encontrados 500 pés de maconha em diferentes estágios.

Muito mais que uma clínica 2

                   Segundo a Polícia Militar, que também esteve no local, a linha de produção era organizada. A maconha colhida era desidratada, moída e acondicionada em pequenas porções. O produto continha selo e embalagem. No local a polícia apreendeu 3 kg da droga já pronta para o consumo. A PM disse não ter encontrado no local nenhum representante da clínica ou mesmo algum paciente. A clínica foi interditada. Os pés de maconha e todo o aparato de equipamentos usados na linha de produção da cannabis foram levados para a Central de Flagrantes da Polícia Civil de Londrina. Nenhum representante do Centro de Tratamento e Reabilitação Psicossocial foi encontrado, e até o site da clínica saiu do ar.

A nova “Cadeia da Legalidade”

                   Uma iniciativa bem sucedida, comandada pelo então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, criada em agosto de 1961, que garantiu ao vice-presidente João Goulart a posse na vaga deixada pela renúncia de Jânio Quadros está se repetindo em Porto Alegre. Na oportunidade Brizola criou a Cadeia da Legalidade, uma espécie de cadeia de rádio espalhada por todo o país. A ideia ressurge agora, no dia 24, quando estará em jogo a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com julgamento marcado para a capital gaúcha.

A nova “Cadeia da Legalidade”2

                   Foi na capital gaúcha que o governador Brizola requisitou os transmissores da Rádio Guaíba, e comandou de dentro do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, a resistência aos militares que tentavam impedir a posse de Jango. Através de ondas curtas e médias, Brizola acabou sendo ouvido em todo o país, com várias emissoras transmitindo seu discurso que aumentou a mobilização nacional e João Goulart assumiu a Presidência. Agora, a Rádio Democracia, que está sendo montada para transmitir os acontecimentos do próximo dia 24, em cadeia com rádios de todo o país. Até o início desta semana, 270 emissoras estavam cadastradas para a transmissão. São Rádios Comunitárias, Rádios Livres, Rádios Educativas e Rádios Estatais que estarão acompanhando o julgamento de Lula.

  • O governo do Equador, anunciou que concedeu a nacionalidade equatoriana ao fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, que está refugiado na Embaixada daquele país em Londres, desde 2012.
  • A informação foi prestada pela Ministra das Relações Exteriores do Equador, Fernanda Espinosa.
  • Segundo ela, a medida é uma forma de proteger Assange que havia dado entrada no pedido de nacionalidade no ano passado.
  • Assange está refugiado na Embaixada equatoriana em Londres há cinco anos, para evitar sua extradição para a Suécia onde é acusado de estupro.
  • Porém ele garante que o processo na Suécia é apenas uma manobra para que os Estados Unidos peçam sua extradição para julgá-lo sobre o vazamento de milhares de arquivos secretos, vídeos e documentos diplomáticos que constrangeram o governo americano.
  • O Reino Unido, no entanto, impede que Assange saia da Embaixada do Equador sem que responda às acusações na Justiça.