Ailton Villanova

27 de dezembro de 2017

ORA, SE O FIOFÓ NÃO ERA DELE…!

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      Fortão tipo Rambo, Francelino Maranhão – o proverbial França -, mudou da água para o vinho depois do prosaico transplante a que se submeteu.

      Machão convicto,  o França dos tempos machescos foi um sujeito que degenerou adoidado com o mulherio. Um dia, quando passou sofrer de um incômodo invocado na parte traseira sentante, num instante soube correr para o consultório de um médico bastante famoso. Chegou lá, e se abriu:

      – Doutor, estou sofrendo que nem um condenado com as constantes crises de hemorroidas. Eu não aguento mais!

      Era muito tarde!

      O esculápio botou o Francelino de bunda pra cima e começou a escarafunchá-la. Quando acabou, definiu:

      – O seu caso é grave, meu amigo. Eu vou lhe ser sincero. Do jeito como o negócio está aí por baixo, só vai mesmo um transplante conjunto de reto e ânus. Aí, o problema será resolvido em definitivo. Toparia um transplante?

      – Olha, doutor, pra me ver livre desse incômodo eu topo qualquer parada. O senhor pode fazer o transplante hoje mesmo?

      – Hoje não, é impossível. Esse tipo de cirurgia necessita de um doador jovem, porque de nada adiantaria você receber um órgão já cansado e sujeito ao surgimento de novas hemorroidas. Além disso, o doador não pode ser uma pessoa viva, por motivos óbvios. Mas, não se preocupe. Eu trabalho num hospital onde eventualmente falecem jovens vítimas de acidentes e, assim que encontrar um reto e um ânus em condições satisfatórias e compatíveis, marco logo o transplante, tá certo assim?

        – Certíssimo, doutor!

      Não demorou muito, olha o França sendo convocado com urgência pelo médico! Imediatamente, ele se dirigiu ao hospital, onde foi submetido ao transplante. Três meses depois, ele voltou ao nosocômio para passar pelo exame de controle daquela modalidade cirúrgica.

      – Acho que já posso lhe dar alta definitiva! – anunciou o médico, depois de feita a devida revisão anal.

      Francelino ficou felicíssimo:

      – Ah, doutor, que ma-ra-vi-lha! A vida agora tem mais significado pra mim, pode crer. Tenho comido em restaurantes todos os tipos de comidas. Muita pimenta, muita gordura, muita cachaça… Ando mesmo abusando, sabe? Nunca mais tive problemas com hemorroidas, graças, primeiramente ao meu bom Deus e, segundamente, ao senhor, doutor!

      – Ótimo! Mas você não está estranhando nada?

      – Bem, tem uma coisinha acontecendo, sabe? Mas, nem sei se vale a pena comentar…

      – Mas é claro que vale! Conte-me que “coisinha” é essa…

      – É que de vez em quando me dá uma agonia, uma coceirinha estranha, uma vontade irresistível de dar…   

      E o médico, batendo na testa:

      – Puxa vida! Eu não quis lhe dizer antes, mas depois que fiz o transplante, soube que o doador era gay. Jamais pensei que o fato iria ter qualquer influência… Mas, me diga uma coisa: o que você faz quando acontece essa “coisa estranha”?

      O machão respondeu com desdém:

      – Ora, doutor, já que o cu não é meu, eu dou, né?|

Saída espetacular!

      Arlindo Carneiro é um tremendo mulherengo, desde que se entende por gente. E bote tempo nisso! Casou-se com dona Antuérpia, uma bela mulher, mas, mesmo assim, continua correndo atrás dos rabos de saia.

      Dia desses, em pleno horário de almoço, ele ia entrando num motel acompanhado de uma morena infernal, quando deu de cara com a melhor amiga da esposa, uma tremenda fofoqueira. Mais que depressa, fez a volta no carro e sacou um papo mentiroso pra cima da morena:

      – Jesus! Acabou de me lembrar de um compromisso profissional urgentíssimo com o presidente da empresa de trabalho, justo agora mesmo! A estas alturas ele já deve estar começando a reunião de trabalho e eu não posso estar ausente, entendeu minha querida?

      – Claro, meu nego! Chefe é chefe!

      E ele:

      – Vamos fazer o seguinte… amanhã à noite a gente se vê e tira o atraso, tá combinado?

      – Tá.

      Arlindo largou a garota no primeiro ponto de taxi e disparou pra casa. Pegou a esposa de surpresa a sapecou o papo:

      – Sabe, amor, de repente me bateu uma saudade incontrolável de você! De modo que corri pra cá, com uma grande ideia no juízo. Que tal a gente fazer um programa especial um motel? A gente almoça lá mesmo e depois se ama adoidado…

      – Oh, amor, estou tão emocionada! – vibrou a mulher – Vamos logo!

      Arlindo levou a mulher ao motel, o mesmíssimo de onde tinha acabado de sair.

      À noite, quando a tal amiga da mulher telefonou, Arlindo ficou na escuta. Do outro lado da linha, a fofoqueira dedurou:

      – Imagine você que hoje a tarde eu vi o canalha do seu marido entrando no motel com uma quenga muito DA escrota…

      A esposa do Arlindo nem deixou a amiga terminar. Entrou de sola:

      – Quenga escrota é a sua mãe, fofoqueira filha da puta!

Verruguinha de nada!

      Passado dos 50 anos, o feioso Ariosto Barbosa cansou de ser solteiro e começou a ficar preocupado. Seu melhor amigo, o Alberício Santana foi sincero com ele:

      – Ô meu compadre, com essa sua cara escalafobética está meio difícil pra você arrumar uma namorada, ou até mesmo um casamento. Por que não apela à uma agência de matrimônio?

      Ariosto alegrou-se:

      – Ideia maravilhosa, bicho! E eu nem havia me lembrado disso! E onde é que eu arrumo uma agência de matrimônio?

      Alberício lembrou:

      – Conheço uma agência joia! É de um amigo meu, o Teófanes, gente fina. Eu o apresento pra ele.

      Ariosto foi apresentado ao Teófanes, que pegou papel e lápis fez as devidas anotações e, ao final, prometeu:

      – No mais tardar, daqui a uma semana lhe darei uma resposta positiva, falei?

      – Falou.

      Na batata. Uma semana exatinha, o Ariosto estava sendo convocado a comparecer à agência matrimonial. Chegou lá aos pinotes. Teófanes o recebeu de braços abertos:

      – Arrumei um partidaço pra você, meu chapa!

      Ariosto emocionou-se:

      – Arrumou mesmo? E como ela é?

      – É linda! Tem 22 anos, loura, olhos azuis, um tesão de garota!

      – Pelamordedeus!

      – Além disso, é filha única. O pai tem mais de 90 anos, já sofreu oito infartos, três derrames, tem colesterol altíssimo e é diabético. Deve entrar em coma qualquer hora dessas! Está completamente desenganado… Bem dizer já está morto!

       – É mesmo, rapaz?! Coitadinho…

       – Ah, já ia me esquecendo! O velhote é milionário! Pergunte ao Claudélio Oliveira, antigo gerente do Santander. Dizem que ele já passou toda a grana para a conta da filha.

       Ariosto dava cambalhotas de alegria:

       – Caramba! Você é demais, meu irmão! Me arrumou o melhor negócio do mundo!

       E o Teófanes:

       – Só que há um pequeno detalhe, Ariosto. Ela tem uma verruga nas costas!

       – Verruga? Mas, me diga… ela aparece muito?

       Teófanes respondeu titubeante:

       – Se aparece muito? Bom, você já ouviu falar, já leu, ou já viu o filme sobre o Quasímodo, o corcunda de Notre Dame? Pois bem…

Com Diego Villanova