Blog do Dresch

7 de dezembro de 2017

Governadores do Nordeste atacam o Governo Federal

 

           Os governadores do Nordeste, reunidos em Fortaleza (CE) para um evento promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Banco do Nordeste (BNB), aproveitaram o encontro para criticar duramente o governo federal. Duas foram as alegações principais: a privatização da Eletrobrás e a falta de resposta a uma carta assinada pelos nove governadores, encaminhada em Setembro ao Presidente Temer. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), disse que “não se pode discutir o futuro do Nordeste se não soubermos qual o destino do Sistema Eletrobrás na nossa região. A falta de resposta ás nossas dúvidas, encaminhadas na carta, mostra, claramente, qual é o olhar que a presidência tem para o Nordeste” criticou Câmara.

Governadores atacam Temer 2

          A manifestação do governador pernambucano foi endossada pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT); do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); do Rio Grande do Norte, Robson Faria; e da Bahia, Rui Costa (PT). Presentes ainda ao evento o presidente do TCU, Raimundo Carreiro, o presidente do BNB, Marcos Costa Holanda e o representante do Banco Mundial no Brasil, Martim Raiser. O governador de Alagoas, Renan Filho, encontra-se em viagem internacional a Colômbia. O governador baiano Rui Costa, salientou que existe uma discriminação do governo federal para os estados do Nordeste e considera que é necessária uma mobilização para enfrentar o assunto.

Tal filho, tal mãe

              Ao pedir a prisão domiciliar da dona de casa Marluce Vieira Lima, mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do deputado Lúcio Vieira Lima (ambos do PMDB) a procuradora-geral da República, Raquel Dodge a descreveu como uma senhora de idade com papel ativo e relevante na lavagem de dinheiro. Marluce, de 79 anos, os dois filhos e outros três investigados- os ex-secretários parlamentares Job Ribeiro Brandão e Gustavo Pedreira do Couro Ferraz e o empresário Luiz Fernando Machado Filho- foram denunciados pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e associação criminosa. “Marluce, apesar de ser uma senhora de idade, não se limitava a emprestar o nome aos atos e a ceder o closet. Era ativa”, afirmou Raquel, referindo-se ao local do apartamento que supostamente emprestava para os filhos estocarem dinheiro ilícito. Além da prisão domiciliar de Marluce a procuradora pediu uma fiança de 400 salários mínimos para a matriarca. O grupo também deverá pagar cerca de R$ 51 milhões de indenização por danos morais coletivos.

Ensino médio e profissão

             Alunos da rede pública de ensino de Alagoas, que pretendem cursar o ensino médio integrado a um curso profissionalizante, podem se matricular em uma das nove escolas que estão ofertando 1.720 novas vagas. Os cursos são: ludoteca, profissional que visa o desenvolvimento infantil em diversas fases e as interações sociais, e o de secretário escolar, que atua no atendimento ao público e desempenha uma função primordial na gestão administrativa da escola. Os cursos têm carga horária de 1.100 horas/aula, em três anos. No ensino médio integrado, o aluno tem a oportunidade de cursar o ensino médio agregado a um curso profissionalizante, mas sem ampliar a jornada.

Ensino médio e profissão 2

               As vagas citadas estão assim distribuídas: Escola Graciliano Ramos em Palmeira dos Índios, com 120 vagas; Monsenhor Machado, de Viçosa, com 280 vagas; Aloísio Ernande, de Santana do Ipanema, com 200 vagas; Guedes Miranda, de Porto Calvo, com 120 vagas; Francisco Rosa de Delmiro Gouveia, com 40 vagas; Pedro França Reis, de Arapiraca, com 80 vagas; Rocha Cavalcante, de União dos Palmares, com 200 vagas e Rosália Sampaio, de Pão de Açúcar, com 80 vagas. Em Maceió, a única escola a oferecer o ensino médio integrado a um curso profissionalizante e a Professor José Correia da Silva Titara, no Cepa, que vai ofertar 400 vagas para secretário escolar, e 200 para ludoteca.

O anel da discórdia

            O anel de 200 mil euros, comprado pelo empresário Fernando Cavendish para presentear a então primeira-dama Adriana Ancelmo, não foi propina, “mas um presente de puxa-saco para me agradar”, disse ontem o ex-governador Sérgio Cabral em depoimento prestado ao juiz Marcelo Brêtas, da Vara Criminal do Rio de Janeiro. “O senhor acha que eu vou entrar numa loja com um sujeito e pedir para ele comprar um anel para minha mulher? Um empreiteiro encalacrado, um réu que lavou mais de R$ 300 milhões”, afirmou Cabral, dizendo que depois do fato ele rompeu relações com o empresário. Na véspera, Cavendish, também em depoimento ao magistrado, afirmou que comprou a joia em Mônaco, a pedido de Cabral, e que o valor teria sido descontado da propina.

O anel da discórdia 2

           Essa história teve início em 2009 quando alguns casais fizeram uma viagem à Europa, ás vésperas do aniversário de Adriana Ancelmo. A joia foi comprada na famosa joalheria Van Cleef & Arpels, na Place du Casino, em Mônaco. “Ele me disse que estava presenteando a esposa e queria que eu pagasse. Era um valor bastante significativo, 220 mil euros (R$ 800 mil). Disse que não era apenas um presente, que a gente teria de acertar. O Maracanã foi a contrapartida. Aquilo foi um anel de compromisso entre mim e ele” relatou o empresário. Ainda segundo ele, a Delta (sua empresa) pagou propina de R$ 3,5 milhões a Cabral para entrar no consórcio para a reforma do Maracanã. No valor da propina, já estava o desconto o anel.

  • Dirigentes do grupo chinês XCMG, foram recebidos no Palácio República dos Palmares pelo governador em exercício, Luciano Barbosa, quando manifestaram o interesse em desenvolver alguns projetos no Estado.
  • Um dos aspectos citados pelos empresários, é o investimento através de parcerias público-privadas, formato também defendido pelo Governo de Alagoas.
  • A XCMG, é uma empresa de grande porte, que atua no ramo de tratores e máquinas pesadas destinadas a construção civil.
  • O Grupo tem sete anos de existência e atualmente opera com várias unidades em diversos países. No Brasil, uma fábrica do Grupo está instalada em Pouso Alegre, Minas Gerais, há cinco anos.
  • Segundo seus dirigentes, o Grupo tem hoje cerca de 30 mil funcionários e um faturamento aproximado de US$ 20 bilhões anuais.