Ailton Villanova

22 de novembro de 2017

Quem mandou começar?

      Boêmio inveterado, o Suetônio Advíncula cismou de voltar para casa a pé, depois de ter tomado todas numa festa de aniversário lá pelas bandas do Tabuleiro do Pinto, imediações do aeroporto Zumbi dos Palmares. Morador de Rio Largo, ele caminhava desequilibrado pela margem de um canavial quando, repentinamente, foi surpreendido por um enorme clarão como que caindo do céu. Apavorou-se:

      – Valei-me meu Padrinho Ciço! Um avião perdeu a rota e vai cair em cima de mim!

      Ocorre que o tal “avião” não produzia som algum e, logo, ele notou tratar-se de uma aeronave estranha, de forma arredondada, que girava em torno do próprio eixo. Aí, se ligou no barato:

      – Eita! É um disco-voador!

      Suetônio quis correr mas as canelas não deixaram. Quer dizer, elas paralisaram, e aí surgiu na sua frente, como num passe de mágica, dois alienígenas atléticos e uma alienígena curvilínea, incrivelmente linda. Após os primeiros contatos, Suetônio Advíncula percebeu que o trio era tripulante do tal disco-voador e que falavam o nosso idioma. Imediatamente entrosaram um papo legal e, não demorou muito, o assunto girou em torno do sexo e dos diferentes modos de reprodução dos seres.

        – Lá em Marte – disse a garota – para procriarmos, juntamos uma porção de elementos químicos num recipiente, cuspimos dentro e chacoalhamos até aparecer um marcianozinho.

        O queixo do Suetônio desabou até o peito:

         – Putaquipariu! Aqui na terra é muito diferente. É gostoso demais a gente fazer filho!

         A marciana e os marcianos ficaram curiosos e então o ilustre rio-larguense aduziu:

         – Primeiro, tem que haver uma preparação, vocês me entendem?

         – Não! – responderam os alienígenas.

         – Eu explico. A gente paquera uma garota, namora ela, leva-a pra cama e manda ver, entenderam agora?

         – “Manda ver”? Como assim?

         – Seguinte: Nós, os homens, pegamos as mulheres e enfiamos o nosso órgão genital na genitália delas. Feito isso, começamos a nos mexer mutuamente até chegarmos ao orgasmo…

          – “Orgasmo”?! O que é isso? Não estamos compreendendo nada! – disse a marciana, depois de consultar os seus parceiros com um olhar.

          E o Suetônio:

          – Nesse caso só vai demonstrando.

          – Como assim? – quis saber a marciana.

          – Bom. Aí na sua nave tem acomodações… quer dizer, camas?

          – Tem.

          – Então, vamos lá!

          Suetânio pegou a gostosa marciana pelo braço, subiu com ela na nave, foram até as acomodações íntimas dela e ele mandou o ferro pra frente. Depois de mais ou menos uma hora de sexo quentíssimo, a marciana exclamou:

            – Mas que coisa gostooosa! Maravilhosa essa tal de relação sexual! É fantástica! Mas… e o bebê?

            Suetônio respondeu, mal articulando as palavras, de tanto cansaço:

             – Bem, o bebê só daqui a nove meses.

             E a marciana:

              – Então parou por quê? Vamos em frente até nascer o bebê!

Sem essa!

      O sujeito entrou no consultório do médico Luciano Pacheco com o braço todo inchado, todo amarelo e fedido. O esculápio o examinou detidamente e, em seguida, botou aquela cara de nojo perguntando:

      – Onde o senhor trabalha?

      – No circo.

      – E o que faz no circo?

      – Bom… eu trabalho com os elefantes…

      – O senhor é o adestrador dos elefantes?

      – Bem, na verdade eu ajudo o adestrador. Eu sou o responsável pela limpeza da bunda dos elefantes…

      – Como assim?

      – Seguinte: eu faço a limpeza enfiando o braço no cu dos elefantes, e deixo tudo limpo.

      – Aí está o seu problema. O senhor tem que parar de fazer esse trabalho.

      – Quêisso, doutor?! Abandonar a minha vida de artista, nem ver!

Solução para o CSA

      Algum tempo atrás, a luta no Centro Sportivo Alagoano, de tantas glórias e tradições era não cair para a humilhante última divisão. Aí, contrataram um técnico meio louco, além de boçal – o leitor azulino deve estar lembrado disso. – para ver se ele dava um jeito no time e o cara saltou com a seguinte solução, numa entrevista coletiva à imprensa:

      – É só botar todos os jogadores para correr dez quilômetros por dia.

      – E você acha que isso resolve? – perguntou o repórter Jurandyr Costa.

      – Claro que resolve, meu caro repórter. Hoje é terça-feira, não é? Pois bem, correndo dez quilômetros por dia, no sábado eles deverão estar a 50 quilômetros daqui. Em um mês esses cabeças de bagre já estarão bem longe. A uns 500 quilômetros, pelo menos.

Reverendo muy solidário

       Pedrão era um motorista taradão, sádico ao extremo. Sua maior diversão era atropelar advogados. Na cidade onde morava, ele possuía uma relação de todos os causídicos, inclusive com seus respectivos endereços. Todas as vezes que encontrava um deles dando sopa, ele desviava o seu pesado veículo e – plaft! – atropelava o infeliz. Um dia, ele trafegava por uma autoestrada quando encontrou um padre pedindo carona. Parou o caminhão e mandou o reverendo subir:

       – Vamulá, padre!

       Meio quilômetro adiante ele viu um sujeito caminhando pelo acostamento e o identificou como advogado. Instintivamente, começou a manobrar o caminhão na direção do profissional do direito quando se lembrou do padre ao seu lado e desviou a tempo.

        – Desculpa, padre. Eu quase atropelei aquele advogado!

        – Tudo certo. – respondeu o vigário. – Eu peguei ele com a porta!

       Com Diego Villanova