Ailton Villanova

15 de novembro de 2017

Cabra macho mija em pé!

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Sertanejo macho pra entupir, seu Genésio Carneiro começou a desconfiar do jeitão do Betinho, seu filho mais novo, e desabafou com a esposa, dona Ermelinda:

– Esse minino anda meio frozô, mulé!

E a madame, meio confusa:

– Tô intendendo nada, meu véio. Uquié mermo qui tem o nosso fio? Isprica aí!

Genésio esclareceu melhor:

– Discunfio qui o severgonho anda queimando a rosca… dando o rabo, intendeu agora?

– Afi, Mãe Santíssima! O Betinho?!

– O safado mermo!

– E uqui a gente fáis cum ele, meu Cristo?

Bom. Depois de uma demorada discussão com a mulher, Genésio resolveu pegar o filho e remetê-lo, com urgência, aos cuidados de um irmão que era militar em São Paulo, para ver se ele pegava jeito de macho.

Passados cinco anos, eis que Betinho, já adulto, voltou para Alagoas. O pai foi busca-lo na rodoviária, pilotando uma velha caminhoneta. Assim que botou os olhos no filho, reagiu indignado com a maneira de ele se vestir:

– Que roupa de fresco é essa, minino?

E o pirobo, todo delicado:

– É a moda no Sul, painho!

O boneco entrou no carro, cruzou as pernas de ladinho e ficou suspirando. E o velho só de olho nele.

No meio do caminho, o moçoilo abriu a boca para reclamar do vento, que estava desmanchando o seu penteado. Não satisfeito, danou-se a criticar o governo, pelo péssimo estado de conservação da estrada. Até que, de repente, apelou para o pai:

– Dá pro senhor parar esta “onça” painho?

E o velho, muito puto:

– Pra quê?

– Quero fazer xixi!

Genésio empurrou o pé no freio e mandou:

– Intão tu desce, sujeito fresco! Mas, arrepare bem: se tu se acocá (acocorar-se) pra mijá, eu te medo uma bala no rabo!

Minutos depois, Betinho dava entrada no hospital com um segundo orifício anal, na regada da bunda, produzido por projetil de arma de fogo.

Nem parece…

Todas as noites, empregadas domésticas que trabalham em residências da Ponta Verde, costumam frequentar a chamada Praça do Skate (que na verdade é Praça Muniz Falcão) para jogar conversa fora, ou simplesmente, fofocar.

Numa dessas noites, duas dessas simpáticas criaturas proseavam ao sabor da brisa fresca que soprava no aprazível logradouro. Em meio a conversa, observou uma delas:

– O povo do interior fala tão engraçado, não é Marinita? Nestante você disse umas coisas que eu achei incríveis, bem diferentes das que a gente fala aqui na capital. Super- legal!

– ???

– Aqui em Maceió, a gente chama mosquito de muriçoca… e lá na sua cidade, Coité do Nóia, como é que vocês chamam?

– Ué, nóis num  priciza chamá. Eles vêm sozinho mermo!

Apenas um pretexto

Compadre Januário andou sabendo que compadre Aristides havia viajado à São Paulo, então resolveu fazer uma visitinha à comadre Quitéria, mulher de Aristides. Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós. Depois de longo tempo, Januário quebrou o silêncio:

– O tempo tá meio frio, né, comadre? Será que chove?

– Pois é…

Depois desse breve diálogo, novo silêncio. Aí, compadre Januário voltou a se encher de coragem:

– Comadre, o que você acha: a gente trepa ou toma café?

– Ah, compadre… você me pegou sem pó…

A diferença entre pênis e…

As amigas Carolina e Neuzinha se encontraram num ponto de ônibus.

– E aí, Neuzinha, por que tu num foi no pagode, sexta-feira passada? Arrumei lá um galego de fechar comércio!

– Tu saiu c’um galego? Galego mesmo, Carol?

– Galegão, e ainda mais do olho azul. O nome dele é Célio. O cara ficou amarradão na minha figura!

– Me conta isso direito, Carol. Como foi que essa “pérula” caiu na tua boca?

– Simples. Eu fui passando por ele e ele se agradou da minha pessoa. Puxou conversa e marcamos pra sair depois do pagode…

– E pra onde tu foi cum ele?

– O Célio me levou pra casa dele, naquele carrão adubado.

– Puxa! Quanta chiqueza, amiga! Carol, tu devia tá um arrazo! Aí, vocês pegaram um lanche na casa dele…

– Que lanche, mulher? E tu acha que o Célio é de pagar lanche? No apartamento dele tinha uma empreguete que fez um jantar finérrimo! Comi camarão, Carol!

– Tô toda arrepiada, mulher! E depois? Conta!

– Depois, tiramos aquele sarro… tá sacando?

– Tô sacando e me babando. Que inveja, mulher! Tu, negona, com um galegão apaixonado… É demais!

– Não fala besteira, Carol!

– Conta mais! Conta mais, que já tô aqui com tesão!

– Bom, o certo é que nós estamos namorando. O cara é gostoso demais! Tem um pênis maravilhoso!

– Peraí, Neuzinha! Pênis? Que diabo é isso?

– Porra, Carol, como você e ignorante! Pênis é o mesmo que bilunga, só que é mais branquinho, mais durinho, mais bonitinho e maiorzinho!

Com Diego Villanova