Ailton Villanova

14 de novembro de 2017

O insignificante cachorro demolidor

ilustracao 14 11 17 rpt 03 08 12 600x300 c - O insignificante cachorro demolidor

Dona Virgulina Barbosa , digníssima consorte do ilustre Gastão Torquato Barbosa era uma madame equilibradíssima, além de muito tímida. Mas, depois que concluiu o curso de defesa pessoal, arrumado pelo próprio marido, transformou-se completamente! Mudou da água para o vinho, conforme o dito popular. Até andar armada, ela começou a andar. Tirou o rosário que costumava carregar na bolsa e botou no lugar um Taurus do calibre .38, cinco tiros, cano curto. Tudo isso por causa da violência desenfreada que tomou conta da nossa outrora pacata Maceió. Achou pouco, resolveu adquirir um cão de guarda, para guarnecer sua casa. De modo que baixou no pet shop do Severino Tavares, localizado no centro comercial, de nariz empinado:

– Estou querendo comprar um cachorro de respeito! Tem?

E o Tavares:

– Mas é claro que temos, madame. Inclusive, os da raça mais solicitada pelas distintas madames, como a senhora.

Virgulina advertiu, cheia de direito:

– Eu não quero um cãozinho desses de enfeite.  Eu quero é o cão mais valente que houver nesta loja, fui clara?

Tavares abriu um largo sorriso:

– Bem, temos um cachorrinho aparentemente inofensivo, mas na verdade é um destruidor em potencial.

– Quero ver esse cão!

– Perfeitamente!

Severino Tavares foi lá dentro e voltou com um cachorrinho safadinho, linguinha de fora, um pouquinho maior que um gabiru. Madame exasperou-se:

– Isso?! Não brinque comigo, meu senhor!

– Calma, que a senhora ainda não viu nada! Quer ver uma demonstração da brabeza do animal?

– Vá lá que seja. Mas não tome muito o meu tempo!

Tavares pôs o pererequinha no chão, estalou os dedos e falou:

– “Demolidor”, a cadeira!

O safadinho agitou o rabinho e partiu firme para a cadeira que se achava mais próxima e pegou firme. Em questão de segundos triturou, no dente, uma das suas pernas. Só ficou o bagaço!

Virgulina reagiu deslumbrada:

– Eu quero esse cão! Ele destrói mesmo qualquer coisa?

– Destrói. Basta a senhora dar a voz de comando – “Demolidor” –, dizer o nome do objeto que quer destruir e ele fará o serviço. Mas, todo cuidado com ele será pouco. Esse cachorrinho é de altíssima periculosidade!

Virgínia voltou pra casa toda contente, com o bichinho debaixo do braço. O marido, só de cueca, assistia a um programinha de Tv e tomava uma cervejinha, de leve.

– O que é isso, mulher? Um rato? – perguntou com desdém.

Cheia de orgulho, madame respondeu:

– Este é um cão demolidor!

O marido fez pouco caso:

– Demolidor? Qua, qua, qua… Demolidor o cacete!

Em seguida, ouviu-se um grito lancinante – aaaiiihhheeeuuu…! – que ecoou pelo bairro inteiro.

Gastão Torquato Barbosa teve de se submeter a uns dez implantes e enxertos no que restou do pênis. E a peça ainda continua não prestando pra nada. Nem pra mijar!

Matuto vivo demais!

Em determinado centro de saúde, quatro pacientes se achavam reunidos na sala destinada à terapia em grupo. Educadamente, doutor Galisteu, o terapeuta, chegou pra eles e disse:

– Boa tarde, senhores! Antes de iniciarmos nossa sessão, gostaria que todos se apresentassem e dissessem em que tipo de atividade atuam e comentassem porque a exercem.

O primeiro paciente tomou a palavra:

– Meu nome é Mediastino, sou médico porque me agrada tratar da saúde das pessoas.

O segundo apresentou-se:

– Me chamo Theodolito. Sou arquiteto porque me preocupo com o bem-estar das pessoas no ambiente em que trabalham e moram.

O terceiro paciente, que era uma mulher, esclareceu:

– Sou Rubiana e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro peitos e xoxotas e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.

O quarto paciente, um matuto baixinho do Sertão das Alagoas, franziu os olhos e mandou:

– Eu sô Arquileu, e inté indagorinha achava quiéra pedrêro, mai cabei de discubrí qui sô lésbico… e dos bom!

Bela desculpa

Radicado no Brasil há um tempão, o lusitano Manuel Francisco Prata resolveu voltar a Portugal para visitar parentes e amigos, deixando sua simpática esposa Marialva sozinha em casa. Na volta, resolveu fazer-lhe uma surpresa, não avisando que estava chegando no vôo noturno da sexta-feira 13 de julho.

Manuel Prata embarcou num taxi no aeroporto e chegou em casa de supetão. Ao entrar no quarto de dormir, encontrou Marialva peladona em cima da cama. Desconfiado, o inteligente Manuel dirigiu-se ao guarda-roupa, abriu a porta e encontrou dentro do móvel o cara da banca de revistas da esquina, igualmente nuzão.

Indignado, o português explodiu:

– Pelo amor de Deus, Marialva, quer dizeire que estás a me traíre?

E a mulher, na maior cara de pau:

– Mas é claro que não, meu bem. Eu só aluguei o guarda-roupa enquanto viajavas.

– Mas tu estás nua, aí em cima da cama!!! Não tens vergonha disso?

– Claro que não, meu amor. Tu não vistes que a porta do guarda-roupa estava fechada?

Explicação básica

No meio da noite o telefone tocou na casa do português Manuel de Sagres, ele atendeu e o patrício Francisco Aranha perguntou de lá:

– Diga-me cá, ó Manél, tu que és um homem sempre bem informado: como funciona essa tal de Internet?

– Bem, Francisco, vamos começaire do princípio. Tu já viste as cabras comeire capim e cagaire bolitas iguais a azeitonas?

– Sim, Manél, vi muitas vezes!

– E tu já viste os touros comeire capim e cagaire umas placas de bosta verde enormes?

– Sim, também já vi, Manél!

– Ora, pois, diga-me cá, se os dois bichos comem do mesmo capim, como é que podem cagaire merdas tão diferentes?

– Bain, Manél, eu não faço a mínima ideia!

– Pois antão, Francisco, se tu não entendes nem de merda, como queres entender de internet?

Com Diego Villanova