Sérgio Toledo

31 de outubro de 2017

O que pensar?

Ontem fui até uma farmácia pertencente a uma extensa rede nacional a partir do nordeste, para comprar um medicamento de uso contínuo para controle da pressão arterial.

Fui bem recebido pela atendente. Solicitei o medicamento pelo nome químico. A farmácia não possuía e ela atendente, sugeriu um nome de fantasia que conheço e aceitei.

Aí então começa o que pensar?

O senhor não quer levar o ômega 3? Está em promoção. Levando dois o terceiro sai como cortesia. Obrigado.

Vou até ao caixa fazer o pagamento. A atendente do caixa oferece outro medicamento inclusive citando suas qualidades. E assim por diante.

O sujeito estuda seis anos de uma faculdade de medicina. Faz mais três anos de pós-graduação. Comparece a eventos médicos para atualização com frequência. Encontra duas atendentes de farmácia, que não são farmacêuticas e as mesmas indicam medicamentos como se fosse algo muito simples e corriqueiro. Imagino pessoas que não tenham formação médica como ficam ao serem abordadas!?

Ora. “Cada macaco no seu galho” já dizia o adágio popular. Atendente, balconista, vendedora de farmácia é para vender o produto procurado pelo comprador. Caso tenha dúvida solicita a presença da farmacêutica e ela vai esclarecer.

Estive em junho em um evento internacional sobre tratamento por ondas de choque na Espanha. Necessitei comprar medicamentos, pois um dos voos sofreu atraso. Fui a uma farmácia ali perto do hotel. Quem fez todo o atendimento e se identificou foi uma farmacêutica. Também me identifiquei e o nosso contato se fez em nível comercial, porém com um respeito profissional.

Quando atingiremos esse nível? O que pensar?