Ailton Villanova

31 de outubro de 2017

A morte inglória de um azulino

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      Em longínquos e saudosos tempos, existiu um torcedor fanático do gloriosos Centro Sportivo Alagoano (CSA) intitulado José Alcoforado Pimenta, descendente de portugueses e que residia no antigo distrito (hoje bairro) do Mutange.

      Alcoforado não perdia uma partida do seu time do coração, fosse onde fosse, em território alagoano ou fora dele. Alcoforado chegava ao local do prélio antes de todo mundo e ficava chupando laranja, aguardando a hora da bola rolar. 

       Fatídica e lamentosa tarde de um domingo nebuloso, CSA pronto para defender suas cores num embate quentíssimo na Ilha do Retiro (capital pernambucana) contra o Sport Clube Recife, eis que no meio da multidão que superlotava o estádio, se encontrava o nosso Alcoforado.

         No horário aprazado, teve início a partida. Bola pra lá, bola pra cá, temperatura quase nos 40 graus e o placar em branco, quer dizer, marcando 0x0. Em dado momento, o ponta-direita azulino chamado Perereca (nascido no bairro fabril maceioense do Bom Parto) recebeu uma bola, limpinha, do centro-médio Zanélio, no bico da área adversária, matou-a na coxa, encarou seu marcador, fez que avançava, não avançou, desviou para o lado e ficou frente a frente com o goleiro Neneca. Era só chutar. Perereca (cujo nome de batismo é José de Assis e hoje mora em São Paulo) levantou o pé e…

      – Eeei, Alcoforaaadooo! – soou o grito da arquibancada.

      Alcoforado girou a cabeça para ver quem lhe chamava e perdeu o lance do gol, feito pelo Perereca. 1×0 para o CSA. Os azulinos que para lá haviam se deslocado vibravam feito loucos e só o Alcoforado reclamava por não ter visto a abertura do placar:

         – Isso é uma merda! Merda, merda, meeerrrda! Esse fiadaputa achou de me chamar logo na hora em que o Perereca ia fazer o gol!

      Bom. A pelota foi posta na marca do meio de campo e o jogo recomeçou. O CSA estava estraçalhando. Não demorou muito, o lateral Neu tomou a bola do atacante do Sport chamado Lula e a destinou aos pés do ponta-esquerda Géo, que foi à linha de fundo, fez uma firula e despachou a redonda com um tiro certeiro à meta adversária. Iminência de gol.  A torcida do CSA mais uma vez se preparava para comemorar um novo tento, quando…

      – Alcoforaaado! Ô Alcoforaaado!

      Novamente ele se virou para ver quem chamava. Naquilo que se virou, escutou a torcida explodir:

      – Goooooollll!

      CSA, 2×0. E Alcoforado, em vias de ter um infarto:

      – Pooorrra! Perdi de ver esse outro gol!

      O time do Mutange estava demais! Fez novo gol, o terceiro, e novamente Alcoforado deixou de vê-lo. Para encurtar a história, o CSA venceu essa partida de goleada: 6×1. O único gol que o Alcoforado testemunhou foi, justo, o do adversário, por sinal último da partida. Nesse momento, o dedicado torcedor azulino teve um infarto, porque não era aquele o gol que ele queria ver. Morreu ali mesmo, com uma grossa lágrima escorrendo pelo canto do olho.

 

Papo furado       

      Contam que Albert Einstein foi a uma festa e, quando chegou lá, não conhecia ninguém! Querendo se enturmar, ele chegou junto de um cara bigodudo e perguntou:

      – Quanto você tem de Q.I.?

      – Eu tenho 250.

      A partir daí, ele começou a conversar sobre física quântica, teoria da relatividade, etc e tal. Acabada a conversa, Einstein chegou junto de outro sujeito:

      – Quanto você tem de Q.I.?

      – Eu tenho 150.

      Dado o fato de que o Q.I. desse outro cara era mais baixo, Einstein começou a conversar com ele sobre economia, inflação, política, crise energética, globalização…

       Mais tarde ele se aproximou de outra pessoa e voltou a perguntar:

       – Quanto você tem de Q.I.?

       – Eu tenho 25.

       E Einstein:

       – Como vai a seleção brasileira?

 

CRB, melhor opção

      Um casal estava se separando e o juiz iria decidir com quem ficaria o único filho. Na frente do casal, o magistrado perguntou ao menor se ele gostaria de ficar com a mãe. O garoto respondeu que não e justificou dizendo que a mãe batia demais nele. O juiz, então, perguntou se o garoto aceitaria ficar com o pai. Ele também respondeu que não aceitaria ficar com o pai, pois este, também, lhe surrava muito. Confuso, o magistrado voltou a perguntar ao menino com quem, finalmente, ele gostaria de ficar. O menino não pensou duas vezes:

      – Eu quero ficar com o time do CRB!

      Intrigado, o juiz quis saber o por que dessa decisão. O garoto respondeu:

       – Porque o CRB não bate em mais ninguém!

 

Chegando em tempo

      A professora Geny insistiu tanto, que o marido não teve outra alternativa senão ceder. E o marido, o publicitário e locutor de rádio Canetinha, a levou para assistir a uma partida de futebol no Trapichão.

      Feliz da vida, Geny começou a se arrumar para ir ao estádio às 10 horas da manhã. Às 17 horas, seu time, o CRB, já entrando em campo e ela dando os últimos retoques na maquiagem. E o Canetinha, em vias de ter um infarto:

       – Vamos embora, mulher! O jogo já começou!

       Finalmente, foram. Quando chegaram ao Trapichão, estava começando o segundo tempo de CRB x ASA. Toda emperequetada, professora Geny perguntou a um torcedor alvirrubro:

      – Como está o jogo, colega?

      – Zero a zero!

      Ela se virou para o marido e desabafou:

      – Tá vendo? Chegamos a tempo! E você com aquela pressa toda!