Blog do Dresch

15 de setembro de 2017

Quintella nega privatização da Infraero

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                   Em audiência na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, o Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o alagoano Maurício Quintella, negou que o governo pretenda privatizar a Infraero. Disse que não há, nem nunca existiu nenhuma proposta para privatização da empresa, assegurou o Ministro, no entanto deixou claro o que precisa ser feito: “É preciso que haja uma adequação de pessoal, um enxugamento da empresa e assegurar um processo de modernização. Nós estamos fazendo um estudo para identificar qual o principal caminho para que a empresa se torne sustentável e continue crescendo” disse Quintella.

Infraero e privatização 2

                   Anteriormente, em uma audiência no Senado, Maurício Quintella afirmou aos senadores que não haveria privatização, mas não descartou a hipótese de venda de 50% da Infraero. “Seria uma das formas que possibilitaria à empresa ganhar mais flexibilidade administrativa, pois ficaria de fora das regras que trata das licitações no setor público” defendeu. Ainda segundo o Ministro “a Infraero é uma empresa de 44 anos. É fundamental para o Brasil, que, com as dimensões continentais que tem, não pode prescindir de uma empresa pública no setor aeroportuário. As cidades vão crescer, novos aeroportos surgirão e é fundamental que a Infraero esteja presente na vida do nosso país” justificou o alagoano.

 

Servidores na alça de mira

                   A situação dos servidores públicos federais é muito ruim. A perspectiva das associações e sindicatos que representam o conjunto é a pior possível, diante das decisões tomadas pelo governo, que tem como meta reduzir o quadro, salários e vantagens. Primeiro foi o corte dos aumentos salariais, acertados na Justiça, incluídos no orçamento e garantidos no governo Dilma. Agora é a vez do Programa de Desligamento Voluntário (PDV), elaborado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, cuja portaria foi publicada esta semana no Diário Oficial da União regulamentando a decisão. A adesão pode ser feita até o fim do ano. O servidor que tiver o pedido do PDV aprovado terá assegurada uma indenização de1,25 salário por ano trabalhado. Ficam de fora, os que estiverem em estágio comprobatório, já ter cumprido os requisitos legais para aposentadoria ou ainda ter se aposentado em cargo ou função pública e voltado ao trabalho. E ainda deve vir mais por aí.

 

Outra propina de Temer

            O presidente da República, Michel Temer, foi novamente acusado de ter recebido propina, desta vez, no valor de R$ 20 milhões. A denúncia foi feita pelo doleiro Lúcio Funaro durante sua delação premiada a Procuradoria Geral da República. Ele disse que a propina foi paga pelo presidente da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino, pelo apoio de Temer ao projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro. A Câmara aprovou medida provisória neste sentido no ano passado, no período do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, permitindo o controle em 100% do controle acionário de empresas aéreas brasileiras pelo capital estrangeiro.

Outra propina de Temer 2

            A acusação do doleiro Funaro poderá inclusive ser utilizada na nova denúncia que o Procurador Geral Rodrigo Janot, está preparando contra o presidente. Além de uma segunda denúncia contra Temer, Janot deve apresentar ainda ao Supremo Tribunal Federal, a denúncia por organização criminosa formada por um núcleo do PMDB da Câmara. Entre os líderes do grupo estaria Temer. Tem se como certo também a inclusão do presidente, assim como o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, nas investigações por obstrução à Justiça.

Para Zezé, ditadura é ficção

                   Zezé de Camargo é bom cantor, bom interprete, ótimo compositor e grande vendedor de discos e de shows. Mas na hora de opinar sobre assuntos que não são da sua alçada, só sai bobagem. Em entrevista à jornalista Leda Nagle, no You Tube, o sertanejo disse não acreditar que o Brasil tenha vivido uma ditadura militar. “Muita gente confunde militarismo com ditadura. Todo mundo fala que nós vivíamos numa ditadura. Não é verdade. Nós vivíamos em um militarismo vigiado” disse ele, para a estupefata jornalista. Segundo ele, “ditadura é a Venezuela, é a Cuba com Fidel Castro. É a Hungria, Coreia do Norte, China, esses são realmente países ditadores. O Chile com Pinochet. O Brasil nunca chegou a ser uma ditadura daquelas que ou você está a favor ou está morto”.

Para Zezé, ditadura é ficção 2

                 Leda Nagle lembrou ao cantor que no Brasil houve prisões, confrontos e torturas durante os 21 anos de ditadura militar. Sem falar nos desaparecidos políticos, na censura à imprensa e no cerceamento à liberdade de expressão. Mas Zezé de Camargo rebateu “mas não chegou a ser tão sangrenta, tão violenta como a que a gente vive hoje. Mas não quero viver em uma ditadura, mas acho que o Brasil precisa hoje de uma depuração. O Brasil até podia pensar em um militarismo para reorganizar a coisa e entregar de novo. Limpar esta corja, e aqui está um Brasil democrático de novo. Acho que o Brasil precisava passar por uma depuração dessas”. Canta mais e fala menos, Zezé!

 

 

  • O governador Renan Filho é o anfitrião do encontro de hoje, na cidade de Penedo, com outros três governadores nordestinos: Jackson Barreto, de Sergipe, Paulo Câmara, de Pernambuco e Rui Costa da Bahia.
  • O encontro acontece na Casa da Aposentadoria, um prédio de arquitetura maravilhosa e secular. Ali os gestores estaduais devem tomar posições conjuntas sobre a revitalização do Rio São Francisco, e também juntar forças para tentar impedir a privatização da Chesf.
  • Sobre o processo de privatização da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, os nove governadores do Nordeste já encaminharam um documento ao Presidente Michel Temer, pedindo que a Chesf fique de fora da privatização da Eletrobrás.
  • O governo simplesmente ignorou o pedido dos governadores, sendo que o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, deu o recado: “A Chesf não vai ser desvinculada da Eletrobrás, nem ela nem nenhuma empresa”.
  • Antecedendo a discussão em Penedo, o Ministro ainda disse que a privatização da Chesf incluirá a obrigação de destinar parte dos recursos gerados com a atividade econômica para a revitalização do Velho Chico. Pode?