Ailton Villanova

16 de agosto de 2017

“Abaixo o INSS!”

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  Seja vista em qualquer biboca do país, a sigla INSS é amaldiçoada. Preciso explicar por quê?

      Dia desses, um grupo de fiéis de Nossa Senhora da Soledade resolveu instalar uma igreja à beira da Grota do Calango, cafundós do Tabuleiro do Pinto. A comissão encarregada de organizar a festa de inauguração do templo, deu a maior caprichada. Na fachada mandou pintar as iniciais I.N.S.S. Mais abaixo, em letras bem pequenas, o significado delas: Igreja de Nossa Senhora da Soledade.

       E chegou o dia da inauguração do templo. Em torno do prédio e dentro dele, uma multidão aguardava a chegada do padre para a sua bênção e celebração da primeira missa no local. De repente, parou na porta um sujeito no maior pileque, que olhou para os fiéis e mandou:

      – Magote de ladrões! Vocês estão querendo matar o restinho do povo de fome! Assassinos!

     Aí, o que parecia o líder dos fiéis, com a bíblia embaixo do braço, avançou um passo:

      – Mas o que é isso, meu amigo?! O senhor me parece… digamos… nervoso demais para atacar desse jeito pessoas inocentes…!

     – Nervoso o cacete! Essa aí é a filial da roubalheira!

     O cara da bíblia escandalizou-se:

     – Cuidado com a língua! Respeite nossa igreja!

     E o bebão:

     – Igreja?! Rá, rá, rá! Desde quando o INSS é igreja?

     – De qual INSS você está falando, meu amigo?

     – Ora, desse INSS que está escrito aí na parede! Pelo que sei, INSS só existe um!

     – Leia o resto com atenção, infiel! Olhe o que está escrito abaixo: Igreja de Nossa Senhora da Soledade!

     O bêbado girou nos calcanhares e saiu fazendo piruetas rua afora, ralhando com o INSS.  

 

Cortando o tempo

      Além de  mordaz, o ex-deputado João Caldas é um grande gozador.

      Colegas seus na Câmara Federal discutiam a respeito da ideia luminosa de voltar a incluir Alagoas no “Horário de Verão”. Aí, Caldas aparteou do seu canto, com um sorriso maroto:

      – Eu tenho uma ideia genial para esse horário vigorar somente em Alagoas…

      Um dos seus ilustres e inteligentes pares quis saber:

      – E qual é a ideia?

      Caldas continuou com a cara mais inocente do mundo:

      – Não é economia que o governo quer fazer com o “Horário de Verão”?

      – É!

      – Então, vamos cortar as seguintes horas do relógio: de sete às oito; de doze às treze e de dezenove às vinte, ficando o dia alagoano com vinte e uma horas!

      Aí, outro deputado pensando que João Caldas estava falando sério, entrou no papo:

      – Taí, concordo com o nobre colega! Cortar três horas do dia da gente alagoana é uma boa! Agora, eu não entendo, caro colega, porque cortar o dia justamente nesses horários de café, de almoço e da janta!

     E Caldas, mais irônico ainda:

     – Ora, companheiro, se o povo alagoano não tem mais como tomar café, almoçar e jantar, pra que esses horários?

 

Santa caridade 

      Cacá, o pentelho, outro dia entrou em casa com o maior ar de tristeza na cara e se dirigiu à dona MargÔ:

      – Maínha, você me arruma um dinheirinho para eu dar a um velhinho? Ele tá lá na esquina gritando tanto…!

      E Margô, penalizadíssima:

      – Ah, meu anjo, é claro que eu dou! Acho lindo você querendo ajudar o coitadinho do velhinho… – e deu o dinheiro ao filho.

      O garoto já estava com a mão na maçaneta da porta da rua, pronto para correr à esquina, quando Margô resolveu perguntar:

      – E o que é que o coitadinho do velhinho está gritando, meu filho?

      E o Cacá:

      – Ele tá gritando: “Pipoca! Olha a pipoca quentinha!”

 

Resolvido com inteligência

      Esta é de quando Produban existia.

      Na agência do Jaraguá, 11 horas da manhã, poucas pessoas nas filas dos caixas. Diante de um deles, duas madames discutiam, uma querendo ser atendida na frente da outra. De lá de sua mesa de trabalho, o gerente José Aílton Freire só manjando na dupla.

      Uma dizia:

      – Primeiro eu, que vou levar as crianças à escola!

      A outra retrucava:

      – Não senhora! Primeiro eu, que sou cliente do banco!

      E ficaram naquela lenga-lenga. Impaciente, o caixa dirigiu um olhar de socorro ao gerente. Zé Aílton levantou-se e aproximou-se das madames, com a solução na ponta da língua:

      – Bom, senhoras…  vamos resolver esse impasse da maneira mais racional possível. O banco vai atender primeiro a mais velha, certo?

      As duas correram para o fim da fila. Uma apontando para a outra.

 

O cara era bispo!

      A secretária do clínico Marcus Augusto Brandão chegou pra ele e lembrou:

      – Doutor, para esta hora só temos marcado um paciente. O senhor vai atendê-lo agora?

     – Vou. Mande-o entrar, por favor.

     O cara entrou e o médico começou a examiná-lo com a competência de sempre. Em dado momento fez uma pausa e perguntou:

      – Quantos anos o senhor tem?

      – Cinquenta e dois.

      – Quantas relações o senhor tem por mês?  

      – Hummm. Bem… Umas quatro…

      – Só?! Eu tenho sessenta e cinco anos e transo mais de quinze vezes por mês!

      E o paciente, sem perder a tranquilidade:

      – Mas acontece que entre eu e o senhor existe uma grande diferença…

      – Que diferença?

      – O senhor é médico aqui na Capital…

      – E aí?

      – Eu sou bispo no interior…