Flávio Gomes

28 de junho de 2017

CEF libera empréstimo de R$ 500 milhões

                   A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou a liberação de recursos para estimular a economia de alguns estados. Alagoas estará incluída, e receberá cerca de R$ 500 milhões para investimentos em obras de infraestrutura e rodoviárias. No total, a CEF vai disponibilizar R$ 1,5 bilhão segundo anunciou o presidente Gilberto Occhi. O Piauí foi contemplado com R$ 700 milhões, Goiás (R$ 600 milhões), Alagoas com R$ 500 milhões e o Paraná com R$ 100 milhões. Segundo Occhi, os empréstimos são destinados ao incentivo à economia dos estados.

 

Leilão dos bens de Cabral

                   Alguns dos bens do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e sua esposa, Adriana Ancelmo, irão a leilão por determinação do juiz Marcelo Bretas da 7ª Vara Federal Criminal. Foi autorizado o leilão de uma casa de praia, joias, automóveis, uma lancha e uma moto. Os bens estão avaliados em R$ 14,5 milhões segundo a perícia da Polícia Federal. A casa de praia localizada em um condomínio de luxo em Mangaratiba, Costa Verde fluminense, está estimada em R$ 8 milhões. Das 189 joias adquiridas pelo casal, sem nota fiscal, usadas na lavagem do dinheiro da propina, somente 50 peças foram apreendidas pela PF. O juiz explicou que a venda dos bens antes da conclusão do julgamento visa evitar a desvalorização dos bens apreendidos. “O objetivo da alienação antecipada é o de salvaguardar a restituição aos cofres públicos de eventual produto/proveito de crime, de forma que, fica resguardado o direito à devolução da quantia em caso de sentença absolutória”. O valor arrecadado ficará em conta judicial até o final o julgamento. A defesa disse que irá se pronunciar nos autos do processo.

 

CNBB critica relatório

                 “Parcial, unilateral e antidemocrático” foram alguns dos adjetivos utilizados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Funai e do Incra. O documento pede o indiciamento de mais de uma centena de pessoas ligadas à causa indígena no Brasil. Os bispos brasileiros emitiram uma nota pública repudiando o conteúdo do relatório em geral, que, segundo eles, desconsiderou mais de uma centena de requerimentos, e nem sequer ouviu representantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)[LD1] , que ainda teve alguns dos seus integrantes indiciados pela Comissão.

 

CNBB critica relatório 2

              Segundo a nota da CNBB, durante os últimos meses, período em que a CPI funcionou, houve um aumento da violência no campo, e citou como exemplo chacinas ocorridas em Colniza (MT) e em Pau D’Arco (PA) com dezenas de trabalhadores rurais mortos. O relatório da CPI somente indiciou representantes de entidades de defesa dos povos indígenas, e não citou os conflitos, a ação dos fazendeiros, nem qualquer assassinato de índios ou trabalhadores rurais. Os bispos consideram que o texto final da Comissão é diretamente destinado a intimidar as instituições e confundir a opinião pública.

CNBB critica relatório 3

           O relatório final da CPI sugeriu a investigação de 103 pessoas entre lideranças comunitárias, antropólogos e servidores, além de missionários do Cimi. Composta em sua maioria por deputados que integram a bancada ruralista do Congresso, a comissão aprovou ainda a análise das demarcações das terras indígenas já realizadas e a desapropriação de territórios que não estavam ocupados antes da Constituição Federal de 1988. O relator da CPI, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) disse que “a CPI vai desmascarar muita gente que só defende os índios por causa dos recursos que são repassados”.

UPAs garantem saúde

             As duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) que funcionam em Maceió, têm proporcionado um atendimento mas qualificado e mais humanizado. As duas unidades atenderam a 271.698 pacientes, após um ano da sua inauguração. A UPA do Trapiche garantiu o serviço a 151.882 pessoas, para casos de urgência e emergência de clínica médica, pediatria, odontologia e ortopedia. No mesmo período a unidade do Benedito Bentes acolheu a 119.816 pessoas, que foram devidamente atendidas através dos aparelhos de raios-x, eletrocardiogramas, laboratório para exames e para observação. As UPAS também atendem a casos de alta complexidade como infartos e vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Alerta de ataque químico

               O governo americano anunciou esta semana, que identificou “potenciais preparativos” por parte do governo sírio para um novo ataque com armas químicas no país. Segundo a Agência EFE, os EUA disseram que se isso acontecer o presidente Bashar Al Assad e suas forças “pagarão um preço alto”. Em comunicado, a Casa Branca disse ter detectado os preparativos, mas não revelou quando, nem onde isso poderia acontecer. Em Abril quando aconteceu um ataque químico no norte da Síria, pelo qual o Ocidente culpou o regime de Assad, o presidente Donald Trump ordenou um bombardeio contra uma base aérea na cidade de Hons, controlada pelo governo sírio.

 

 

  • Faleceu ontem, no Hospital Sanatório, onde estava internado há uma semana, o aposentado Sebastião Rocha, de 77 anos de idade.
  • Deixou um exemplo de determinação e resistência, ao passar os últimos anos de sua vida, buscando descobrir onde estavam os restos mortais de seu filho, o servente de pedreiro, Carlos Roberto Rocha Santos.
  • Ao mesmo tempo, nunca se cansou nem se amedrontou em acusar, publicamente, o ex-vereador Cabo Luiz Pedro, de ser o mandante do assassinato do filho, retirado de casa e morto com dezenas de disparos de arma de fogo.
  • Sebastião ainda chegou a ver o corpo do filho no necrotério da capital, mas quando providenciou o sepultamento, o cadáver desapareceu e nunca mais foi encontrado.
  • Sempre que podia, Sebastião exibia um mural com as fotos do filho perfurado com os tiros, em solenidades, eventos e principalmente em frente à Câmara Municipal de Maceió.
  • Ele levou para o túmulo, junto com o exemplo de pai determinado, a decepção pela omissão das diversas autoridades que passaram pela Segurança Pública, e da justiça do seu estado, que mais uma vez não cumpriu seu papel e com isso, estimulou a impunidade em Alagoas.